Apicultor, formador e consultor apícola e autor do blogue Abelhas à Beira. Escreve a partir da prática no apiário, procurando cruzar a observação de campo com a melhor informação científica e técnica disponível, sobretudo nas áreas da sanidade, Varroa, nutrição, Vespa velutina e maneio das colónias.
“… nós criadores de abelhas e rainhas, aqui na Califórnia, continuamos nosso trabalho diário no campo [em tempos da Covid 19].
Estamos a fazer várias centenas de núcleos por semana, e estamos em plena produção de rainhas. Estou a dividir a um ritmo louco as nossas colmeias criadoras de rainhas para as impedir de enxamear.
A boa notícia é que a nossa criação de linhas selectivas resistentes ao ácaro varroa parece estar a ganhar força. Começámos em 2017 com uma rainha resistente a servir de matriarca (juntamente com algumas colmeias com contagens baixas de ácaros). Em 2018, cerca de 20 colónias atingiram uma boa classificação (mantendo menos de 1% de taxa de infestação em 5 amostragens com lavagem com álcool e ao longo do ano; permitimos um aumento até 3% na lavagem de novembro quando elas param a criação, mas devem baixar de novo para 1% ou menos até março).
Em 2019, 30 tiveram uma boa classificação. Nesta primavera e até agora, 56 atingiram uma boa classificação (depois de excluir colónias que apresentavam resistência mas que não estavam à altura por outras razões), com mais 25 colónias ainda para serem submetidas à lavagem com álcool quando retornarem da polinização das amendoeiras.
Sete colónias estão a desenvolver-se bem sem nenhum tratamento contra a varroa durante dois anos completos.
Todos os anos, renovamos as rainhas de todas as nossas colónias apenas com filhas de mães resistentes. O progresso é lento, mas é muito emocionante ver colónias bonitas e fortes com contagem de ácaros a zeros após um ano inteiro sem tratamento.
Nesta temporada, irei utilizar um número maior de rainhas matriarcas para evitar um excessivo afunilamento da diversidade genética. Estou ansioso para ver se a nossa porcentagem de colónias resistentes continua a aumentar.”
Randy Oliver Grass Valley, CA www.ScientificBeekeeping.com (Bee-L, 02.04.2020)
Com o dia enevoado, frio e chuvoso aproveitei para soldar umas ceras laminadas, que planeio utilizar em desdobramentos a efectuar nos dias mais próximos.
O incrustador, que tem durado mais que as pilhas duracell, e o carretel de arame inox.A cera, rígida, e por essa razão é necessário muito cuidado para não a quebrar logo ali no momento de a tirar para a colocar no quadro.Lâmina de cera pronta a soldar.Um dos detalhes que mais me importa ver nos quadros.Qual é a pressa?… com tranquilidade preparei 12 caixas com quadros para os próximos dias.Aproveitei para arrumar algumas coisas e, sem as procurar, vieram parar-me às mãos estas gaiolas de rainhas encomendadas a 4 criadores diferentes. Algum do material armazenado na oficina, pré-preparado para ir para o campo nas duas próximas semanas.
Neste post referi que a 14.04 encontrei 4 colmeias com sinais de enxameação. Em três delas encontrei alguns cálices reais com ovos e numa mestreiros abertos com larvas. Logo nesse dia realizei um conjunto de procedimentos tendo em conta os materiais que tinha à disposição e os meus objectivos para este ano, mais focados na duplicação de enxames e na verificação/confirmação da efectividade de algumas técnicas para adiar ou mesmo impedir a enxameação reprodutiva. Passo a descrever os procedimentos e no final os resultados alcançados.
Uma das colmeias em que encontrei cálices reais com ovos. O que fiz foi retirar 3 quadros com criação e nos espaços vazios intercalei 3 quadros com ceras laminadas (a pensar no checkerboarding de Walt Wright). A aplicação do mesmo procedimento numa outra colónia. Quadro com cera laminada que foi introduzido num dos espaços livre criado.Anotação no tecto do estado da colmeia (a data errada revela bem que o calendário nem sempre está de acordo comigo).
Hoje, 18.04, passados 4 dias voltei ao apiário, para durante 5 horas realizar diversos procedimentos, entre os quais verificar se estas 4 colónias, identificadas 4 dias antes com ânimo para enxamearem, viram os seus ímpetos cerceados pelos procedimentos acima descritos. Nas três colmeias que tinham cálices reais com ovos o procedimento foi eficaz, por enquanto. Atentamente inspeccionadas nenhuma delas apresentava cálices reais com ovos ou mesmo mestreiros. As três rainhas destas colónias iniciaram postura nesses quadros.
Localizada a “walli”! Rainha muito calma, que pousou para a foto (com as luvas de apicultor levo em regra 30 a 50 segundos a tirar uma foto). Pelo seu comportamento esta rainha tem pelo menos 2 anos. Se, contudo, tivesse que apostar dinheiro, e porque andou calmamente por “ali”, dava-lhe três anos. Este é um dos seus quadros de postura. Há rainhas que me lembram o que se diz acerca do vinho do Porto.
Na colmeia que 4 dias antes apresentava mestreiros abertos com larvas (não mestreiros rotos) a técnica não resultou. Hoje fui encontrar mais mestreiros abertos com larva. Encontrada a rainha dividi/desdobrei esta colónia. Num post próximo conto descrever o procedimento mais detalhadamente.
Conclusão temporária: O número de casos aqui descritos é demasiado pequeno para me atrever a tirar conclusões mais sólidas, contudo os sinais motivam-me a continuar a utilizar esta técnica, desde que os sinais de pré-enxameação não tenham evoluído já para o estádio mestreiros abertos com larva. No estádio cálices com ovos pretendo continuar a utilizar este procedimento para o avaliar melhor, sempre que o equipamento necessário esteja às mãos e o objectivo seja atrasar ou evitar a enxameação.
Uma nota final para referir que outra da tarefas de hoje foi passar colónias de núcleos para colmeias. Estas colónias resultam de desdobramentos mais tardios do ano passado (realizados em meados de junho) e que passaram o outono/inverno em caixas de 5 quadros. Em baixo fica espelhado o padrão de postura destas rainhas de emergência.
Ultrapassada, com o contributo inestimável do meu filho, uma dificuldade técnica que me impedia de aceder às estatísticas anuais dos posts mais visitados, ao número de visitas anuais e à caixa de comentários, venho finalmente repor a tradição de elencar os posts mais visitados no último ano (ainda que neste caso os valores incluam também os meses decorridos neste ano de 2020). Nos últimos 12 meses (abril de 2019 a abril de 2020) estão registadas quase 200 mil visitas (198462 visitas em rigor). Este valor, que me surpreendeu, deixa-me com uma certa tremedeira nos joelhos. Com o crescer do número de visitas cresce também a responsabilidade de partilhar coisas tão apaixonantes mas tão incertas e locais como é próprio da natureza das abelhas e da actividade apícola. Agradeço aos leitores e comentadores (a estes últimos peço desculpa e compreensão, pois só hoje, depois de ultrapassada a dificuldade referida em cima, fui capaz de publicar os comentários dos últimos meses, sempre muito bem-vindos e muito estimulantes) que são parte desta realidade. Aqui ficam os posts que mais visitas receberam.
Por feitio e defeito procuro conhecer o mais e melhor possível o que a perspectiva científica me pode dar acerca das minhas opções no domínio da minha profissão de apicultor. Assim o faço em relação à sanidade dos enxames, em particular a varroose, à criação de rainhas de qualidade sem recurso ao translarve, entre mais uns poucos de assuntos. Relativamente à criação de rainhas de qualidade sem recurso ao translarve coloca-se frequentemente a questão da idade das larvas que as abelhas seleccionam para criar as suas rainhas. Existe em muitos apicultores uma arreigada convicção que numa condição de orfanação súbita do enxame promovida pelo apicultor através, por exemplo, da divisão/desdobramento do enxame as abelhas escolhem larvas com 6 ou mais dias de idade, contados a partir da oviposição. Serão estas rainhas de má qualidade, que nascerão antes de todas as outras, matarão as suas irmãs ainda dentro dos mestreiros, que serão as rainhas entronadas. Apicultores de renome como por exemplo Jay Smith, C.C. Miller, Michael Bush, com base nos seus muitos anos de experiência e observações feitas nos seus apiários, não alinham com esta ideia-feita. Segundo eles, as abelhas escolhem e seleccionam os melhores mestreiros e as melhores rainhas de emergência disponíveis naquele enxame em concreto. Bem, pode sempre dizer-se que apesar dos atributos destes perspicazes apicultores, faltou-lhes condições mais controladas e verificáveis para dar outra confiabilidade às suas conclusões. Certo e pertinente.
E esses estudos controlados e verificáveis têm vindo a surgir… e, saliento, a confirmar as ideias destes ilustres apicultores. Por exemplo este estudo, publicado em 1999, deixa bem claro que as abelhas numa condição de emergência criaram apenas rainhas a partir de ovos/larvas que, no momento da orfanação, tinham 1 a 5 dias de idade. Com mais detalhe, a maioria das rainhas foram criadas a partir de indivíduos que eram ovos no dia da orfanação (69,2%), e cerca de metade destes eram ovos de 48-72 horas de idade (34,1 %).
Este outro estudo, que conheço há uns anos (http://www.cyfronet.krakow.pl/~rotofils/Tofilski_Czekonska2004.pdf), publicado em 2004 na prestigiada revista Apidologie, tornou-se uma referência nesta linha de investigação pelo rigor e a elegância metodológica. Em boa medida confirma os dados recolhidos do estudo anterior: a idade média dos indivíduos a partir da qual os mestreiros foram construídas foi de 3,0 dias. A idade da criação que deu origem a rainhas nascidas/emergidas foi de 3,4 dias (a idade é contada a partir do dia em que se deu a oviposição). Apenas um número residual de mestreiros foram construídos a partir de larvas com 6 dias, a contar da oviposição, e acabaram por ser destruídos mais adiante pelas abelhas.
Duas notas muito interessantes e importantes que expressam bem o comportamento selectivo das abelhas para garantir as melhores rainhas possíveis em situação de emergência:
A maioria dos mestreiros (60,3%) foi destruída pelas abelhas, 17,6% antes da sua operculação e 42,7% após a sua operculação;
Enquanto as rainhas abrem um pequeno buraco na parede lateral do mestreiro para picar a sua irmã concorrente antes desta emergir, as obreiras abrem um buraco muito maior na parede lateral e, em vez de picarem a rainha, removem-na do mestreiro. Noutras circunstâncias as abelhas não permitem que rainhas recém-emergidas andem livremente pelo ninho e destruam as suas irmãs concorrentes por emergir.
Tenho para mim que a eventual falta de qualidade das rainhas de emergência se deve em grande medida à incompetente acção do apicultor (e tantas vezes já cometi acções incompetentes com as minhas abelhas) ao deixar um número insuficiente de abelhas, com a idade inadequada e numa caixa com poucas reservas/alimento a criar essas rainhas.
No dia de hoje, entre a selecção e preparação de 12 colmeias langstroth para entregar a um cliente nos próximos dias, alimentação de algumas colónias, reajustamento das tiras de apivar em 67 delas, preparação das colónias com sobreninho para a colocação da grelha excluidora de rainhas nos próximos dias, expansão do ninhos, ainda sobrou um pouco de tempo para iniciar a acção de recuperação de uma colónia que ficou orfã/zanganeira durante o inverno. Entre diversas formas de proceder para concretizar esta recuperação ganhei um gosto especial por esta que descrevo em baixo, pela sua simplicidade e eficiência, não por ser a melhor. Também nesta situação, como em quase todas as outras que me vão surgindo no dia-a-dia da apicultura, tenho a convicção que dificilmente encontrarei uma forma de agir que eu possa designar “a melhor…”, … fico até arrepiado quando ouço um apicultor dizer que esta ou aquela forma de fazer é “a melhor forma de…”.
Colónia que foi identificada como estando orfã/zanganeira há cerca de dois meses atrás. Merece o meu esforço de a apoiar a ultrapassar esta disfunção pelo elevado número de abelhas que apresenta. Quadro com criação predominantemente operculada que esta colónia orfã recebeu. Este quadro oferece a esta colónia abelhas jovens e ajuda a equilibrar etariamente a sua população. Este procedimento será repetido uma vez mais esta semana, dentro de 3 a 4 dias. Na próxima semana o procedimento será repetido uma a duas vezes mais. Posteriormente será introduzida uma rainha virgem ou será permitido que a colónia crie a sua rainha. Colónia doadora que tinha sete quadros com criação e que ficou conformada à regra “não mais que 6“.
Com a menor taxa de mortalidade de inverno desde que me dediquei em exclusividade à apicultura (2,7% de colónias mortas ou disfuncionais até à data), não posso esquecer que os perigos do final de inverno estão mais do que nunca presentes nos meus apiários neste final de fevereiro—entrada de março, e de um momento para o outro podem fazer subir a taxa de mortalidade para percentagens acima dos 30%. A descrição do principal perigo nestas datas é fácil de compreender e felizmente a solução está ao meu alcance, como ao alcance de todos julgo eu.
Como já referi a entrada generosa de pólen, assim como a varroose devidamente controlada, são os gatilhos indispensáveis para que o turnover de abelhas de inverno para abelhas de verão se faça a um bom ritmo nos meses de fevereiro e março, nos meus apiários. Nesta altura uma parte importante das minhas colónias apresenta quadros com criação operculada semelhantes aos que vemos em cima. Da criação operculada às abelhas emergidas (nascidas) vai pouco mais que uma semana e meia. As abelhas emergidas de cada um destes quadros serão as suficientes para cobrirem um novo quadro (são necessárias cerca de 2 mil abelhas para cobrirem um quadro langstroth). O consumo energético das colónias neste período de intensa expansão aumenta de forma muito significativa quando comparado com o período anterior de dormência (entre novembro e janeiro nas minha zona). Há apicultores que afirmam que por cada quadro com criação é gasto um quadro com mel. Na semana passada esta colónia tinha 4 quadros com criação operculada (reparar na posição das tiras acaricidas). A mesma colmeia, esta semana apresenta 5 quadros com criação operculada (ver ajustamento que fiz das tiras acaricidas). As reservas de mel vão sendo consumidas a bom ritmo… … assim como o alimento suplementar fornecido em forma de pasta/fondant. Sabendo por experiência que 1 Kg de fondant pode ser consumido em menos que meia-dúzia de dias numa colónia em franca expansão, e havendo previsões de tempo muito chuvoso na próxima semana para esta zona, a minha decisão foi jogar pelo seguro, suplementando com 2,5 kgs de fondant. Não me perguntem como o aprendi, mas há uns anos atrás concluí que entre finais de fevereiro e meados de abril, e no que diz respeito a suplementação de hidratos de carbono, mais vale “pecar” por excesso que por defeito.
Fica explicitado o perigo e apresentada a solução que encontrei para evitar sentir o sabor amargo de ver uma bela colónia de abelhas a morrer na praia. Que enorme desperdício quando tal acontece! E tão evitável!
Este estudo, recentemente publicado (2019), avaliou o efeito das redes de protecção de entradas de colmeias sobre dois comportamentos das abelhas melíferas quando pressionadas pela presença intensa de vespões asiáticos: o retorno das abelhas forrageiras à colmeia e a intensidade do comportamento de forrageamento. Tenho uma ideia que estas redes são ainda pouco utilizada pelos apicultores portugueses, contudo também esta como outras ferramentas não deve ser desprezada, mais ainda quando os resultados de um estudo controlado são positivos.
“O vespão asiático é um predador de abelhas na Europa Ocidental. O risco associado ao vespão asiático na mortalidade de colónias de abelhas motivou o desenvolvimento de métodos de controle biológico e físico nos últimos anos. Embora a relação custo-benefício tenha sido estabelecida para a maioria desses métodos de controle, ainda não está claro se esses métodos podem reduzir os efeitos prejudiciais do vespão asiático nas abelhas europeias. Neste estudo, investigámos os benefícios potenciais de um método de controle favorável à biodiversidade, a “protecção da entrada da colmeia” (beehive muzzle) . Observámos a atividade de voo das abelhas e o comportamento de predação das vespas asiáticas à entrada da colmeia em 22 pares de colónias de abelhas, cada uma com uma colónia equipada com “protecção da entrada da colmeia” e uma colónia controle sem “protecção da entrada da colmeia”, em França. Medimos a FR (falha no retorno das abelhas devido à predação de vespas por abelhas) e PF (paralisia de forrageamento: paragem da atividade de voo em colmeias devido às vespas pairando em frente da entrada) e estimámos a probabilidade de mortalidade das colónias usando uma abordagem de modelagem mecanicista. A “protecção da entrada da colmeia” não reduziu a FR associada à vespa, mas reduziu drasticamente a PF. Além disso, a “protecção da entrada da colmeia” aumentou a probabilidade de sobrevivência de colónias stressadas por vespas até 51% em contexto de alta abundância de vespas asiáticas com base em simulações teóricas. Esses resultados sugerem que a instalação de “protecção da entrada da colmeia” pode atenuar o efeito prejudicial do vespão asiático nas abelhas europeias. Esta técnica de baixo custo não leva a nenhum impacto ambiental e, portanto, pode ser recomendada aos apicultores como um método eficaz de controle da vespa asiática, favorável à biodiversidade.”
Locais onde se realizaram as medições/comparações e tipo de “protecção da entrada da colmeia” utilizado no estudo (a malha da rede utilizada é de 6×6 mm).
À semelhança do que fiz aqui apresento um conjunto de fotografias que pretende ilustrar o estado geral actual das minhas colmeias Langstroth nos apiários do distrito da Guarda. Aproveito também para testemunhar o respeito pelo calendário dos tratamentos para a varroose que me auto-impus e, finalmente, o benefício que encontro nas colmeias-armazéns/com sobreninho não só durante o período primavera-verão mas também no período outono-inverno.
Colmeias com 6 a 8 quadros de abelhas que se dispersam por 8 a 10 quadros do ninho quando as temperaturas atingem os 15ºC. Quadro ilustrativo de uma postura adequada, ausência de sinais de varroose e entrada de pólen, os mais importantes gatilhos para a realização do turnover de abelhas de inverno para abelhas de primavera.
Para colocar as tiras de Apivar no local que entende ser o mais adequado identifico os quadros com criação e centro estes quadros o mais possível na caixa. Neste caso e pela disposição das tiras sei que esta colónia tem um mínimo de 4 quadros com criação e um máximo de 5 quadros com criação. Numa próxima visita, a realizar num prazo máximo de 15 dias, esta disposição das tiras vai-me permitir avaliar o quanto a zona de criação se expandiu e avaliar a qualidade da rainha. Uma das cerca de 30 colmeias que passaram o inverno da Beira Alta com sobreninho. A completar um ciclo de criação, o que indica que mesmo com o sobreninho colocado as abelhas conseguiram manter as temperaturas nesta zona entre os 35-36ºC nos últimos 21 dias. Mais uma evidência que as abelhas não aquecem o espaço vazio da colmeia, aquecem-se a si e à sua criação. Quadros com mel que estavam armazenados nas colmeias armazém e que agora são utilizados para reforçar as reservas de colmeias a necessitar de hidratos de carbono. Sim o fondant pode ser o único recurso disponível para evitar a morte por fome, mas melhor será se conseguirmos alimentar também com mel em quadro. O mel tem micro-nutrientes que permite criar abelhas mais longevas e saudáveis.
Uma palestra que me agradou muito pela simplicidade das mensagens, sabendo evitar os simplismos. Esta palestra reforça muitos aspectos do que faço habitualmente e que por aqui tenho relatado/apresentado.