tudo bem! apontamento sobre as colónias em dois apiários de altitude

O extenuante processo de equalização das reservas permite-me não apenas equalizar as reservas mas também avaliar o estado sanitário das colónias, assim como a população das mesmas. Nos dois apiários que tenho entre 800-900 m de altitude estão muito bem nestes dois aspectos: colmeias populosas como raramente as encontro nesta altura do ano, muito pouca criação em geral, o que é habitual, e assimtomáticas no que respeita à varroose, vírus das asas deformadas e vírus da paralisia aguda.

Vista geral de um dos dois apiários.
Colónia em que coloquei um mestreiro em meados de maio.
Colónia em que introduzi uma rainha virgem em gaiola nos finais de abril.
Colónia em que introduzi mestreiros de reprodução pelo método de enxertia.
Aspecto da dimensão da mancha de criação que vejo habitualmente nestes dois apiários nesta altura do ano.
Rainhas a responderem adequadamente ao meio envolvente, reduzindo substancialmente a postura. Este fenómeno não traz prejuízo nenhum à colónia. Nestas condições as abelhas não precisam de manter a temperatura do ninho nos 35ºC, consomem menos reservas, não envelhecem tão rapidamente e a varroa não se reproduz.
Mas se o pasto é escasso para umas, para outras é abundante e suculento!

Saio deste empreendimento de equalizar as reservas em todas as colónias completamente de rastos, contudo com a alma revigorada e o espírito tranquilo. Neste dois apiários posso dizer que, por agora, está tudo bem! Acredito que as cerca de 50 colónias que me encomendaram para o início de março estarão muito fortes para entregar chegada a altura, serão colónias populosas, saudáveis e com rainhas sobreviventes que provaram bem num dos territórios mais hostis de Portugal, no que se refere aos aspectos abióticos.

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