vespa velutina: o comportamento das novas fundadoras nos meses de outubro a dezembro e medidas a tomar

Depois do pico de pressão das velutinas obreiras sobre as colónias (em geral de início de agosto a meados de outubro), a ameaça não termina. Há que adaptar a estratégia de luta, assim como os equipamentos, à presença de uma nova casta de velutinas: as novas fundadoras. Deixo em baixo a tradução de um boletim informativo, da empresa espanhola Sanve, acerca desta invasão silenciosa.

No outono e no inverno, quando as velutinas fundadoras deixam seus ninhos, tornam-se verdadeiros predadores das reservas de mel de nossas abelhas.

No outono, observamos que as vespas se desinteressam pelas abelhas e vemos que tentam entrar nos alvados das colmeias, em alguns casos vemo-las entrar e depois de algum um tempo saem e pensamos que as abelhas as expulsaram. Nada está mais longe da realidade.

As velutinas procuram as colmeias mais frágeis, assim que a encontram fazem repetidas viagens transportando o mel da colmeia para os seus ninhos. O mais seguro é que a velutina que observamos a sair não é a que acaba de entrar mas uma outra que sai já carregada para o ninho.

As abelhas nas colónias, à medida que o frio se aproxima, formam um cacho para se manterem aquecidas e acabam por expor parte das reservas de mel. Mesmo colónias fortes quando aglomeradas em cacho expõem parte das reservas essenciais para um bom início da colónia na primavera. Sem percebermos, as velutinas saem das colmeias com o mel, causando uma dificuldade acrescida à sobrevivência da colónia.

O que se preconiza é uma redução do alvado com uma dupla função:

Exemplo de um redutor de alvado.
  • Por um lado, evitamos que as velutinas entrem nas colmeias;
  • Nas colmeias mais fracas, que serão preferidas pelos velutinas devido à pouca resistência que as abelhas oferecerão, deve ser colocada uma armadilha que permitirá a entrada das velutinas mas só poderão sair da colmeia para a armadilha que a espere cá fora. Assim evitamos que sejam saqueados e ao mesmo tempo eliminamos parte das velutinas que hibernam nas proximidades dos nossos apiários.”
Armadilha de alvado para velutinas.

fonte: https://sanve.weebly.com/trampa-de-piquera.html

Notas: 1) mesmo tendo a opinião que esta empresa espanhola está a desenvolver um muito bom trabalho, não tenho experiência com os seus produtos. Esta publicação não tem um intuito comercial ou de marketing, apenas tem uma intenção informativa;

2) Para levar para casa: no combate as nossas estratégias e equipamentos devem ir-se ajustando à evolução do ciclo de vida das colónias, tanto o das velutinas como o das nossas abelhas. Que tenhamos uma luta bem sucedida, porque informada, adaptada e afinada aos momentos e locais.

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