a foto possível de uma colmeia na serra

Na verdade o meu telemóvel é do tempo da fundação da república e não tenho fotos para mostrar. Mas quem não tem cão caça com gato, e assim sendo fica aqui a “foto” possível de uma das minhas colmeias, no período que vai de 14-03 de 2016 até 28-04-2017. Esta colmeia é representativa das maioria das colmeias de um apiário com 68 colmeias do modelo Langstroth, onde estão colocadas, à data de 28 de abril, 109 meias-alças e 23 alças em cima das colmeias.

Neste apiário e nesta altura do ano a colheita de néctares ainda só deve ir a meio. Neste momento estão a entrar os néctares das urgueiras brancas e mais adiante virão os néctares e meladas dos castanheiros e azinheiras. Conto colocar pelo menos mais 1 vez a uma vez e meia o número de meias-alças colocadas até esta data.

Uma nota: não acredito que a rainha seja de 2014. É provável que as abelhas tenham substituído a rainha numa altura em que não me apercebi. Contudo este é um dado que me importa e que valorizo: adoro as colónias que substituem as suas rainhas sem que eu me aperceba, sem que veja um decréscimo na produção e população.

287 Lang Rainha de Março de 2014 (filha da 145)

Linha muito produtiva (2014; 2015;). Genética a seleccionar. Abelhas dóceis.

14-03: 5 Q de criação excelente. 7 Q de abelhas. Coloquei 2 tiras de Apivar.

24-03: 6 Q de criação. Coloquei Apipasta.

07-04: 8 Q de criação. Coloquei sobreninho com ceras laminadas.

18-04: Tirei sobreninho. Coloquei 1ª ½ alça com ceras puxadas.

21-04: Deu 1 Q de criação. Fica com 7 Q de criação. Coloquei cera laminada.

30-04: Deu 1 Q com criação. Fica com 7 Q com criação. Coloquei cera laminada. Coloquei 2ª ½ alça de ceras laminadas.

24-05: Coloquei 1 cera laminada no ninho. Tem espaço na 2ª ½ alça. (T)

07-06: Coloquei 2 ceras laminadas no ninho. Coloquei 3ª ½ alça de ceras laminadas. (T)

28-06: Tem espaço na 3ª ½ alça.

16-11: 8 Q de abelhas. Fraca de reservas. Coloquei 1º de saco de Apifonda.

14-03: 6 Q de criação. 8 Q de abelhas. Fraca de reservas. Coloquei Q com reservas e meio saco de Apifonda. Coloquei 1ª ½ alça. (T)

10-04: 8 Q de criação. Tirei 2 Q com criação. Coloquei cera laminada e Q de ½ alça. Coloquei 2ª ½ alça.

28-04: Coloquei 3ª ½ alça.

 

 

 

o material vinculativo

Nestas duas últimas semanas fiz várias intervenções nos meus apiários que espero venham a ter um impacto assinalável nos resultados deste ano.

Mais adiante conto referir algumas delas. No entanto, por vezes, são as pequenas coisas que mais nos ficam na memória e que mais nos levam a reflectir nos caminhos que a natureza foi encontrando para a perpetuação das espécies. Vem esta conversa a propósito de um pequeno episódio que ocorreu no meu apiário da beira litoral.

No passado domingo insatisfeito com o padrão de postura de uma rainha decidi eliminá-la. Depois de lhe ter passado com o raspador/formão por cima, deitei-a ao chão logo ali. Passado cerca uma hora o meu empregado chamou-me a atenção para um aglomerado/cacho de abelhas no chão, no mesmo local onde tinha deitado a rainha morta.

No dia seguinte, logo pela manhã cedo, voltei ao apiário e lembrando-me deste episódio fiz questão de olhar para o local onde no dia anterior tinha deitado a rainha, e voltei a ver um aglomerado de abelhas por lá. Ainda hoje me pergunto se as abelhas por lá pernoitaram, no exterior da colmeia, ainda atraídas por uma força invisível à sua mãe? Estou em crer que sim.

Na terça feira, já num apiário da beira alta, pedi ao meu empregado que encontrasse e eliminasse duas rainhas que, de acordo com os registos das visitas anteriores, apresentavam um padrão de postura duvidoso. Junto com estas orientações ia uma outra: “depois de eliminar a rainha abra um pequeno buraco no chão e tape a rainha morta com terra”.

Seja nas pessoas, seja nas abelhas, seja noutra qualquer espécie os vínculos são feitos de uma matéria intangível tão ou mais forte que o aço. Nas abelhas o material vinculativo, os entendidos chamam-lhe feromonas.

vendo enxames e pacotes de abelhas

Vendo enxames dos modelos Langstroth e Lusitana nas seguintes dimensões:

  • enxames com 10 quadros de abelhas: 7/8 quadros com criação e 3/2 quadros com reservas;
  • enxames com 7 quadros de abelhas: 5 quadros com criação e 2 quadros com reservas;
  • enxames com 5 quadros de abelhas: 3 quadros com criação e 2 quadros com reservas;
  • enxames com 3 quadros de abelhas: 1 quadro com criação e 2 quadros com reservas.

Vendo estes enxames com rainhas:

  • com 8 a 10 meses,
  • com menos de 2 meses.

Posso vender enxames orfãos, em condições especiais a combinar.

Vendo também pacotes com 1Kg de abelhas.

Utilizem os comentários para colocarem as vossas questões e darem-me os vossos contactos para poder responder (e-mail e telemóvel). Estes comentários não serão publicados por mim, mantendo-se toda a confidencialidade necessária e desejável nestas situações. Se estiverem interessados em adquirirem abelhas não deixem de fazer este contacto. Julgo que ficarão agradavelmente surpreendidos.

acaricidas no interior da colmeia e seu efeito sobre a substituição da rainha e o crescimento de colónias de abelhas (Apis mellifera)

Sumário: As abelhas (Apis mellifera) contribuem anualmente com cerca de US$ 200 mil milhões para a economia global, principalmente através da polinização de culturas. Apesar de sua importância, o número de colónias de abelhas continua a diminuir. Pesquisas recentes mostraram que a perda de colónias é atribuída em grande parte aos problemas associados ao ácaro ectoparasitário Varroa destructor e às questões relacionadas com a má qualidade das rainhas (particularmente a substituição prematura das rainhas), que muitas vezes resultam na diminuição da produtividade das colónias e o aumento do risco de mortalidade. Pretendemos investigar de que forma a exposição subletal a acaricidas aplicados por apicultores afeta as abelhas a um nível individual (rainha) e as colónias como um todo. Comparámos o crescimento (construção de favo, produção de criação, alimento armazenado e população de obreiras), as taxas de substituição de rainha e as probabilidades de sobrevivência ao inverno de colónias que eram lideradas por rainhas que foram criadas em realeiras com cera de abelha carregada de acaricidas e rainhas criadas em realeiras com cera de abelha sem acaricidas e colocadas em colmeias que foram tratadas com acaricidas ou deixadas sem tratamento. Contrariamente à nossa previsão, descobrimos que as colónias tratadas, lideradas por rainhas criadas em cera de abelha carregada de acaricidas, construíram significativamente mais favo de obreira e zangão e armazenaram mais comida do que qualquer outro grupo de colónias. No entanto, não observámos qualquer outro efeito significativo do tratamento de colónias sobre a quantidade de produção de criação, tamanho da população de obreiras, taxa de substituição da rainha ou a sobrevivência da colónia no inverno. Assim, não conseguimos observar um efeito negativo direto da exposição ao acaricida ao nível da colónia. Mais estudos são necessários para testar ainda mais os efeitos sinérgicos potencialmente prejudiciais dos acaricidas no interior das colmeias sobre a saúde das abelhas ao nível das colónias.

Fonte: https://www.omicsonline.org/open-access/inhive-miticides-and-their-effect-on-queen-supersedure-and-colonygrowth-in-the-honey-bee-apis-mellifera-2161-0525-1000377.php?aid=73853

Alguns apicultores, pelo mundo fora, deixaram de utilizar acaricidas sintéticos para evitar os alegados impactos negativos destes sobre a saúde das colónias de abelhas. Em alternativa utilizam acaricidas orgânicos para evitar os resíduos que os sintéticos poderão deixar na cera das abelhas. Na minha opinião este estudo, recentemente publicado (maio de 2016), reabre uma linha de investigação acerca do efeito sub-letal que os acaricidas sintéticos alegadamente têm sobre a saúde das abelhas, em especial sobre a saúde das rainhas. Os autores deste estudo (entre eles o conceituado R. Tarpy) não conseguiram observar um efeito negativo direto da exposição ao acaricida ao nível da colónia e também no que respeita à saúde/vitalidade das rainhas.  

Não pretendo convencer ninguém a abandonar os tratamentos orgânicos se tem sido bem sucedido com eles. Para muitos de nós esta e outras questões continuam em aberto, a necessitar de mais investigação. Para alguns outros são questões já resolvidas, há muito, sobretudo suportadas nas suas crenças e ideologias, ainda que com pouca ou nenhuma adesão à realidade. Na verdade, as abelhas mais cedo ou mais tarde teimam em mostrar-nos o que é realidade e o que é fantasia.

tão perto e tão longe… mas tudo se aproximará

Este post tem como propósito comparar, genericamente, o nível de desenvolvimento de dois apiários que distam entre si cerca de meia-dúzia de quilómetros em vôo de pássaro.

Apiário 1) com 44 colmeias. 

Notas gerais da inspecção às colmeias realizada no dia 24-02:

  • todas as colmeias estavam vivas;
  • colmeias no geral com 4 a 5 Q de abelhas;
  • com 8 ou mais  quadros de abelhas: nenhuma colmeia;
  • com 6 e 7 Q de abelhas: 8 colmeias;
  • alimentei algumas colmeias;
  • estão a meter pólen amarelo.

Apiário 2) com 26 colmeias. 

Notas gerais da inspecção às colmeias realizada no dia 24-02:

  • todas as colmeias estavam vivas;
  • com 8 ou mais  quadros de abelhas: 8 colmeias;
  • com 6 e 7 Q de abelhas: 6 colmeias;
  • alimentei algumas colmeias;
  • estão a meter pólen amarelo e outro vermelho.

Facilmente se constata que no apiário 2, e à data, há um número significativamente maior de colmeias mais desenvolvidas. A razão que encontro para o sucedido passa pela melhor exposição ao sol nascente das colmeias no apiário 2. Resta dizer que no início de maio o histórico me diz que a força das colmeias nestes dois apiários estão equiparadas. Mais que uma vez vi colmeias “fracas” apanharem colmeias “fortes”. Nesta linha de raciocínio acrescento: mais que contar os quadros cheios de criação de uma ponta à outra a meio do inverno, importa-me contar os bidões que enchi com mel até ao final do verão. São estes que me vão pagar as contas.

Ver aqui como, em condições normais, uma colmeia com 4 a 5 Q de abelhas a 8 semanas do início do fluxo principal de néctar estará em condições de fazer uma boa colheita.

controlo da enxameação em colónias de abelhas

Este artigo é já antigo (1969) mas muito do que apresenta continua actual, até porque a abelha e os instintos que a caracterizam continuam a ser os mesmos de há muito muito tempo para cá.

Resumo: Quatro métodos de manipulação de colmeia comumente utilizados para prevenção de enxames não conseguiram reduzir sua incidência. Colónias com rainhas de primeiro ano criadas na primavera não apresentaram nenhuma tentativa de enxameação. A incidência de preparação de enxameação foi menor em colónias com rainhas com um ano que naqueles com rainhas do segundo ano. As colónias que enxamearam não produziram excedente de mel, e aquelas que se prepararam para enxamear, mas foram impedidos de fazê-lo, produziram menos mel do que as colónias que não fizeram nenhuma preparação. A perda de mel provocada pela enxameação foi evitada com a introdução de rainhas de primeiro ano criadas na primavera, ou cortando a asa das rainhas e/ou destruindo quinzenalmente as realeiras surgidas. A perda de mel associada à preparação do enxameação foi evitada com a introdução de rainhas de primeiro ano criadas na primavera.

fonte: http://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/00288233.1969.10421245

As colónias que enxamearam não produziram excedente de mel” é uma frase do resumo acerca da qual desejo fazer um comentário. A minha experiência diz-me que esta não é uma inevitabilidade, desde que evitemos os enxames secundários (garfos). O ano passado foi uma preocupação que tive: quando não consegui evitar a enxameação primária, fiz o melhor que soube e pude para evitar a enxameação secundária. Nos casos bem sucedidos consegui que vários destes enxames me dessem algum excedente de mel.

Este ano espero melhorar significativamente na redução da enxameação primária e baixá-la para menos de 10%. Uma das medidas a adoptar passa pela introdução de rainhas novas nas primeiras semanas da primavera em cerca de 40% a 50% do meu efectivo.

efeito da idade na sobrevivência e fertilidade de rainhas Apis mellifera iberiensis introduzidas em núcleos de fecundação

Considero este estudo muito interessante a vários títulos:

  • foi realizado com abelhas do nosso ecotipo, a.m. iberiensis;
  • os resultados não confirmam as ideias que muitos têm/tinham (grupo onde me incluía);
  • é interessante ir à fonte e ler com atenção a forma simples como introduziram as rainhas virgens (secção acerca dos materiais e métodos);
  • tão ou mais interessante é verificar a elevada taxa de aceitação das rainhas virgens (entre 80% e 100%) o que me faz pensar que são uma alternativa à introdução de mestreiros ou de rainhas fecundadas e que deverei testar.

Resumo: A produção de rainhas com recurso ao método Doolittle [método que recorre ao translarve] é uma prática amplamente aceite na apicultura. Embora o procedimento seja completamente padronizado, a introdução de uma rainha virgem numa colónia estabelecida levanta o problema da aceitação. As rainhas obtidas pelo método de Doolittle podem ser introduzidas diretamente em colmeias com uma grande população, mas é comum recorrer ao uso de um núcleo de fecundação, porque as taxas de sobrevivência e aceitação da rainha são maiores do que aquelas obtidas usando colmeias padrão, com populações maiores. Rotineiramente as rainhas novas são introduzidas no núcleo dois dias após o nascimento. Com entre 2 e 14 dias as rainhas realizam os vôos nupciais em que  acasala com entre 8 e 29 zângãos. Entre 4 e 5 dias depois de fazer tais voos a rainha começa a efectuar a postura. É amplamente aceite a ideia de que rainhas fecundadas com uma idade já superior a 10 dias perdem parcialmente ou totalmente a sua fertilidade. Neste trabalho estudamos a sobrevivência e fertilidade de rainhas irmãs, procedentes de um banco de rainhas e introduzidas em núcleos de fecundação com 1, 8, 15, 22, 29 e 43 dias de idade. Os resultados mostram alta aceitação e manutenção da fertilidade até aos 29 dias de idade.

fonte: http://www.uco.es/dptos/zoologia/Apicultura/trabajos_libros/2012_Actas_Iberoamericanas.pdf

como colher abelhas ama sem ter de encontrar a rainha

Como colher abelhas ama sem ter de encontrar a rainha?

Mova a colónia doadora para o lado, e coloque um estrado e corpo de colmeia vazio no seu lugar. Da colónia doadora retire um par de quadros com criação e coloque-os no centro do corpo da nova colmeia e, em seguida, preencha os espaços vazios com quadros puxados e quadros com mel e pólen. Em seguida, coloque outra caixa vazia por cima desta nova colmeia, para atuar como um funil. Sacuda todas as abelhas dos quadros restantes para o “funil”. Quando terminar, escove gentilmente as abelhas dos lados da caixa funil para baixo, para o novo ninho (poderá também utilizar o fumigador para as orientar para o ninho). O objectivo desta operação é ter certeza de que conseguimos colocar a rainha na caixa inferior, o ninho atual.

Uma vez que todas as abelhas estejam no novo ninho, em seguida coloque um grelha excluidora de rainhas sobre esta nova caixa. Sobre a excluidora coloque um corpo com os quadros restantes. As abelhas ama rapidamente subirão através da excluidora para cobrir, aquecer e alimentar a criação existente nesses quadros. Passada uma a duas horas, será fácil colher abelhas amas nesta caixa superior, ou mesmo quadros com criação e abelhas, para equalizar (e também aqui) as colmeias no nosso apiário, entre outros fins.

debaixo do sol: fim do inverno?

A cerca de um mês do fim oficial do inverno, nestes dias já cheira e bem a primavera.

Aproveito para fazer um breve balanço do estado das coisas nos meus apiários na beira alta e no meu apiário na beira litoral.

Acerca das minhas colmeias na beira alta:

  • em cerca de 600 colmeias a mortalidade até à data pouco ultrapassa os 2,5% (16 colmeias eliminadas até à data de hoje);
  • cerca de 60% destas colmeias eliminadas apresentavam sinais de mortalidade por efeitos da varroa e, sobretudo, dos vírus por elas veiculados, em especial o vírus das asas deformadas;
  • as restantes 40% das colmeias eliminadas apresentavam sinais claros de orfandade, que nesta época do ano redunda inevitavelmente num estado zanganeiro;
  • cerca de 30% a 40% das 600 colmeias sobreviventes estão a “pedir” espaço. Num primeiro momento irei colocar as primeiras meias-alças com ceras puxadas, por forma a garantir nestas colmeias mais desenvolvidas o espaço necessário para armazenarem os néctares iniciais,  assim como espaço para postura no caso das colónias com rainhas excessivamente prolíferas;
  • continuei a renovar a alimentação com fondant nas colónias que sinalizaram essa necessidade. A mortalidade no final do inverno/início da primavera está muito associada à falta de alimento em quantidade suficiente para suprir o crescimento explosivo de criação e abelhas, típico nesta altura do ano nos meus apiários na beira alta. Esperar o melhor mas estar preparado para o pior foi um lema há muito aprendido e que me tem trazido um bom retorno.

E na beira litoral… onde tenho 10 colmeias e um núcleo

Pouco mais de um mês depois da minha última visita, estive hoje neste pequeno apiário e venho de lá com um sentimento muito positivo, por ter feito tudo o que levava planeado fazer. Simultaneamente confirmei a excelente resposta das minhas abelhinhas ao apoio que lhes tenho dado, ainda que a intervalos relativamente longos. Passo a concretizar:

  • em todas as colmeias não vi sinais absolutamente nenhuns de varroa; as tiras de apivar colocadas há cerca de um mês estão a fazer o seu trabalho;
  • cerca de 70% das colmeias (7 em 10) aproximaram-se do pico máximo da população (40 000-45 000 abelhas), enchendo de abelhas o ninho e sobreninho igual ao ninho, nos dois modelos de colmeia que utilizo: langstroth e lusitana;
  • não vi sinais alguns de enxameação; a resposta positiva ao espaço que antecipadamente lhes dei nos últimos dois meses convencem-me cada vez mais que num fluxo longo e lento, como o que caracteriza o local em que as minhas colmeias estão, a enxameação é perfeitamente controlável (o mesmo não direi nos fluxos muito intensos e por norma curtos, como os da beira alta);
  • com recurso a 4 tabuleiros divisores e a 4 caixas núcleo iniciei hoje a formação de oito novas colónias neste apiário;
  • correndo tudo normalmente vou conseguir entregar em breve os primeiros 8 núcleos que me foram solicitados nos últimos dias por dois apicultores.

Voltando à beira alta: apesar dos dias primaveris não esqueço que o inverno ainda só vai a 2/3 e que a entrada da primavera, dentro de um mês, nem sempre traz dias primaveris. Todas as minhas colmeias que não morreram (98%) podem morrer em grande quantidade nestes dois próximos meses se as reservas forem escassas. Vencida a batalha na fase aguda da varroose, a minha atenção agora, mais do que noutra qualquer época do ano, está focada nos suprimentos (mel em particular) que as minhas colmeias têm ou não têm.

Debaixo do sol: fim do inverno? Quem sabe verdadeiramente?