dos megaincêndios aos apoios ao mundo rural

Os grandes incêndios que, nos últimos dias, ameaçam Bordéus poderão ficar na história como um momento de viragem na forma como olhamos para os incêndios florestais na Europa. Não se trata apenas de mais um incêndio de grandes dimensões. Trata-se de um incêndio que, em vários momentos, apresentou um comportamento extremo, gerando a sua própria meteorologia através de intensos fenómenos de piroconvecção e da formação de nuvens de fogo (Pyrocumulonimbus ou PyroCb).

Até há poucos anos, este tipo de comportamento era considerado característico de países como a Austrália ou o Canadá. Hoje sabemos que já faz parte da realidade europeia.

Pyrocumulonimbus, Gironde 2026
De Bordéus para a Austrália… passando por Portugal

A comparação com a Austrália não surge por acaso. Nos incêndios australianos de 2019-2020 observaram-se dezenas de tempestades de fogo, capazes de produzir ventos próprios, relâmpagos, projeção de brasas a quilómetros de distância e até de injetar fumo na estratosfera.

O incêndio da Gironde não atingiu essa dimensão planetária, mas apresentou vários dos mesmos mecanismos físicos.

Curiosamente, Portugal poderá ter sido um dos primeiros países europeus onde este comportamento ocorreu. Estudos publicados nos últimos anos sugerem que os incêndios de Pedrógão Grande e de outubro de 2017 desenvolveram intensa piroconvecção, embora esse fenómeno só tenha sido plenamente compreendido pela comunidade científica após os acontecimentos.

Nesse sentido, Portugal poderá ter sido um precursor involuntário daquilo que hoje começa a repetir-se noutros países europeus.

Incêndio no pinhal de Leiria, 2017
O incêndio cria a sua própria meteorologia

Durante décadas aprendemos que o vento, a temperatura e a humidade condicionavam o comportamento do fogo.

Hoje percebemos que, quando a energia libertada ultrapassa determinado limiar, a relação inverte-se.

O incêndio aquece violentamente o ar, gera enormes colunas convectivas, cria ventos locais, modifica a circulação atmosférica e pode originar tempestades de fogo.

A partir desse momento, deixa de ser apenas a meteorologia a controlar o incêndio. É também o incêndio que passa a influenciar a meteorologia.

É esta mudança de paradigma que torna os megaincêndios tão difíceis de prever e combater.

Megaincêndio ou incêndio de 6ª geração, Gironde, 2026
Porque é tão difícil combatê-los?

Quando um incêndio entra numa fase convectiva extrema, muitas das estratégias clássicas deixam de funcionar como habitualmente.

Os bombeiros franceses recorreram, como é habitual, a linhas de contenção, proteção de povoações, meios aéreos e, em determinadas situações, a fogo tático (backburning).

No entanto, perante um incêndio capaz de lançar brasas muito para além das linhas de defesa e de alterar continuamente a direção dos ventos, o objetivo deixa muitas vezes de ser apagar diretamente a frente de fogo.

Passa antes por proteger vidas, defender infraestruturas e limitar a propagação para zonas críticas.

Os próprios responsáveis franceses reconheceram que existem momentos em que não se combate diretamente o incêndio; tenta-se apenas gerir a sua progressão até que as condições meteorológicas permitam recuperar o controlo.

Não é possível o combate directo a este monstro! Megaincêndio ou incêndio de 6ª geração, Gironde, 2026
O papel do fogo tático

O fogo tático continua a ser uma ferramenta extremamente importante.

Na Austrália constitui uma das principais técnicas de combate, sendo utilizado por equipas altamente especializadas. Em Portugal e em França também é utilizado, embora de forma muito mais seletiva.

Contudo, importa compreender uma limitação fundamental. O fogo tático funciona porque elimina antecipadamente o combustível existente entre a linha de defesa e a frente de incêndio.

Mas quando um megaincêndio produz projeção de brasas a centenas de metros ou mesmo quilómetros de distância, pode ultrapassar essas zonas já queimadas e iniciar novos focos para além delas.

Não significa que o fogo tático tenha sido mal executado. Significa apenas que o comportamento do incêndio ultrapassou aquilo para que esta técnica foi concebida.

Será então o fogo prescrito a solução?

A resposta é mais complexa do que parece.

O fogo prescrito realizado durante o inverno reduz eficazmente a carga de combustível e diminui o risco de muitos incêndios.

Mas perante condições meteorológicas absolutamente excecionais — como várias ondas de calor sucessivas, seca extrema, humidades muito baixas e ventos intensos — também ele revela muitas limitações.

Alguns investigadores australianos explicam-no de forma muito simples. O fogo prescrito não é um tratamento intensivo. É uma vacina.

Não impede todos os incêndios, mas reduz em parte a probabilidade de que eles evoluam para comportamentos extremos.

Quanto mais cedo se reduzir o combustível, menor será a energia disponível quando surgir uma ignição. Mas em certos contextos de meteorologia extrema o fogo prescrito é um balde de água onde seria necessário um rio.

Mais importante do que reduzir combustível é reduzir continuidade

Talvez uma das maiores mudanças de pensamento dos últimos anos seja esta.

O problema não é apenas existir muito combustível. É existir combustível contínuo durante dezenas ou centenas de quilómetros.

Uma paisagem composta exclusivamente por floresta e matos densos funciona como um enorme pavio.

Pelo contrário, uma paisagem onde coexistem agricultura, pastagens, zonas recentemente geridas, diferentes tipos de floresta e áreas abertas dificulta muito mais a propagação do fogo.

É o conceito da paisagem em mosaico.

Mas quem vai manter esse mosaico?

É aqui que, provavelmente, reside o verdadeiro problema.

Durante séculos, a paisagem portuguesa foi mantida não porque existisse uma política de prevenção de incêndios, mas porque existia uma economia rural.

Pastores, agricultores, apicultores, resineiros, lenhadores e pequenos produtores geriam diariamente o território porque dele retiravam o seu sustento.

Hoje, muitas dessas atividades desapareceram ou deixaram de ser economicamente viáveis.

Sem pessoas no território, o mato regressa inevitavelmente. E regressa todos os anos.

O verdadeiro desafio não é florestal. É económico.

Podemos desenhar excelentes planos de gestão da paisagem. Podemos identificar onde criar mosaicos. Podemos definir as melhores técnicas de redução de combustível.

Mas permanece uma pergunta essencial:

Quem fará esse trabalho daqui a vinte ou trinta anos?

Se ser pastor, agricultor ou gestor florestal continuar a proporcionar rendimentos insuficientes, dificilmente haverá pessoas disponíveis para manter esse território.

Talvez seja por isso que muitos especialistas defendem uma mudança de perspetiva.

Em vez de perguntar apenas “como reduzimos o combustível?”, talvez devêssemos perguntar:

“Como tornamos economicamente interessante viver e trabalhar na floresta?”

Porque uma paisagem resistente ao fogo não depende apenas de bombeiros, aviões ou fogo prescrito.

Depende, acima de tudo, de pessoas.

E talvez essa seja a maior lição que nos deixa o incêndio de Bordéus: os megaincêndios do século XXI combatem-se no verão, mas previnem-se durante todo o ano, através da gestão da paisagem e de uma economia rural capaz de manter vivo o território.

Quem paga pela prevenção?

Chegados aqui, talvez devamos fazer a pergunta mais difícil de todas.

Todos concordamos que é necessário reduzir o combustível, criar paisagens em mosaico, manter a floresta gerida e evitar o abandono do mundo rural. Mas quem fará esse trabalho? E porquê?

Durante séculos, foi a economia rural que manteve a paisagem. Pastores, agricultores, apicultores, resineiros e produtores florestais não limpavam o território para prevenir incêndios; faziam-no porque dele retiravam o seu sustento. Hoje, muitas dessas atividades deixaram de ser suficientemente rentáveis e, por isso, desapareceram. Sem pessoas, a vegetação regressa e o combustível acumula-se.

Talvez o maior desafio não seja técnico, mas económico. Uma paisagem resistente ao fogo presta um enorme serviço à sociedade: protege vidas, habitações, infraestruturas, biodiversidade, recursos hídricos e reduz os custos do combate e da reconstrução. No entanto, quem suporta o custo diário dessa gestão é, quase sempre, o proprietário ou quem trabalha a terra.

Estas são as chamadas externalidades positivas: benefícios gerados por uma atividade privada que são usufruídos por toda a sociedade. Se todos beneficiamos de uma paisagem mais resiliente aos incêndios, faz sentido perguntar se não deveríamos também contribuir para remunerar quem a mantém.

Talvez a grande questão do futuro não seja apenas como combater os megaincêndios, mas se a sociedade está disposta a pagar pela sua prevenção. Porque, no fundo, o trabalho realizado durante todo o ano por quem vive e gere o território não é apenas uma atividade agrícola ou florestal; é também um serviço público de enorme valor.

Se continuarmos a remunerar apenas o combate ao fogo e não a gestão da paisagem, arriscamo-nos a repetir o mesmo ciclo: investir milhares de milhões de euros quando a floresta arde, mas muito menos naquilo que poderia evitar que ela ardesse com tanta violência. Talvez tenha chegado o momento de reconhecer que a prevenção também tem um preço e que esse preço deve refletir o valor das externalidades positivas produzidas por quem mantém vivo o mundo rural.

Mais do que um problema económico: uma questão de reconhecimento social

Mas existe ainda uma dimensão de que pouco se fala.

Mesmo que conseguíssemos tornar estas atividades economicamente mais interessantes, permaneceria outro problema: a falta de reconhecimento social.

Durante muitas décadas, o sucesso passou a ser associado ao trabalho urbano, aos escritórios, às profissões tecnológicas e aos serviços. Pelo contrário, profissões como pastor, agricultor, apicultor, resineiro ou produtor florestal perderam prestígio social. Para muitos jovens, trabalhar no campo deixou de ser visto como uma opção de futuro, independentemente do rendimento que possa proporcionar.

No entanto, estas profissões desempenham hoje funções que vão muito para além da produção de carne, leite, mel, resina ou madeira. São elas que mantêm caminhos abertos, reduzem a carga de combustível, conservam habitats, promovem a biodiversidade, ajudam a regular os ciclos da água e tornam a paisagem mais resistente aos incêndios.

Paradoxalmente, quanto mais reconhecemos a importância destes serviços para a sociedade, menos reconhecimento social atribuímos a quem os presta.

Talvez seja necessário recuperar não apenas a rentabilidade económica destas profissões, mas também o seu estatuto social. Porque um pastor não é apenas alguém que guarda um rebanho. Um apicultor não produz apenas mel. Um resineiro não extrai apenas resina. São, todos eles, gestores do território, prestadores de serviços ambientais e agentes ativos da prevenção dos grandes incêndios.

Uma sociedade que pretende conviver com as alterações climáticas terá provavelmente de fazer duas escolhas. A primeira é remunerar as externalidades positivas produzidas por quem vive e trabalha no mundo rural. A segunda é voltar a valorizar socialmente essas profissões, reconhecendo que são tão essenciais ao funcionamento do território como muitas outras que hoje desfrutam de maior prestígio.

Porque, no fim de contas, talvez o verdadeiro luxo do século XXI não seja viver longe da natureza, mas haver pessoas que continuem a cuidar dela todos os dias. É esse trabalho silencioso que mantém a paisagem viva e reduz a probabilidade de voltarmos a assistir aos megaincêndios que hoje começam a marcar o sul da Europa.

Portugal não joga mal por falta de talento. Joga mal porque junta talentos que pedem jogos diferentes

Portugal tem médios de elite. Vitinha, João Neves, Bernardo Silva e Bruno Fernandes são jogadores de topo, com qualidade para brilhar em qualquer grande seleção. E, no entanto, quando os vemos juntos de quinas ao peito, a sensação repete-se: há talento, mas falta fluidez; há qualidade, mas falta coerência; há nomes, mas não há uma ideia forte de jogo.

O problema, na minha leitura, não está nos jogadores. Está no facto de Portugal juntar, no mesmo onze, futebolistas que pedem contextos muito diferentes — e não ter uma estrutura coletiva suficientemente clara para os conciliar.

Vitinha, João Neves e Bernardo pedem estrutura

Vitinha, João Neves e Bernardo são jogadores que crescem em equipas organizadas, compactas e relacionais. Precisam de:

  • linhas de passe próximas;
  • mobilidade à frente da bola;
  • apoios entre linhas;
  • circulação curta e inteligente;
  • uma frente móvel que ofereça soluções e arraste marcações.

São médios de controlo, relação, posse limpa e inteligência posicional. Não vivem do caos. Vivem da qualidade da estrutura.

E isso ajuda a perceber porque é que Vitinha e João Neves parecem tão mais funcionais no PSG. Em Paris jogam atrás de uma frente dinâmica, com trocas posicionais, rupturas, apoios curtos e movimentos permanentes. O passe deles entra num sistema vivo. Na seleção, demasiadas vezes, entra num sistema mais rígido, mais previsível e mais preso a uma referência fixa.

Bruno Fernandes pede outra coisa

Bruno Fernandes é um grande jogador, mas o seu habitat é diferente.
Bruno não é um médio de cozinhar o jogo. É um médio de o incendiar.

Vive do passe de rutura, da aceleração precoce, do risco, da verticalidade, do remate e do desequilíbrio imediato. É um jogador que muitas vezes cria do nada — e é precisamente por isso que tem tanto valor. Mas o seu jogo também parte a equipa, acelera a posse antes de ela estar estabilizada e empurra o jogo para um registo mais aberto, mais caótico, mais emocional.

O problema é que esse tipo de jogo não casa naturalmente com o futebol de Vitinha, João Neves e Bernardo. Uns pedem ordem, proximidade e circulação; Bruno pede risco, profundidade e agressão imediata.

Cristiano Ronaldo acentua a contradição

Se a isto juntarmos Cristiano Ronaldo como referência ofensiva, a tensão cresce ainda mais.

Ronaldo continua a ser um finalizador extraordinário, fortíssimo na área e no último toque. Mas já não é, nesta fase da carreira, um avançado de mobilidade constante, de pressão alta contínua ou de apoios repetidos entre linhas. Isso muda a forma como os médios podem servi-lo — e limita o tipo de jogo que a equipa consegue construir.

Vitinha e João Neves rendem mais quando têm à frente jogadores que:

  • aparecem no apoio;
  • atacam a profundidade;
  • trocam de posição;
  • abrem ângulos de passe;
  • arrastam defesas.

Bruno rende mais quando tem alvos móveis para os seus passes mortais.
Com uma frente mais fixa e centrada em servir a referência, o jogo torna-se mais previsível, mais linear e menos favorável ao melhor de todos estes médios.

Portugal parece uma equipa que quer jogar três jogos ao mesmo tempo

É essa a sensação que a seleção transmite.

Parece uma equipa dividida entre:

  • o futebol associativo de Vitinha;
  • a agressividade lúcida de João Neves;
  • o jogo de relação e controlo de Bernardo;
  • a verticalidade caótica de Bruno;
  • e a centralidade finalizadora de Ronaldo.

Todos são excelentes. O problema é que não estão a ser integrados dentro de uma ideia forte — estão a ser somados.

E somar talento não basta.

O problema não é de qualidade. É de compatibilidade e de modelo

Portugal não joga pouco por falta de bons jogadores. Joga pouco porque tem jogadores excelentes a pedir contextos diferentes e não decide claramente que equipa quer ser.

Se a ideia é potenciar Vitinha, João Neves e Bernardo, então Portugal tem de assumir um futebol:

  • mais posicional;
  • com frente móvel;
  • com mais jogo interior;
  • com menos dependência de uma referência fixa.

Se a ideia é potenciar Bruno e um jogo mais vertical, então a equipa tem de viver melhor na transição e ter uma frente muito mais agressiva a atacar espaços.

O que parece mais difícil é querer tudo ao mesmo tempo. Porque nesse caso o talento não se soma — neutraliza-se.

Conclusão

Portugal tem qualidade para jogar muito mais do que joga. Mas enquanto não decidir que jogo quer realmente jogar, continuará a parecer uma seleção estranhamente pobre para a riqueza de jogadores que tem.

Vitinha, João Neves, Bernardo, Bruno e Ronaldo podem coexistir. Mas não basta colocá-los no mesmo onze. É preciso construir um modelo onde as virtudes de uns não anulem as virtudes dos outros.

Neste momento, Portugal parece menos uma equipa e mais uma negociação permanente entre estilos incompatíveis. E esse, mais do que qualquer falha individual, é o verdadeiro problema.

controlo efectivo da Varroose: um curso com apicultores satisfeitos e resultados para apresentar

Deixo o testemunho do Eduardo Côrte-Real sobre os “dias seguintes” à sua frequência do meu curso “Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano“.

Boa noite e bom ano Eduardo. Peço desculpa pela demora mas só hoje é que consegui terminar os testes que queria fazer. Não há dúvida nenhuma que nunca tive abelhas como tenho agora. Também tenho percas, mas o que está bom nunca esteve assim. O maior ganho que obtive, nem foram as ferramentas que apresentaste, mas sim o critério e o pormenor que utilizas. Decididamente não posso utilizar os fundos sanitários para avaliar taxas de infestação. A resistência que tinha em sacrificar as 300 abelhas para aferir as percentagens era grande erro meu. Tenho hoje 3 opções para combater a varroa muito satisfatórias. Concluí que a eficácia dos tratamentos não é linear em todas as colónias. Mas se não for com um método, consegue-se com outro. O Protocolo Inovador é muito bom, mas trabalhoso. Também consegui bons resultados com o oxálico sublimado 5 vezes com 4 dias de intervalo e com o amicel, uma tira por semana, vezes 3 semanas. Fiz outras experiências mas o resultado não foi tão satisfatório. Grande abraço.”

O Eduardo Côrte-Real, para quem não conhece, é apicultor com colmeias na zona de Cantanhede, criador reconhecido de boas rainhas autóctones nesta zona centro do país, sendo a escolha preferencial de vários apicultores que são meus clientes dos serviços técnicos de apoio no apiário.

A propósito informo que se encontra aberta uma nova edição do curso “Controlo Efectivo da Varroose”, a decorrer via Zoom, nas seguintes datas:

  • 20 de fevereiro
  • 27 de fevereiro
  • 6 de março

O curso é composto por 3 sessões e tem como objetivo dotar os formandos de uma abordagem prática, fundamentada e atualizada para o controlo da varroose.

Ao longo das sessões serão abordados, entre outros, os seguintes temas:

  • A mudança necessária no paradigma de actuação para controlar a Varroose ao longo do ano
  • A taxa de crescimento da varroa ao longo do ano: as 3 velocidades de crescimento
  • Que tempo se “compra” entre tratamentos: das ilusões ao realismo
  • 2 critérios inovadores para uma escolha mais ajustada dos acaricidas
  • Tratamentos mais baratos, em resposta às questões e necessidades colocadas/apresentadas por apicultores portugueses
  • Os limiares aconselhados para intervir
  • Os medicamentos mais oportunos e respetivos protocolos de utilização
  • Tratamentos proactivos: o que são e seu papel crítico na definição de estratégias de controlo da Varros
  • Monitorização da taxa de infestação por varroa: procedimentos correctos e limiares de actuação
  • O simulador de varroa de Randy Oliver e a sua parametrização para o território de cada formando/apicultor
  • Aplicação do simulador a territórios concretos com proposta de tratamentos
  • O Protocolo Inovador: fundamentos, operacionalização, detalhes de optimização do seu potencial, filmagens de sua aplicação e resultados obtidos.

Solicite mais informações enviando e-mail para: jejgomes@gmail.com

avaliação técnica das colónias da Quinta da Machada: impacto sanitário, nutricional e perspetivas para a campanha

No âmbito do acompanhamento técnico regular, realizei hoje uma visita com análise aprofundada a cerca de 25% das colónias dos apiários da Quinta da Machada, com foco na avaliação sanitária e no estado nutricional.

O primeiro aspeto que merece destaque é o efeito prolongado do Protocolo Inovador de controlo da Varroose. A última aplicação foi realizada há cerca de 90 dias, e os resultados observados — ilustrados nas fotografias que acompanham esta publicação — mostram uma eficácia elevada, na ordem dos 95%, valor que tem sido recorrente quando o protocolo é corretamente aplicado. Mesmo após este intervalo de tempo, a pressão de Varroa mantem-se baixa e controlada, o que demonstra não apenas a eficácia imediata, mas também a consistência e durabilidade deste protocolo.

Este desempenho reflete-se nos indicadores globais do efetivo. Durante o ano de 2025, registou-se o colapso por varroose de apenas uma colónia, num universo superior a 100 colónias em produção. Este dado é particularmente relevante num contexto em que a varroose continua a ser a principal causa de perdas de colónias, e demonstra o impacto de uma estratégia sanitária estruturada, baseada em monitorização, timing correto e aplicação rigorosa dos procedimentos.

Um segundo indicador técnico observado foi o armazenamento significativo de pão de abelha em muitas colónias. A presença de reservas proteicas excedentárias indica que a recolha de pólen ultrapassa as necessidades imediatas de consumo, o que só ocorre quando as colónias apresentam boa vitalidade, equilíbrio demográfico e ausência de stress sanitário relevante. O armazenamento de pão de abelha constitui um excelente marcador indireto do estado sanitário e nutricional, refletindo eficiência forrageira e capacidade metabólica adequada.

Apesar do bom desempenho global, foram identificadas colónias com desenvolvimento mais lento. Nestes casos, está a ser implementado apoio técnico dirigido, recorrendo a suplementação proteica, ajustada ao estado de cada colónia. Este apoio tem como objetivo reduzir assimetrias no apiário, acelerar a recuperação das colónias mais atrasadas e promover uma evolução mais homogénea do conjunto, sem comprometer o equilíbrio nutricional.

Do ponto de vista ambiental, observa-se atualmente um incremento progressivo de recursos florais, com o campo a entrar numa fase de forte potencial polinífero e nectarífero. Este cenário apresenta boas perspetivas para a campanha, desde que os apiários se encontrem devidamente estabilizados do ponto de vista sanitário. Colónias com cargas elevadas de Varroa ou pressão viral não conseguem converter este potencial em produtividade efetiva, reforçando a importância do controlo prévio da varroose.

Tudo isto reforça uma ideia central: o sucesso da apicultura começa muito antes da florada. A visita confirma que o controlo eficaz da Varroose é um pré-requisito para qualquer estratégia produtiva, e que os resultados observados no campo são diretamente proporcionais à qualidade do maneio sanitário implementado ao longo do ano.

Neste contexto, e em resposta a diversos pedidos — em particular de apicultores que enfrentaram perdas significativas e dificuldades técnicas no ano transato — será anunciada em breve uma nova edição do curso Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano, incluindo os procedimentos detalhados de aplicação do Protocolo Inovador. As datas serão divulgadas oportunamente, permitindo a mais apicultores adquirir ferramentas técnicas para enfrentar este desafio de forma informada, consistente e sustentável.

4 de outubro, dia de portas abertas na JGS Beekeeping

No próximo dia 4 de outubro, a JGS Beekeeping abre as portas para um dia dedicado à partilha de conhecimento, experiências e boas práticas em apicultura.

📢 Oradores convidados:

  • Eduardo Gomes
  • Bruno Moreira
  • Henrique Rebelo

🛠️ Workshops práticos:

  • Tiago Morais
  • Candace

📍 O encontro será nas instalações da JGS e promete ser um momento único de aprendizagem e convívio entre apicultores e amantes das abelhas.

⚠️ A participação é gratuita, mas é necessária inscrição prévia (link na legenda).

👉 Não perca esta oportunidade de aprender, partilhar e viver de perto a paixão pelas abelhas.

protocolo inovador de controlo da varroa: o testemunho de um formando

O Ricardo fez o percurso formativo “Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano” nos meses de março e abril. Ontem enviou-me este e-mail. Liguei-lhe para que me desse autorização para partilhar o seu testemunho com os leitores do meu blogue — a exemplo do que já fiz no passado com testemunhos de outros companheiros. Generosamente assentiu. O meu grande bem-haja!

Fica a transcrição do e-mail recebido, onde retirei duas pequenas partes pela sua natureza mais pessoal.  

Bom dia Sr. Eduardo,

Escrevo-lhe este e-mail para lhe dar conta da minha experiência com o tratamento inovador.

Este ano comecei a época com 8 colmeias, tendo ideias de desdobrar 2 delas para fazer 6 novos enxames. Em janeiro deparei-me com a morte de 3 delas o que me deixou surpreendido e apreensivo em relação aos planos que tinha. 

Então decidi fazer o seguinte plano:

  • 2 colmeias iriam estar afetas à produção de mel;
  • 3 colmeias iriam ser desdobradas (de uma delas iriam sair 6 quadros de criação, um por núcleo, e das outras duas iriam sair 3 de cada, de maneira a fazer 6 núcleos fracos e ainda manter 2 colmeias com algum potencial produtivo).

As 2 colmeias que iriam estar afetas à produção de mel foram “passadas” para lusitana no fim de fevereiro, e a colmeia que foi mais desfalcada com os desdobramentos foi passada para lusitana em fim de março (na data do desdobramento).

Essa troca de modelo em 3 colmeias teve como consequência a renovação das ceras, ao longo da primavera, quase na totalidade para quadros lusitanos. Eu sabia que só por isso, com cera nova, que conseguiria atingir níveis altos de população de abelhas e por conseguinte níveis altos de varroa. Ainda para piorar, os espaço deixado pelos quadros reversíveis nas colmeias lusitanas era ideal para as abelhas fazerem criação de zangão, embora tenha feito uns cortes de criação, houve alguns descuidos por falta de tempo. Tinha noção que o pós cresta não ia ser fácil, principalmente em uma dessas 3 colmeias que tinha tido um crescimento mais acelerado. Vamos chamar a essa colmeia a Colmeia A.

Já a antecipar o problema, em Maio faço uma lavagem de abelhas na Colmeia A, 12 varroas. No simulador do Randy já mostrava o colapso da colónia no pós cresta. Decidi fazer um tratamento com tiras de ácido oxálico durante o mês de Junho, mas por falta de tempo não testei o resultado. 

Decido esperar pela cresta (dia 26 de julho), no dia seguinte à cresta faço o teste na Colmeia A, e o resultado é alarmante, 58 varroas, nem testei mais nenhuma colmeia. Deduzo que as tiras de ácido oxálico tenham feito pouco efeito. E zero criação operculada, não consegui aplicar o tratamento inovador. Nas outras colmeias que produziram mel (que foram as 5 iniciais, os desdobramentos nao deram mel), utilizei o tratamento inovador seguido das tiras de apitraz. Mas na Colmeia A coloquei 3 tiras de apitraz, passados 15 dias já apresentava criação operculada apenas em um quadro, onde apliquei o tratamento inovador (nesta altura retirei a 3 tira). 

Já no fim de Agosto, decidi aplicar fórmico convencional (100ml a 65% no evaporador da Lyson) para experimentar. Então apliquei na Colmeia A e numa outra do apiário. Testei antes ambas as colmeias, a Colmeia A um mês depois de iniciados os tratamentos (apitraz e tratamento inovador passados 15 dias) já só apresentavas 12 varroas. 

Ora no passado sábado, (cerca de 3 semanas depois após o tratamento com fórmico convencional) , a lavagem de abelhas na Colmeia A deu apenas 1 varroa. E como referi anteriormente, passado 1 mês já só apresentava 12 varroas. É importante salientar que as tiras de apitraz ainda estão na colmeia, pois ainda não passaram 10-12 semanas. Mas na minha opinião o fator importante aqui, foi mesmo o tratamento inovador. Pois também fiz o teste a uma colmeia que também teve um crescimento idêntico e que foi tratada com o tratamento inovador seguido das tiras de apitraz (tinha cerca de 5 ou 6 quadros com criação na altura do tratamento) e no passado sábado na lavagem de abelhas deu apenas 2 varroas. 

Apesar disto, e estando as temperaturas baixas, decidi tratar tudo novamente (os enxames que foram feitos este ano apenas tinham sido tratados com as tiras de apitraz) com ácido fórmico de forma convencional apenas 100ml por colmeia porque os evaporadores da Lyson não levam mais.

Aproveito também para desabafar consigo alguma tristeza que tenho em relação ao setor apícola,[…] os dois tratamentos por ano são uma autêntica anedota […], ainda para mais com a quantidade de informação cientifica que há acerca da varroa é uma estupidez não alterar isso. Por isso faço votos que continue o seu trabalho, acho que é e tem sido uma mais valia para a apicultura nacional.

Cumprimentos,

Ricardo Luís

A propósito da experiência que o Ricardo relata, relembro o caso mais extremo de salvamento com o protocolo inovador de uma colónia altamente infestada num apiário de um cliente.

7 quadros cobertos com abelhas, quando 3 meses antes a infestação estava a atingir os 24% e à beira do colapso. Em maio vi uma colónia saudável, a crescer de forma notável.

Para memória futura, fiz duas aplicações deste protocolo, a primeira a 5 de março e a segunda a 13 de março. Em apenas 8 dias esta colónia desceu de 23,7% (71 varroas em 300 abelhas) para 7,7% (23 varroas em 300 abelhas) após a primeira aplicação do protocolo. Depois da segunda aplicação, a 13 de março, achei por bem não testar para não “sacrificar” mais abelhas adultas numa colónia já pouco povoada.

A 13 de maio, voltei ao apiário e achei que tinha chegado o momento certo para fazer um novo teste de infestação: estavam passados exactamente 2 meses e a colónia estava relativamente bem povoada com 7 quadros de abelhas e 5 quadros com criação, como mostra a foto em cima.

No coador, 4 varroas e um cisco. Um protocolo de controlo da varroose com 97% de eficácia não se encontra facilmente, mas está ao seu alcance conhecê-lo inscrevendo-se no percurso formativo que vou iniciar no próximo dia 17 de outubro. Foto minha de uma colmeia que no passado dia 18 de fevereiro apresentava 71 varroas

A aprendizagem do protocolo/tratamento inovador e utilização do simulador de varroa do Randy Oliver, que o Ricardo refere, são conteúdos do percurso formativo “Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano”, entre outros conteúdos de grande relevância.

No próximo dia 26 encerrarei mais um percurso formativo, que teve/tem tido uma muito boa adesão junto de um grupo de apicultores muito interessados e com vontade de aprender a melhorar o controlo do principal inimigo das colónias de abelhas.

Entretanto, recebi novas manifestações de interesse neste percurso formativo e decidi abri novas datas. Assim a primeira data está agendada para o dia 17 de outubro, e para a qual ainda há algumas vagas disponíveis.

Venha aprender a melhorar as suas competências de controlo da Varroose mesmo em circunstâncias de infestação elevada, como as descritas no testemunho do nosso companheiro Ricardo Luís.

Solicite mais informação sobre este percurso formativo enviando e-mail para o endereço: jejgomes@gmail.com

tiras de libertação lenta de ácido oxálico são eficazes?

O princípio que recomendo aos meus clientes e formandos é avaliarem o nível de infestação após a conclusão dos tratamentos. Não confiar, sem mais e antecipadamente, em nenhum medicamento/tratamento é uma regra de bom senso.

Vem este lembrete a propósito dos resultados discrepantes obtidos em diversos estudos com a utilização de suportes celulósicos de libertação lenta de ácido oxálico dissolvido em glicerina. Estas discrepâncias, que reforçam o cuidado mencionado em cima, ficam visíveis, por ex., nos resultados obtido por Bartlett et al. (2023) e Branchicella et al. (2025).

Bartlett et al. (2023) mostraram que a administração de uma formulação não comercial de libertação lenta de ácido oxálico e glicerina em toalhetes azuis (blue towels) não tem efeito na diminuição dos níveis de ácaros, nas condições em que realizaram o estudo.

Aplicação de toalhetes azuis em colónias de Randy Oliver

Já os resultados obtidos no estudo de Branchicella et al. (2025) mostram que com outro tipo de suportes celulósicos e outro técnica de aplicação estes suportes de libertação lenta de ácido oxálico pode ser altamente eficaz no controlo V. destructor. Contudo mostrou também que, em circunstâncias específicas, a sua utilização pode não diminuir necessariamente as populações de ácaros da colónia.

Estes detalhes e “pormaiores” serão mencionados por mim no próximo percurso formativo que se iniciará no próximo dia 12, às 21h30, via Zoom. A pedido de apicultores já inscritos ensinarei a produzir tiras celulósicas de libertação lenta de ácido oxálico.

Os 4 Ps + 1: os maiores determinantes de mortalidade massiva de colónias de abelhas melíferas

Tal como em 2006, ano do CCD (Colony Colapse Disorder), 2025 é um ano de mortalidade massiva de colónias de abelhas melíferas nos EUA (60%+). E também em 2025 a análise dos dados recolhidos até à data aponta para o mesmo grupo de grandes determinantes deste grave fenómeno, que ficaram conhecidos como os 4 Ps (o acrónimo das palavras inglesas Parasites; Pathogens; Poor Nutrition; Pesticides).

Parasitas: O Varroa destructor continua a ser a maior ameaça de acordo com os apicultores. Após a CCD, o amitraz tornou-se o principal controlo dos ácaros — mas, tal como o fluvalinato e o coumafos antes dele, a resistência está a surgir. Novas abordagens e a otimização das formas de utilização das ferramentas existentes estão a acrescentar opções para os apicultores reduzirem a dependência do amitraz. O interesse por stocks resistentes aos ácaros tem crescido e a sua adoção está a aumentar em algumas operações de grande escala, mas ainda é um trabalho em curso.

Patógenos: Não surgiu nenhuma solução milagrosa, no entanto, esforços de monitorização melhorados e uma compreensão mais profunda dos gatilhos para o desenvolvimento de doenças estão a abrir caminho para estratégias de prevenção e gestão mais eficazes. Os vírus transmitidos por ácaros são provavelmente os principais responsáveis ​​pelas perdas misteriosas de 2025, tal como foram com a CCD. Infelizmente, observar colmeias doentes é muitas vezes pouco, e demasiado tarde, para compreender o quadro completo do que correu mal e melhorar os resultados. Muito mais investigação é necessária aqui.

Nutrição deficiente: O programa Seeds for Bees® da PAm, juntamente com o aumento de outras iniciativas para aumentar a disponibilidade de forragem, está a contribuir para uma melhor nutrição das abelhas. Além disso, a melhor compreensão dos nutrientes essenciais para as abelhas está a orientar um suporte nutricional mais direcionado e eficaz. A perda de hectares de CRP (Conservation Reserve Program) e a disseminação de culturas tolerantes a herbicidas tornam cada vez mais difícil encontrar forragem de alta qualidade. As pastagens para as abelhas estão cada vez mais concentradas e, por vezes, totalmente inacessíveis — especialmente porque alguns esforços de conservação começaram a excluir as abelhas das terras públicas e privadas — enquadrando-as como concorrentes dos polinizadores nativos. As abelhas precisam da sua defesa!

Pesticidas: Os apicultores continuam na corda bamba: participando num sistema agrícola que depende do controlo de pragas, ao mesmo tempo que necessitam de forragem segura e de acesso a pastagens fora destes sistemas para manter as abelhas saudáveis. A exposição dos polinizadores a pesticidas continua a ser um problema crítico. Ainda assim, muitas pesquisas foram realizadas nesta área desde a CCD. Por exemplo, compreendemos agora melhor muitos compostos e interações — como misturas nocivas em tanques durante a floração das amendoeiras, uma prática reduzida graças às Boas Práticas de Gestão impulsionadas pela investigação. A comunicação entre produtores e apicultores também melhorou e alterou muitas práticas.

O clima como um quinto “P”: Devemos agora reconhecer um quinto grande stressor planetário: as alterações climáticas. Os incêndios, as inundações, as secas e as tempestades estão cada vez mais a afectar os polinizadores — quer directamente, quer reduzindo a disponibilidade de forragem. Estes acontecimentos tornaram-se um novo normal, uma vulnerabilidade que agrava as pressões existentes.

fonte: https://www.projectapism.org/

Estes fenómenos cada vez mais recorrentes e intensos exigem dos apicultores mais conhecimentos e práticas actualizadas e fundamentadas que os qualifiquem para dar respostas eficientes e eficazes.

No sentido de contribuir para a qualificação dos apicultores irei abrir propostas formativas acessíveis nos próximos meses. Entre outras, cursos por Zoom focados em respostas práticas e fundamentadas para um mais efectivo controlo da Varroa assim como para um melhor apoio nutricional das colónias.

Em breve assinalarei por aqui as datas para estes cursos.

apiário pedagógico de Coimbra: da observação à aprendizagem

Ontem, numa manhã nublada, na companhia do Nuno Capela, prossegui o trabalho de observação sistemática, recolha de dados, registo, análise, reflexão e aprendizagem a partir das 5 colónias do apiário pedagógico de Coimbra e que tenho vindo a efectuar desde a primeira semana de abril.

Ficam algumas fotos que documentam as etapas deste processo.

Histórico da Colónia C1.
Avaliação da taxa de infestação em 300 abelhas adultas da colónia C2.
Colónia C4 e quadro de criação intensiva de zângãos.
Observação da infestação por varroa em criação de zângão na colónia C4.
Colónia C5 onde, no passado dia 15 de junho e no âmbito da 4ª edição do workshop Controlo da Varroose, encontrámos várias rainhas virgens e a rainha mãe, esta ainda em postura. Ontem, 28, encontrei uma rainha nova em postura.

Eduardo Gomes: serviços de formação presencial e on-line, consultoria presencial e on-line e apoio técnico em apiário (contactos: 935 251 670; jejgomes@gmail.com)