a prevenção da enxameação: os grandes marcos

A minha abordagem à prevenção da enxameação tem-se mostrado custo-efectiva. O que me mostram estes resultados? Coisas muito simples: que sou um apicultor realizado com o que alcancei nestes 13 anos, que não tendo inventado a roda soube compreendê-la e, com a mente aberta, observei os ciclos que os enxames cumprem ano após ano, ciclos estes que aprendi a interpretar, analisar e a aproveitar, sempre com muito trabalho e dedicação quer no campo quer na biblioteca. Com estes alicerces fui capaz de montar uma estratégia que me permite optimizar e rentabilizar os meus enxames.

Deixo a visão sintética e integrada dos principais marcos da minha abordagem e que foram sendo semeados por este blog. Estes marcos foram apropriados e aplicados por vários amigos, conhecidos e desconhecidos, que me vão testemunhando como lhes têm sido muito úteis.

1º marco) ritmo de crescimento de um enxame: com boas condições uma colónia cresce 1 a 2 quadros de abelhas por semana (modelo Langstroth e Lusitana) (ver mais aqui).

2º marco) quando a colónia atinge os 8 quadros com criação (ocupa 90% do ninho da colmeia/cavidade) inicia, por norma, a fase final do processo de enxameação, isto é, inicia a construção de mestreiros de enxameação (ver aqui, aqui e aqui).

3º marco) a preparação das colmeias armazém para onde vou drenando os quadros que resultam da conformação das colónias à regra “não mais de 6” (ver aqui e aqui).

4º marco) multiplicar enxames de forma simples e aproveitando harmoniosa e sincronamente os passos dados neste fluxo de actividades da prevenção da enxameação (ver aqui).

2 comentários em “a prevenção da enxameação: os grandes marcos”

  1. Boa noite Eduardo, sou apicultor desde 2015 e desde 2017 que sigo o blog, o ano passado com umas ideias que tirei das formações da Macmel durante o confinamento e umas dicas que tinha lido por aqui, decidi fazer este método, que rebatizei-o de “hotéis”! Achei alguma piada, uma vez que sou eng. Civil e tinha uma costela de “construção” no metodo😉. O certo é que resultou, uma vez que o meu objetivo era fazer crescer o efectivo! Tive alguns problemas posteriormente com a Varroa, que me estragou um pouco o trabalho, algo que tenho de estar mais atento este ano e não me posso descuidar, uma vez que, durante o processo, ao criarmos abelhas, também estamos a criar Varroa de forma exponencial 😔. Tem de se controlar muito bem as colónias mães, ou para mim “hotéis”. Assim como os núcleos que deles fazemos. Obrigado pela partilha😉.

    1. Bom dia, Filipe! Muito obrigado pelo testemunho. Tem toda a razão acerca de como estas colmeias armazém/hotel desenvolvem também uma mais elevada taxa de infestação por Varroa. Há que fazer um controlo mais apertado. Um abraço!

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