em território de rosmaninho: acompanhamento técnico

Há uns dias iniciei o acompanhamento técnico de 4 apiários que se situam em territórios em que o rosmaninho tem uma presença significativa.

Durante dois dias inspeccionei cada uma das cerca de 120 colónias assentes nesses 4 apiários. O apicultor que contratou os meus serviços tem tido, no último ano, problemas de saúde que o têm impedido de efectuar o acompanhamento das suas colónias com a frequência e atenção que deseja.

Neste quadro, fui encontrar inúmeras colónias com pequenas populações, consequência da enxameação primária e secundária e com os ninhos bastante bloqueados com néctar. Com os recursos que tinha disponíveis iniciei o processo de desbloqueio destes ninhos, para que as novas rainhas tivessem álveolos disponíveis para iniciar a postura.

Exemplo de um cenário que se repetiu em dezenas de colmeias. Colmeias muito despovoadas pela drenagem intensa de abelhas nos enxames primários e secundários que ocorreram nos dias/semanas anteriores à minha visita. Quadros do ninho bloqueados com néctar recente nas zonas centrais e pão de abelha mais ou menos recente.

Em algumas colónias que encontrei prestes a enxamear realizei o controlo da enxameação, deixando o apicultor com mais alguns núcleos, visto que estando a superar os entraves de saúde que o apoquentaram, pretende aumentar o seu efectivo apícola.

Mas, como nem tudo é cinzento, também encontrei colónias muito boas e a fazerem um trabalho excepcional. No final dos dois dias teremos deixado mais cerca de 30 meias alças sobre as colmeias. O rosmaninho nas imediações de um apiário estava acabado, mas nos três outros apiários estava ainda em fluxo. E depois do rosmaninho ainda prevejo um fluxo muito interessante das meladas de azinho e carvalho ali muito presentes, em especial numa propriedade com 300 ha de uma riqueza de flora melífera rara e onde o meu cliente tem 2 apiários.

Exemplo de uma colónia que recebeu mais uma meia-alça, colocada uma semanita tarde demais, mas antes tarde que nunca.

Ficaram previstas futuras visitas técnicas, com uma periodicidade quinzenal, para ajudar este companheiro, apaixonado pelas suas abelhas, a erguer a sua operação apícola ao nível que almeja.

Um território com forte presença do rosmaninho.

Vai correr bem caro companheiro, tudo faremos para que sim!

Eduardo Gomes: serviços de formação presencial e on-line, consultoria presencial e on-line e apoio técnico em apiário (contactos: 935 251 670; jejgomes@gmail.com)

na terra das éricas: acompanhamento técnico

Há uns dias fiz o acompanhamento técnico a três apiários do Dr. Carlos Antunes, situados num território de grande diversidade de arbustos e árvores melíferas, com relevo para as éricas.

Durante as cerca de 10h deste acompanhamento técnico, abrimos e fizemos a inspecção e maneio necessário às cerca de 80 colónias do seu efectivo actual.

O Carlos comunicou-me que desejava fazer alguns desdobramentos como medida de prevenção para suprir as perdas que possam vir a ocorrer por varroose ou outros motivos.

O primeiro apiário que inspeccionei. Aqui estavam 3 colónias enxameadas e outras 2 prestes a enxamearem

No primeiro apiário encontrei 3 colmeias enxameadas, ainda com muitas abelhas e várias rainhas virgens em cada uma delas. Foi a oportunidade para materializar o ensejo de aumentar o efectivo, maximizando os recursos disponíveis, de forma extremamente económica. Fiz 3 novas colónias, aproveitando essas rainhas virgens e abelhas, que de outro modo teriam ido para as árvores e arbustos vizinhos num dos dias seguintes. Neste mesmo apiário encontrei ainda duas colónias prestes a enxamear. Sem problema! Foi encontrar as rainhas mãe e transferi-las juntamente com uma boa quantidade de abelhas para dois núcleos.

Deste primeiro apiário “produzi” 5 núcleos que de outra forma teriam ido para as árvores ou arbustos.

No segundo apiário fiz mais um núcleo com uma rainha virgem e abelhas de uma colónia que tinha enxameado.

No terceiro apiário, num local deslumbrante a 900m de altitude, estavam estacionadas cerca de 60 colónias. Depois de ingerida a bucha, foi meter mãos à obra, neste território de vastas encostas, vales abertos e coberto de éricas. Que cores, que aromas, que vistas!

Como suspeitava não encontrei colónias enxameadas ou com sinais de estarem para enxamear. As razões expliquei-as ao Carlos. O maneio foi sobretudo de reorganizar ninhos, colocar meias-alças e identificar as razões por que algumas, poucas, colónias não tinham arrancado devidamente.

Eduardo Gomes: serviços de formação presencial e on-line, consultoria presencial e on-line e apoio técnico em apiário (contactos: 935 251 670; jejgomes@gmail.com)

a tarde da segunda edição do workshop avançado Controlo da Varroose em Coimbra: 11 de maio

De manhã foi o tempo de apresentar os fundamentos e a proposta de intervenção. Foi tempo também de partilharmos questões, experiências, dilemas e pontos de vista. Estes workshops são feitos para tod@s e por tod@s os presentes.

E foi das práticas críticas e incontornáveis, integradas num processo mais vasto de controlo efectivo da população de varroas, dos detalhes de sua aplicação, das potencialidades e limitações de cada uma delas, da interpretação correcta dos resultados recolhidos, da tomada de decisão à luz desses dados, das propostas para ultrapassar dilemas, da distinção entre o que é relevante e o que não o é, do fazer com rigor e precisão, das conversas partilhadas sobre experiências diversas, que se preencheram as cerca de 3 horas de campo nesta tarde de 11 de maio.

A minha gratidão à atenção, questionamentos, empenhamento e simpatia de tod@s presentes.

O próximo workshop será em Coimbra a 25 de maio.

Em baixo fotos dos companheir@s desta tarde de 11 de maio… que também lembrarei com um carinho especial.

Eduardo Gomes: serviços de formação presencial e on-line, consultoria presencial e on-line e apoio técnico em apiário (contactos: 935 251 670; jejgomes@gmail.com)

3ª visita técnica: um apicultor satisfeito e orgulhoso com o que alcançámos

Em duas publicações anteriores, aqui e aqui, fiz uma descrição sumária das tarefas realizadas a 29 de março e 15 de abril no âmbito do acompanhamento técnico que tenho feito aos dois apiários de um companheiro apicultor de Coimbra.

No passado dia 3, aproveitando o dia com boas condições metereológicas, e durante 7 horas, inspeccionámos os ninhos das cerca de 50 colónias do seu efectivo. Entre outras tarefas que realizámos deixo a descrição das principais:

  • monitorizar a presença de mestreiros de enxameação. Em todas as colónias estabelecidas e em produção apenas uma apresentava estes mestreiros. Tudo me leva a crer que o período de enxameação reprodutiva terminou nestes apiários. Este período terá tido inicio na semana anterior ao dia 29 de março. O maneio que levei a cabo no dia 29 de março e no dia 15 de abril permitiu fazer 32 desdobramentos de controlo da enxameação. Com este controlo da enxameação, e até à data, apenas um enxame nos fugiu para as árvores. Daqui em diante e com as colónias já em modo de produção acredito que mais nenhum sairá;
  • a inspecção aos ninhos permitiu-nos reorganizá-los e continuar o desbloqueio de alguns ainda um pouco bloqueados;
  • continuámos a organização dos apiários com a introdução de mais uma colmeia-armazém, que muito útil nos será nas próximas semanas. As duas colmeias-armazém que tinhamos formado nas duas visitas anteriores estão a ser conduzidas gradualmente para a produção de mel.
Colmeias estabelecidas que não enxamearam, em parte pelo maneio de prevenção da enxameação levado a cabo nas duas últimas visitas, e que agora estão em modo de produção/armazenamento.
Um dos quadros do ninho de uma das colónias sujeitas ao maneio de prevenção da enxameação.
Colmeia armazém a ser conduzida para a produção de mel.

Outra das tarefas passou por monitorizar os 32 desdobramentos realizados nos dias 29 de março e 15 de abril. Estes últimos davam sinais de estar para breve o início de postura das novas rainhas. Quanto aos desdobramentos de dia 29 de março tinhamos rainhas fecundadas em todos, com postura já iniciada, à excepção de um. As caixas orfanadas a 29 de março e 15 de abril apresentavam 6 a 8 quadros cobertos com abelhas, sinal inequívoco que não produziram enxames secundários.

Colónia orfanada a 15 de abril, com cerca de 7 quadros do modelo lusitana cobertos de abelhas.

Por outro lado as rainhas-mãe retiradas das colónias como a da foto em cima, colónias que foram submetidas ao controlo de enxameação, transferidas e colocadas em caixas do apicultor nos dias 29 de março e 15 de abril, fazem o que melhor sabem fazer: metralham os quadros com postura de travessão a travessão.

Desdobramento com a rainha-mãe e seu padrão de postura.

Dos 8 desdobramentos orfanados no dia 29 de março, encontrámos 7 com postura.

Quadro de um desdobramento de 29 de março com rainha nova em postura.

O que não tinha postura apresentava sinais de estar zanganeiro. Como tinha muitas abelhas resolvi testar uma nova abordagem para o fazer sair dessa condição. Na próxima visita, que conto fazer dentro de 15 dias, avaliarei o resultado desta abordagem inovadora que nunca vi mencionada.

Em cima ficam as fotos de um apicultor satisfeito e orgulhoso com o que conseguimos nestas duas visitas técnicas.

Eduardo Gomes: serviços de formação presencial e on-line, consultoria presencial e on-line e apoio técnico em apiário (contactos: 935 251 670; jejgomes@gmail.com)

por Oliveira do Hospital: visita técnica a apiário

Ontem, por volta das 8.30, estava a entrar no apiário que se vê na foto em baixo, situado nas proximidades de Oliveira do Hospital, onde estavam instalados 28 enxames em colmeias e alguns núcleos do modelo reversível.

Este apiário tem como função principal prestar serviços de polinização às plantações de framboesas e mirtilos do Rúben, jovem e empreendedor agricultor, que contratou os meus serviços técnicos.

O apiário.

Das 7 colónias estabelecidas que sobreviveram à varroa o ano passado e superaram o desafio do inverno, 6 tinham enxameado nas semanas anteriores e apenas uma resistia ao impulso…

Colónia com ninho e sobreninho e que até ontem não tinha enxameado.

… e foi por essa que comecei. E como não há 6 sem 7, também esta apresentava sinais inequívocos de estar a preparar-se para enxamear nos próximos dias.

Com o acordo do Ruben procedi ao controlo efectivo da enxameação nesta colónia. Encontrada rapidamente a rainha mãe empreendi os procedimentos habituais.

Núcleo com rainha mãe.

À questão muito pertinente que o Rúben me colocou sobre como agir para controlar a enxameação sem dividir e aumentar o efectivo e manter intacto o potencial produtivo de mel, descrevi uma outra técnica a aplicar quando os objectivos são esses.

Aproveitámos a oportunidade para fazer nesta colónia o teste de medição da infestação por varroa. O Rúben tinha iniciado o único tratamento deste ano em janeiro, um tratamento de longa duração, e ontem, nesta colónia, caíram 12 varroas na amostra de abelhas recolhidas. Mesmo com esta taxa de infestação (4%), nesta época do ano o enxame parecia estar super limpo ao olhometro.

Varroas caídas no fundo do copo de testes.

As 12 varroas caídas no teste indicam que a colónia está a ser parasitada por cerca de 5 mil varroas e que, nada fazendo, irá colapsar à entrada de junho, momento que provavelmente coincidirá com o início da pressão das velutinas à frente dos alvados. Naturalmente o Rúben irá proceder com urgência ao segundo tratamento do ano e conseguirá manter debaixo de um controlo apertado a varroose no seu apiário.

Procedi à inspecção de todas as restantes colónias, a maior parte enxames adquiridos recentemente. Aproveitei a oportunidade para:

  • fazer a organização dos quadros nestes enxames e orientar o Ruben nos próximos passos a executar;
  • ajudar a distinguir rainhas novas de rainhas mais velhas;
  • identificar padrões de postura e sinais de rainhas decadentes (eliminámos uma);
  • aproveitar e suprir alguns enxames com mestreiros produzidos de forma natural;
  • orientar para utilizar no próximo ano um quadro de criação intensiva de zângãos;
  • equalizar as reservas com transferência de alguns quadros entre enxames;
  • instruir para a correcta preparação e colocação dos acaricidas nas colmeias;
  • dar algumas orientações na luta contra a velutina;
  • referir alguns procedimentos de prevenção da enxameação;

No final o Ruben pediu-me para o inscrever na 3ª edição do workshop avançado “Controlo da Varroose”, a realizar em Coimbra no próximo dia 25 de maio.

E brindámos estas 4 horas de trabalho e interacção com a excelente cerveja artesanal feita a partir das framboesas produzidas nesta bem tratada e produtiva exploração de frutos vermelhos que o Rúben está a conduzir.

Eduardo Gomes: serviços de formação presencial e on-line, consultoria presencial e on-line e apoio técnico em apiário (contactos: 935 251 670; jejgomes@gmail.com)

a tarde da primeira edição do workshop avançado Controlo da Varroose: 20 de abril

De manhã foi o tempo de apresentar os fundamentos e a proposta de intervenção. Esta componente técnico-teórica alicerça, consolida e justifica o “fazer” que aconteceu à tarde. A apicultura, como todas as outras artes e ofícios, não escapa a este processo. Não é possível a boa arte sem bons fundamentos técnico-teóricos!

E foi das práticas críticas e incontornáveis, integradas num processo mais vasto de controlo efectivo da população de varroas, dos detalhes de sua aplicação, das potencialidades e limitações de cada uma delas, da interpretação correcta dos resultados recolhidos, da tomada de decisão à luz desses dados, das propostas para ultrapassar dilemas, da distinção entre o que é relevante e o que não o é, do fazer com rigor e precisão, das conversas partilhadas sobre experiências diversas, que se preencheram as cerca de 3 horas de campo nesta tarde de 20 de abril.

A minha gratidão à atenção, questionamentos, empenhamento e simpatia de tod@s presentes, os participantes fundadores nesta nova etapa da minha vida profissional. Tendo sido formador e consultor a tempo inteiro em áreas não apícolas durante 15 anos, a que se seguiram 13 anos a tempo inteiro como apicultor, é muito interessante estar neste momento a fazer a síntese desses dois momentos da minha vida profissional, agora enquanto formador e consultor na área apícola.

Os próximos workshops serão em Macedo de Cavaleiros, a 28 de abril, em Coimbra a 11 de maio, este já esgotado, e 25 de maio com algumas vagas disponíveis.

Ao Marcelo Murta, Nuno Capela e Francisco Rogão, a minha gratidão pelo apoio precioso e decisivo na concretização deste e dos próximos workshops.

Em baixo fotos dos companheir@s desta tarde de 20 de abril… que lembrarei com um carinho especial.

Eduardo Gomes: serviços de formação presencial e on-line, consultoria presencial e on-line e apoio técnico em apiário (contactos: 935 251 670; jejgomes@gmail.com)

últimos preparativos

Seriam 10h00 estava a entrar no apiário pedagógico de Coimbra e por ali andei até cerca das 11h45 a fazer os últimos preparativos para a primeira edição do workshop avançado “Controlo da Varroose”, que se realizará neste próximo sábado.

Ficam algumas fotos.

A edição de Macedo de Cavaleiros, a 28 de abril, está a ter boa adesão. A segunda edição em Coimbra, a 11 de maio, está esgotada. A terceira edição para Coimbra, dia 25 de maio, tem algumas vagas ainda disponíveis.

Estamos a trabalhar com ânimo e convictos que estes workshops serão fonte de aprendizagens de ruptura com os actuais paradigmas e práticas de controlo da varroose que têm condenado dezenas de milhar de colónias ao sofrimento e morte completamente evitável.

Eduardo Gomes, formador e consultor apícola (jejgomes@gmail.com)

os requisitos fundamentais do blogue e sobre a minha qualificação

Este blogue caracterizou-se até à data por dois requisitos fundamentais:

(i) apresentar informação actualizada, frequentemente inovadora, sustentada nas melhores leituras que consigo fazer e nas melhores práticas que consigo executar enquanto apicultor. Vejo, inclusivé, que algumas dessas práticas se disseminaram pela comunidade apícola nacional, como o maneio orientado pela regra “não mais de seis”, o maneio com recurso a “colmeias armazém”, os desdobramentos pela técnica Doolittle, a conservação e preservação em armazém de quadros durante a época baixa, para mencionar as que me parecem mais populares;

(ii) apresentar esta informação de forma completamente gratuita, sem repercutir de forma alguma e em bolso nenhum, para além do meu, os custos associados aos milhares de horas de pesquisa despendidas e os custos mensais que tenho pela manutenção deste blogue no espaço virtual. Este blogue não é patrocinado, mantendo assim a sua mais completa independência, tendo mais de 10 mil visualizações por mês. É um blogue que teima em escrever em bom português, o nosso melhor património, a pensar nos falantes desta língua e nas fortes lacunas de informação apícola de qualidade e actualizada na nossa língua.

É para manter esta necessidade de estar actualizado continuamente que me inscrevi no webinar “Unveiling the Resilience of Pests and diseases in Honey Bee Hives: A Retrospective Analysis of Honey Bee Colonies between 2015-2022“, que vai acontecer dentro de algumas horas.

Vou continuar esta caminhada de qualificação avançada, que me permitirá responder e apoiar mais e melhor os companheiros que entendam necessitar do meu apoio.

Eduardo Gomes, autor e incansável perscrutador do que diz o zumbido das abelhas.

acompanhamento e serviço técnico em apiário: 2ª sessão

Cerca de duas semanas depois da primeira intervenção no apiário de um companheiro, situado nas proximidades de Coimbra, combinámos para hoje uma nova sessão de trabalho (ver aqui o resumo da intervenção anterior).

No final das 7 horas de trabalho, o apicultor contava com mais 16 novas colónias, resultantes dos desdobramentos efectuados, uns motivados por razões de controlo da enxameação e outros por necessidade de substituir rainhas semi-esgotadas, com um padrão de postura medíocre.

Para além dos desdobramentos procedi também a:

  • avaliação da taxa de infestação em abelhas adultas;
  • inspecção de todos os 32 ninhos das colónias estabelecidas ali instaladas;
  • organização dos ninhos;
  • transporte e instalação de 8 desdobramentos para/num segundo apiário.

De referir que num ano de intensa enxameação, a este companheiro só um enxame lhe fugiu para as árvores. As técnicas de prevenção e também as técnicas de controlo da enxameação que tenho levado a cabo têm sido oportunas e suficientes neste caso, com estas duas visitas intervaladas em cerca de 15 dias.

Em baixo um pequeno foto-filme de alguns momentos do trabalho hoje efectuado.

Colmeia que se preparava para enxamear nos próximos dias. Foi submetida ao controlo de enxameação e não enxameará.
Um dos quadros com uma rainha de colónia em situação de breve enxameação, colocado em caixa nova. Esta continuará a trabalhar em caixa do meu amigo. Confidenciou-me que não gosta de andar a apanhar enxames nos galhos das árvores. Partilhamos esse gosto de não gostar do mesmo!
Medição da taxa de infestação. Bastante baixa hoje, depois de ter estado bastante alta, em resultado de várias medidas correctivas que sugeri ao longo dos últimos 3 meses que acompanho mais regularmente as colónias.
Mias uma carga com 8 desdobramentos, que a juntar aos 24 efectuados nestas duas visitas técnicas permitiu ao companheiro duplicar o seu efectivo.

Para conversar e agendar acompanhamento técnico em apiário podem contactar-me para jejgomes@gmail.com

na prática e no terreno: o controlo da varroose ao longo de mais de 8 meses

Hoje, numa manhã magnífica, fui ao apiário 1 do Marcelo fazer medição da taxa de varroa através dos procedimentos usuais. O primeiro objectivo era medir a taxa de infestação em 50% das colónias estabelecidas presentes nesse apiário; o segundo objectivo passou por recolher dados actuais para apresentar na 1ª edição do workshop Controlo da Varroose, a realizar no próximo dia 20 de abril em Coimbra. Dados do terreno, obtidos de acordo com as melhores práticas hoje disponíveis, que darão robustez à proposta de intervenção que iremos partilhar em Coimbra e Macedo de Cavaleiros.

Prática assente em bons conhecimentos… conduz a boas práticas. E boas práticas associadas a bons conhecimentos permitem a qualquer apicultor manter a Varroose muito controlada, e percebendo os fundamentos que conduzem ao sucesso da sua intervenção será capaz de ajustá-la e melhorá-la de forma contínua.

Voltando ao apiário 1 do meu amigo Marcelo. As boas práticas que temos vindo a utilizar nos últimos 8 meses e meio expressam-se em resultados confiáveis, são medidos frquentemente, e resultados dignos de apresentar. Dignos de apresentar porque mostram no terreno e na prática fundamentada que levamos a cabo que, em colmeias reais e iguais às de todos, é possível quebrar com poucos e bons recursos o crescimento exponencial da população de varroas.

Vejamos os resultados no apiário: desde o início de setembro até à data, com dois tratamentos “soft” efectuados no período, a taxa de infestação média no apiário não ultrapassou 0,3% (os resultados por colónia situaram-se entre 0% e 0,6%.)

Abordagem mais efectiva e prática que esta que estamos a levar a cabo não conheço. É este conhecimento fundamentado e esta prática aplicada e estes resultados que iremos partilhar.

Em baixo algumas fotos do trabalho de hoje.

Duas das colónias testadas.
Abelhas com meia-alça meia de mel/néctar.
Debaixo da excluidora reina a rainha.
Equipamento para medir. Só controlamos o que medimos.
À procura do ácaro.
Confirma-se: 1 ácaro, isto é, 0,3% de infestação. Este tem sido o limiar médio máximo desde há 8,5 meses neste apiário.