vespas velutinas: chegaram e agora?

Vi pela primeira vez, na semana que passou, colónias de um apiário meu a serem predadas com alguma pressão pelas Vespas velutinas. O que fiz de imediato foi tirar as rampas de voo e colocar as grelhas de alvado na posição invernal, apanhar algumas com uma raquete eléctrica e, finalmente esmagá-las contra a parede frontal do corpo do ninho.

A primeira!!!
Esmagada contra a parede frontal da colmeia.

Chegaram! E agora?

Desde 2016 que escrevo sobre este animal exótico neste blog (e antes de terem entrado em Portugal, já em 2011 escrevia sobre elas no fórum “As Abelhas”). Tenho alguma informação sobre o que poderá resultar, tendo em conta vários factores, sendo estes os que mais considero neste momento:

  • a eficácia e eficiência das minhas acções, enquadradas num conceito de minimização dos impactos na entomofauna e outros animais não-alvo;
  • o tempo que pretendo passar a controlar este invasor;
  • a factura (€€€) que estou disposto a pagar por dispositivos que seja necessário adquirir;
  • a disposição espacial das colónias em cada apiário.

Por tudo o que tenho lido e considerando os factores atrás referidos vou privilegiar estas duas armas no próximo ano:

O JabeProde, apresentado por D. Jaffré, o seu inventor.
O desinsectizador, ou harpa activa.

Serão as melhores soluções? Como referi vou dar-lhes prioridade, que não significa exclusividade, tendo em conta as minhas circunstâncias e os meus conhecimentos actuais. Não irei deitar a toalha ao chão, depois de tantos de nós, com uma enorme resiliência e de forma exemplar, terem mostrado que é possível manter as colónias vivas e produtivas. Acredito que serei capaz de pertencer a este grupo de excelentes cuidadores.

7 comentários em “vespas velutinas: chegaram e agora?”

  1. Não creio que esmagar as vespas resulte . Pelo menos é o que me diz a experiência de ter este ano esmagado mais de trezentas sem que as feromonas de alarme eventualmente libertadas pelas vítimas da minha crueldade tenham desincentivado as manas que continuavam a vir em vagas sucessivas, passe o exagero. De qualquer forma a luta está aí e é nossa portanto quaisquer esperiencia deve ser partilhada. Qualquer êxito que alguém tenha é êxito de todos . Cumprimentos.

    1. Grato pelo testemunho José. Esmaguei umas poucas, porque a pressão ainda não é muito alta. Do pouco que foi possível observar também me parece que o resultado não é suficientemente animador. Reparei que as abelhitas eram activadas por este procedimento e rapidamente vinham investigar/limpar (?) as manchas deixadas na parede da colmeia. Um abraço!

  2. Meu caro,
    Em anos anteriores, com algumas armadilhas e algumas matanças presenciais ia resolvendo o problema.
    Este ano o ataque às colmeias pela velutina veio mais tarde mas, de forma maciça.
    Atualmente, além das armadilhas (garrafões com liquido atrativo) passei varias horas a matar centenas de vespas à pisadela.
    O que você está a projetar para o próximo ano era também o investimento que eu tencionava fazer em 2022. Todavia, elas são tantas e como não posso utilizar todo o meu tempo disponível a matar vespas para desbloquear os alvados, decidi antecipar o investimento nas harpas.
    Confesso que inicialmente não estava muito convencido da eficácia deste equipamento mas, tenho que confessar que fiquei surpreendido muito favoravelmente.
    Hoje -embora o apiário continue a ser visitado por algumas vespas- as colmeias não estão bloqueadas e as abelhas movimentam-se normalmente.
    Oportunamente, tenciono dedicar-me a construir armadilhas mais seletivas direcionadas à captura de vespas fundadoras e começar a colocá-las mais cedo no terreno.
    Concluo lamentando o que está a acontecer pois parece que este é um problema apenas para os apicultores. Mas não, este inseto é um problema para os apicultores, para os fruticultores, para espécies nativas, etc. etc. etc.
    Pena é que os “responsáveis” ainda não tenham sido picados pela vespa para acordar, ou pior, perante o problema… assobiam para o lado!
    Abraço

  3. Uma Boa tarde para todos

    Em especial um Bem Haja au autor do Abelhas a Beira . O que li estes dias deixou em alerta muitos de nós sobre a Vespa Asiática pois no meu apiário que se situa a 890 m de Altitude ainda não avistei tais convidadas mas sabendo eu que estamos a falar de montanha e atento a este problema e apelando á vossa ajuda.
    Pergunto na Beira Alta quais as zonas já com presença e se as condições Climatéricas ajudam em travar a sua expansão visto que de inverno chego a ter -10º e no verão facilmente se ultrapassa os +40º

    Até Breve

    1. Bom dia Rui! Estou em crer que a velutina já se instalou que em todos os distritos da Beira Alta. Nas zonas da Beira Alta de alta montanha creio que não se instalou ou a sua instalação é muito esparsa, por enquanto.

  4. Boa tarde, após mil e uma tentativas de arranjar forma de me livrar das asiáticas chegando até ter dias de desespero por estar horas seguidas a matar asiáticas e elas não paravam de chegar, num dia só em meia hora matei 135 apenas com um pedaço de madeira.
    Após muitas pesquisas decidi investir nas harpas elétricas, optei por estas harpas.
    Apituneleletrico https://youtu.be/1UBkZSRwaSY
    Foi a melhor coisa que fiz, é um investimento um pouco alto mas compensa, dentro de tudo o que pesquisei pareceu me o mais eficaz e além disso dos mais baratos do mercado.
    E pelo resultado que tenho tido no meu apiario, enquanto não aparecer nenhuma solução melhor ao nosso alcance recomendo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.