preparando as colónias para a invernagem: o caso das colónias mais fracas

A 14 deste mês, nesta publicação, descrevi genericamente o que estou a fazer nos meus apiários para preparar as colónias para a invernagem. O maneio que descrevi levei-o a cabo nas colónias fortes (com 8 ou mais quadros cobertos por abelhas) e nas colónias médias (com 6 a 8 quadros cobertos com abelhas).

Nesta publicação vou descrever, sucintamente, o maneio que aplico às colónias menos populosas; são cerca de 10% do efectivo pelas minhas contas mais actualizadas.

Neste momento, e aproveitando o maneio de equalização das reservas já descrito, a inspecção quadro a quadro de quase todas as minhas colónias permite-me identificar com bom rigor a sua força, isto é, o número de quadros preenchidos por abelhas. Nesta época, tenho uma percentagem de colónias fracas substancialmente inferior se comparado com a percentagem do ano passado: o ano passado tinha cerca de 20-25% de colónias fracas nesta altura do ano.

O maneio destas colónias fracas continua a ser o mesmo que o do ano passado, pois os resultados foram muito satisfatórios. Colónias com 4 ou menos quadros cobertos por abelhas são transferidas para caixas-núcleo e suplementados com pasta açucarada.

Transferência de quadros e abelhas de uma colónia fraca (com 5 ou menos quadros cobertos/ocupados com abelhas) para uma caixa-núcleo.
A mancha e o aspecto da criação deixa-me optimista que estas colónias amanhã (ver fim do inverno/início da primavera) estarão a pedir para serem passadas para uma caixa de 10 quadros.
Alimento generosamente estas colónias com pasta de açúcar.

Os 5 quadros que sobram alguns foram utilizados na equalização das reservas, outros foram colocados nas colmeia-armazém, que estou a criar de acordo com as necessidades. Durante o inverno ainda não encontrei tão cómoda e melhor guarda para estes quadros com muito mel e pão de abelha do que uma colónia forte.

Colmeia forte a ser preparada para receber quadros sobrantes, resultantes da transferência de algumas colónias para caixas-núcleo.
Estas colónias fortes vão passar frio no inverno — quem não passa? — mas não é por ter um sobreninho.

Um comentário em “preparando as colónias para a invernagem: o caso das colónias mais fracas”

  1. Boa tarde caro colega.
    Gostaria de obter a sua opinião sobre um tema algo controverso pois cada colega tem um ponto de vista diferente.
    Eis o assunto: preciso deslocar 8 caixas de um determinado ponto A para o ponto B a cerca de 50m de distância ente elas.
    A minha perspectiva: Já desloquei 2 caixas uns 30 m e não correu mal. Houve um regresso ao local de origem de algumas campeiras que consegui dispersar com fumo (coloquei um balde de chapa a queimar umas ervas no local e dispersaram. Naturalmente devem ter regressado às suas caixas, no novo local.
    Na perspectiva dos formadores do curso que frequentei: tenho que deslocar as caixas para pelo menos 4 km de distância durante 4/5 dias e depois realoca-las no novo local para que as abelhas façam reset do local (gps).

    Qual a sua opinião?

    Obrigado

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