detalhes…

Ilustro, com as fotos em baixo, alguns detalhes observados nestes últimos dias de trabalho nos apiários.

Rosmaninho praticamente só com a espiga e sem flores. Com fluxo lento de néctar as colónias não entram em modo de armazenamento e o modo de enxameação contagia um número mais elevado .
Pela dimensão do buraco este mestreiro foi provavelmente roído pelas abelhas.
Abelha a emergir do alvéolo.

Cálice real à esquerda a evoluir para mestreiro, com larva e geleia real depositados no fundo.
Quando soldo a cera a tocar no travessão inferior do quadro, as abelhas aproveitam com frequência as três ou quatro filas de alvéolos junto a esse travessão para fazerem criação de zângão. Acredito que tal se deve ao facto das temperaturas oscilarem mais nessa zona do quadro. Está estabelecido que a criação de zângão tolera melhor essas oscilações que a criação de obreira.
Cada vez acontece menos, mas ainda vai aparecendo um ou outro.
Ferramentas que utilizo para, logo ali, solucionar este contratempo.
Resolvido, porque um quadro destes não se desperdiça, é colocado na colmeia.
Para o evitar, os quadros comprados nos últimos anos vêm com aquele agrafo lateral.

3 comentários em “detalhes…”

  1. Boa noite Eduardo
    Onde diz ” Acredito que tal se deve ao facto das temperaturas oscilarem mais nessa zona do quadro. Está estabelecido que a criação de zângão tolera melhor essas oscilações que a criação de obreira.”
    Já li algures que a criação de zangão desenvolve mais calor que a criação de obreira, daí as abelhas a fazerem no fundo dos quadros, pois o calor desenvolvido vai subir e ajudar a aquecer o resto do quadro. Para que a criação de zangão tolere melhor as oscilações de temperatura é porque, de facto ( digo eu), no seu desenvolvimento produz mais calor que a criação de obreira. Isto é uma grande asneira ou até pode ser verdade? (pergunto eu).

    1. Boa noite, Óscar Morais! Do que conheço as abelhas não apresentam uma termorregulação tão precisa no caso da criação de zângãos quando comparada com a precisão que apresentam para o caso de termorregulação das obreiras (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4755576/). Sobre a criação de zângão desenvolver mais calor que a criação de obreiras, não tendo a certeza, não me parece, isto porque não vejo que mecanismo a criação (zângão ou obreira) possa utilizar para produzir calor.

      1. Obrigado pela resposta Eduardo. Que óptimo link deixou. A minha ideia foi que todo o organismo, no seu desenvolvimento e porque consome energia (comida) desenvolve calor próprio, claro que não é o suficiente para sobreviver senão as abelhas não teriam que aquecer a criação, mas como o zangão é maior logo desenvolveria mais calor que uma obreira. Isto foi-me dito por um velho apicultor, sem formação, mas com a sabedoria de muitos anos de apicultura, claro que sem bases cientificas. Obrigado pelo link, esclarece a questão, acho eu.

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