a nosemose em abelhas melíferas europeias: alguns aspectos introdutórios

Até alguns anos atrás a ocorrência na primavera de diarreia e abelhas rastejantes e semi-paralisadas, com dificuldades de voar era considerado um sinal típico da infestação conhecida como nosemose apis. Desde a entrada do novo milénio, este cenário mudou de forma significativa. Hoje, a nosemose raramente é acompanhado de diarreia, mas as abelhas rastejantes, trementes, com as asas em “K” ainda são encontradas em pequenos grupos à entrada da colmeia, e agora ao longo do ano. Uma “nova” forma de nosemose, originária da Ásia, substituiu esta e é conhecida como nosemose ceranae .

Mudança de hospedeiro na Ásia

Nosema apis é o parasita original da abelha apis mellifera. Este fungo multiplica-se nas paredes celulares (epiderme) do intestino médio de uma abelha e obstrui a produção de proteínas. A abelha asiática apis cerana é exclusivamente afetada por fungos da subespécie nosema ceranae.

Fig.1: A—aparelho do ferrão; B—recto; C—intestino pequeno; D—intestino médio. 

Na China, na década de 1970, o fungo nosema ceranae foi encontrado pela primeira vez em abelhas  apis mellifera ali introduzidas. Desde 1998, este “novo” parasita ” espalhou-se por todo o mundo e em pouco tempo tem vindo a ocupar o território antes ocupado pelo nosema apis. De acordo com exames efectuados no sul da Alemanha, a substituição ocorreu em cerca de dois anos, desde o início de 2003. Em locais com maior densidade de abelhas, a mudança foi mais rápida ainda.

Fig. 2: Com uma ampliação de 400x, os esporos ligeiramente menores de Nosema ceranae (4,4 x 2,2 μm, à esquerda) só se distinguem dos dos Nosema apis (5-7 x 3-4 μm) após medição meticulosa.

 

A análise a olho nú do intestino delgado

A análise a olho nú do intestino médio da abelha  pode ajudar no diagnóstico, mas nem sempre é conclusivo, em especial no caso de nosema ceranae.

Fig. 3:  Imagem do topo: intestino médio infestado, com cor creme leitosa. Imagem inferior: não infestado, com um meio ambiente transparente. (Fonte: Ritter, W. (2012) Bienen gesund erhalten (Mantendo as abelhas saudáveis) Ulmer Verlag. Stuttgart, Alemanha em alemão).

 

Fig. 4 : Imagem do intestino de uma abelha com suspeita de estar muito infestado pelos esporos do nosema apis (foto gentilmente cedida por Sérgio Gonçalves)

fonte principal: http://www.beeculture.com/practical-beekeeping-beekeeping-with-the-new-parasite/

morte de uma colónia de abelhas por varroa: foto-filme

Com mais frequência que a desejável, a meio do inverno, surgem nos apiários colónias de abelhas como as em baixo descritas através deste foto-filme. Apicultores menos experientes poderão interrogar-se acerca do factor que determinou o curso dos acontecimentos. Neste post e com ajuda de imagens reais espero ajudar a fazer um diagnóstico post-mortem. Este diagnóstico ajudará a fazer diferente e melhor no futuro, para evitar ou minimizar a possibilidade destes eventos voltarem a assombrar-nos.

Fig. 1: Colónia com um punhado de abelhas mortas no travessão superior dos quadros, num dia frio de inverno.

 

Fig. 2: Colónia com um punhado de abelhas mortas no topo dos quadros e muito pouca criação fechada e muito dispersa.

 

Fig. 3: Colónia com um punhado de abelhas mortas no topo do quadro e com uma abelha com uma varroa no dorso.

 

Fig. 4: Colónia com um conjunto pequeno de abelhas mortas no fundo da colmeia.

 

Até a este momento do foto-filme, ainda que as suspeitas se avolumem, não podemos assegurar com elevada confiança que a causa da morte foi a varroose. Falta uma peça importante, a foto em baixo.

Fig. 5: Quadro com muito pontos brancos colados  às paredes dos alvéolos (excreções das varroas); abelhas a emergirem do alvéolo com a língua estirada; um ou outro alvéolo disperso com abelhas por eclodir.

Quando encontrarmos este lamentável filme nos nossos apiários, a conclusão de que foi a varroose que esteve na origem da debilidade que conduziu à morte da colónia não nos deve colocar a mais pequena dúvida.

as varroas não são vampiros, são lobos

Esta apresentação garantiu a Samuel Ramsey um prémio para continuar a levar a cabo a sua investigação em torno do que consomem exactamente as varroas quando parasitam as abelhas adultas.

Como diz este candidato a uma bolsa de doutoramento na área da entomologia houve na comunidade científica e na comunidade de apicultores uma verdade axiomática, que se aceitou ao longo de décadas, de que as varroas se alimentavam da hemolinfa/sangue das abelhas.

A investigação até agora realizada por este jovem aponta noutro sentido: as varroas alimentam-se da gordura que se encontra armazenada no zona inferior do abdómen das abelhas. Esta zona/orgão conhecido como “corpo gordo”  para além de constituir uma reserva de nutrientes tem outras funções de enorme relevância, como por exemplo: desintoxicadora de pesticidas; reguladora dos níveis hormonais; resposta imunitária de primeiro nível; entre as nove funções já conhecidas. De uma forma simples, este orgão tem na abelha funções equivalentes às que o fígado tem para nós.

Samuel Ramsey verificou ainda que varroas alimentadas só com hemolinfa/sangue morriam mais rapidamente e produziam um pequeno número de ovos. Já as varroas alimentadas com a gordura do “corpo gordo” das abelhas sobreviveram mais tempo e produziram seis vezes mais ovos.

O próximo passo desta investigação será procurar introduzir no “corpo gordo” das abelhas algo que possa interromper o ciclo reprodutivo das varroas sempre que estas ali procurarem o seu alimento. Uma espécie de caldo com pozinhos amarelos. Mais uma luz que parece abrir-se ao fundo de um longo e tortuoso túnel.

loque americana: a resistência dos esporos

A loque americana é uma doença bacteriana produzida pela bactéria Paenibacillus larvae, que ocorre em duas fases, uma bacilar em que se reproduz e outra esporular que lhe permite manter-se latente e defender-se das agressões externas. O perigo da loque americana está precisamente nestes esporos que são muito resistentes e difíceis de eliminar. A melhor imagem que me ocorre é a de um tanque com uma carapaça muito dura.

Estes esporos têm tolerância a temperaturas muito altas, resistem 30 minutos a 100 graus e 15 minutos a 120 graus. Resistem à ação de desinfetantes químicos, como cloro, produtos à base de iodo e radiação ultravioleta durante 20 minutos de exposição. Além disso, de acordo com as condições de conservação, eles podem sobreviver no meio ambiente durante muito tempo, e somente após 30 anos começam a mostrar uma diminuição na viabilidade. Infelizmente são máquinas quase perfeitas de perpetuação do seu ADN.

loque americana: um programa de acção para todos nós

Vou assumir neste post que todos nós somos capazes de identificar a loque americana e, mais arrojado ainda, todos estamos dispostos a fazer o melhor possível para resolver este problema quando ele surge nas nossas colmeias.  Tendo assumido a competência e a motivação (num mundo ideal claro) para erradicar a loque americana dos nossos apiários, resta-me deixar muito claro o que se deve fazer quando somos confrontados com este problema sanitário.

Fig. 1: Utilização do teste do palito para fazer de forma expedita o diagnóstico de loque americana

Como ponto de partida importa-nos reconhecer o seguinte: para a loque americana ainda não existe nenhum antibiótico verdadeiramente eficaz; a loque americana é uma doença extremamente infecciosa e que urge o mais rapidamente possível erradicar completamente. Os antibióticos utilizados não eliminam o problema, apenas o mascaram. O foco irá persistir através dos esporos e mais tarde ou mais cedo expandir-se a outras colmeias do apiário e colmeias de apiários vizinhos.

Para quem quer impedir o alastramento do contágio e assim preservar as suas colmeias e as colmeias dos vizinhos só tem um caminho: eliminar pelo fogo as fontes de loque americana. Isso implica matar as abelhas e queimar tudo: abelhas, quadros e caixas num buraco aberto no solo que depois deve ser bem coberto com terra para evitar que as abelhas nas redondezas se infectem em alguns restos mal queimados. Só o fogo elimina os esporos da loque americana, os antibióticos não o conseguem fazer.

Quem trata a loque americana com medicamentos está a iludir-se porque não elimina devidamente os esporos e ainda acaba por contaminar o seu mel e, eventualmente, o mel dos seus vizinhos. Na tentativa vã de salvar um ou mais enxames com a utilização de antibióticos pode estar a colocar em causa a sanidade/conformidade de centenas ou milhares de quilogramas de mel. A este propósito leia-se o que o especialista Miguel Maia escreve:

“A introdução de antibióticos no mel inicia-se com o intuito do apicultor prevenir /controlar as loques. As boas práticas indicam que no caso de loque americana, as colmeias devem ser destruídas em detrimento do controlo por antibióticos. […] Durante o armazenamento do mel, os antibióticos são estáveis e, mesmo que exista a sua degradação, os produtos de degradação são detectados. Devido à má utilização dos antibióticos, muitos lotes de mel podem ser rejeitados no comércio provocando enormes prejuízos na apicultura.” fonte: Os antibióticos no mel, Miguel Maia, Engº Zootécnico.

contagem de varroas foréticas: instrumentos, procedimentos e cálculos

Estes três vídeos apresentam-nos de forma rápida e esclarecedora 3 técnicas, os instrumentos, os procedimentos e os cálculos para proceder à estimativa da infestação das abelhas adultas pelo varroa.

Os limiares para a decisão de tratar situam-se, no meu caso, entre os 2% e 3% de infestação das abelhas adultas (ver aqui).

Os vídeos estão legendados em francês e qualquer dúvida que tenham acerca do seu conteúdo utilizem por favor os comentários para as colocarem. Procurarei responder rápida e claramente às vossas dúvidas.

o vírus das asas deformadas e abelhas de inverno

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Fig. 1:  Abelha infectada com o vírus das asas deformadas

O vírus das asas deformadas (VAD) é um vírus comum nas colónias de abelhas melíferas, amplamente distribuído e intimamente associado com os ácaros varroa. A prevalência do VAD nas colónias de abelhas melíferas está diretamente ligado à infestação pela varroa. Nas colónias fortemente infestadas pela varroa, quase 100% das abelhas obreiras podem estar infectados com o VAD, mesmo que estas não apresentem sintomas. O VAD está fortemente associado à mortalidade de colónias no inverno. O controle do VAD é geralmente conseguido com o tratamento contra a varroa. Após o tratamento eficaz o apicultor assiste a uma diminuição gradual do VAD umas vez que as abelhas infectadas são substituídas por outras saudáveis. O VAD pode ser encontrado em todas as castas e nas diversas fases da vida das abelhas. O VAD também é transmitida através de alimentos, fezes, da rainha para os ovos e a partir dos zângãos para a rainha.

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Fig. 2: Criação afectada pelo ácaro da varroa e pelo VAD (as larvas distorcidas nos alvéolos podem confundir o apicultor e levá-lo a pensar estar na presença de loque europeia dada a semelhança dos sintomas apresentados pelas larvas).

Os sintomas observados em infecções agudas incluem a morte precoce de pupas, asas deformadas, abdómen atrofiado, descoloração da cutícula das abelhas adultas, que chegando a nascer morrem dentro de poucos dias, fazendo com que a colónia possa eventualmente entrar em colapso num período muito curto de tempo, podendo ser confundido com o famoso Colapso/Despovoamento súbito de colmeias.

O VAD também pode ainda afetar a agressividade das abelhas assim como a memória e aprendizagem de comportamentos nas abelhas adultas. Para que o apicultor possa minimizar a presença e todos os efeitos perniciosos do VAD nas suas colmeias só tem uma saída no momento actual da ciência: diminuir para níveis muito baixos a infestação pelo ácaro varroa. Mais, a infestação da varroa deve ser reduzida nas colónia antes que produzam as abelhas de inverno, o que requer um bom timing de controle da varroose nos apiários. Nas regiões interiores do nosso país as abelhas de inverno são criadas, em regra, nos meses de Agosto a Outubro. Estes 2 a 3 meses requerem ao apicultor uma vigilância e atenção grandes em torno dos níveis de infestação pelo ácaro varroa pré e pós-tratamento. Só as colónias com baixos índices de infestação pela varroose nestes meses conseguirão ultrapassar os invernos típicos no interior do nosso país.

fonte principal: Honey Bee Viruses, the Deadly Varroa Mite Associates

a reprodução da varroa nos meses de fevereiro a agosto

Começando por alguns factos e concluindo com um cenário ou uma projecção com base nos factos:

Os factos:

Um ciclo de reprodução de varroas produz, pelo menos, 1,45 novas fêmeas se criadas em larvas de obreira; pelo menos 2,2 novas fêmeas  se criadas em larvas de zângãos, larvas mais atraentes para a varroa.

A reprodução da varroa ocorre nos alvéolos fechados/operculados e dura 12 ou 14 dias, se em larvas de obreiras ou de zângãos respectivamente. A maioria das varroas sexualmente maduras apresentam 3 ou 4 ciclos reprodutivos sucessivos durante a sua vida.

A duração da fase forética entre 2 ciclos reprodutivos é variável. Uma fêmea nova amadurece durante 7 dias, em média, na sua primeira fase forética (mínimo de 5 até 14 dias) antes de infestar uma larva e levar a cabo o seu primeiro ciclo reprodutivo. Muito importante: no entanto, a fase de forética não é vital, e subsequentemente passa a depender, principalmente, da disponibilidade de larvas próximas a ser infestadas e na fase adequadas do seu desenvolvimento.

O tempo de vida útil do parasita é adaptado ao ciclo de vida da abelha. Uma fêmea pode viver entre 1 e 2 meses no verão e entre 6 a 8 meses durante o inverno, na ausência de criação.

Infestação: na temporada apícola, as larvas de zângão são muito mais fortemente infestadas do que as larvas de obreiras (8 a 10 vezes mais). O impacto e nível de infestação é, portanto, menos perceptível, exceto quando a criação de zângãos diminui, provocando, assim, uma transferência em massa da população das varroas em direção à criação de obreiras, o que tem um impacto súbito numa única geração de obreiras e pode levar ao colapso da colmeias quando o nível de infestação é muito alto (facto de importância crítica, nunca o esquecer).

(fonte: http://www.veto-pharma.com/products/varroa-control/about-varroa-mites/)

Agora o cenário…

Começando com uma varroa na nossa colmeia a 1 de Fevereiro, no dia 12 fevereiro temos a mãe e mais uma filha. No dia 1 de março (5 dias na fase forética e 12 dias a reproduzir-se nas larvas das obreiras), temos as duas mães e mais duas filhas, 4 no total. Se considerarmos que a mãe original está no fim da vida passados estes 30 dias temos 3 varroas na nossa colmeia. Antes do início da temporada de criação de zângãos a varroa triplica os seus números a cada trinta dias (perspectiva conservadora).

Mas em abril as nossas colmeias começam a criar zângãos e as 3 varroas vão desenvolver a sua prole nesta casta de larvas. Tudo se irá acelerar. Passados 19 dias (5 dias da fase forética e 14 nas larvas de zângão) as três varroas presentes no início de abril deram origem a 6 novas filhas. Temos agora nove varroas na nossa colmeia. Num período de 19 dias o número de varroas triplicou. Por volta de 8 de maio temos cerca de 30 varroas. Antes do final de maio temos entre 90 e 100 varroas. A quinze de junho o número voltou a triplicar e chegamos às 300 varroas. No início de Julho estamos a chegar às 1000 varroas. 3000 varroas será o número aproximado cerca de 20 de Julho. Por volta de 10 de Agosto estamos a chegar a 10 000 varroas.

Os números não enganam: numa população de 50 000 abelhas no início de Julho temos 2% de infestação. Percentagem tolerável mas que coloca as nossas colmais à beira de um aumento crítico das varroas num período de pouco mais de um mês, mês em que geralmente andamos muito ocupados com a cresta do mel para nos apercebermos.  Se nada fizermos entre o início de Julho e meados de Agosto a percentagem de infestação muito provavelmente irá atingir os 20%. Nesta altura temos uma colmeia à beira de colapsar pelo contributo negativo dado por vários factores:

  1. temos um ácaro em cada uma de 5 abelhas;
  2. os ácaros preferem as abelhas nutrizes e portanto não será extravagante pensar que uma em cada duas abelhas nutrizes transportam uma varroa;
  3. estes ácaros esperam o momento oportuno para se introduzirem nos alvéolos e podem encurtar a fase forética para menos do que os 5 dias que habitualmente são referidos na literatura;
  4. a criação de zângãos está reduzida e assistimos à transferência massiva dos ácaros para a criação de obreira;
  5. a postura das rainhas e a criação tem vindo a decrescer regularmente desde o solstício de verão em muitas regiões do nosso país…
  6. todos estes factores criam as condições para que 50% a 75 % do próximo ciclo de novas abelhas surjam de larvas parasitadas.

44% de colónias de abelhas perdidas nos EUA em 2015-16

Apicultores em todo os Estados Unidos perderam 44% das suas colónias de abelhas durante 2015-16, no período de abril 2015 a abril de 2016, segundo os últimos resultados preliminares de uma pesquisa nacional anual. Esta taxa inclui as perdas de inverno e verão e constata-se que as perdas totais pioraram em comparação com as do ano passado. É o segundo ano consecutivo em que as taxas de perda de verão rivalizam com as taxas de perda de inverno. A pesquisa, que pede a apicultores de pequena escala e a apicultores profissionais para controlar as taxas de sobrevivência das suas colónias de abelhas, é realizado anualmente pela Beeinformed em colaboração com os Inspetores de Apiários da América do Norte, e com financiamento do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA). Os resultados da pesquisa para este ano e todos os anos anteriores estão disponíveis ao público no site da Beeinformed.

“Nós estamos no segundo ano de altas taxas de perda de verão, o que é motivo de grande preocupação”, disse Dennis van Engelsdorp, um professor assistente de entomologia da Universidade de Maryland e diretor do projeto Beeinformed. “Algumas perdas de inverno são normais e esperados. Mas o fato de que os apicultores estão a perder abelhas no verão, quando as abelhas devem estar no seu mais saudável, é bastante alarmante. “Os apicultores que responderam à pesquisa perderam um total de 44,1 % de suas colónias ao longo do ano. Isto reperesenta um aumento de 3,5 por cento em relação ao ano anterior (2014-15), quando as taxas de perda foram 40,6%. A taxa de perda de inverno aumentou de 22,3% no inverno anterior, para 28,1 % este inverno, enquanto a taxa de perda de verão aumentou de 25,3% para 28,1%.

Os pesquisadores referem que são muitos os fatores que contribuem para a perda de colónias. Um culpado claro é o ácaro Varroa , um parasita letal que se pode espalhar facilmente entre as colónias. Pesticidas e desnutrição causadas por mudanças nos padrões de uso da terra também são propensos promover estas perdas, especialmente entre os apicultores profissionais.

” A alta taxa de perda ao longo de todo o ano significa que os apicultores estão trabalhando horas extras para substituir constantemente as suas perdas”, disse Jeffrey Pettis , entomologista sénior do USDA e um coordenador da pesquisa. “Estas perdas custam tempo e dinheiro ao apicultor. Mais importante, a indústria precisa dessas abelhas para atender à crescente demanda por serviços de polinização. Precisamos urgentemente de soluções para diminuir as taxas de perdas de colónias de inverno e verão ” .

in https://beeinformed.org/2016/05/10/nations-beekeepers-lost-44-percent-of-bees-in-2015-16/

E entre nós? Se não me falha a memória os dados mais recentes para Portugal publicados no Coloss referem perdas a rondarem os 10%.