eureka, tenho uma colónia de abelhas resistente à varroa! revisitação

Há um mês atrás fiz esta publicação. Ontem, voltei a abrir esta colónia.

É uma colónia bem povoada para a altura do ano.
Tendo identificado este padrão de criação salpicado, duvidoso, a 9 de setembro, nem por um momento suspeitei de loque americana; desde essa altura não vi, em momento algum, sintomas específicos de loque americana.
Também não vejo sintomas de loque europeia, criação de giz ou criação ensacada. Reparo agora que nunca fiz uma publicação sobre a loque europeia. Tenho ideia que é uma doença que não tem sido identificada laboratorialmente em Portugal.
Abelhas novas e abelhas a emergir. Não fosse este padrão de criação, aparenta ser uma colónia saudável.
Sua majestade passeando tranquilamente deixando a feromona da pegada.
Pão de abelha recente e com cores vibrantes.
Benditas leiras de nabiças nas proximidades!

Questões: Poderão algumas populações da A. m. iberiensis apresentar a combinação genética e correspondentes comportamentos resistentes ao varroa? Não tenho qualquer dúvida que sim; algures haverá colónias resistentes na nossa sub-espécie nativa. Será o caso desta colónia? Não me parece. Não vejo sinais dos mecanismos que mais comumente conferem resistência. Posso sonhar que o mecanismo encontrado por esta colónia para resistir ao varroa seja de outra natureza? Com certeza que sim; vou sonhar. A natureza encontra sempre um caminho, por vezes caminhos vários. Em fevereiro/março começarei a ter as primeiras respostas.

2 comentários em “eureka, tenho uma colónia de abelhas resistente à varroa! revisitação”

  1. Não me surpreende
    Tive alguns cortiços espalhados pela serra que me rodeia onde moro.
    Num local capturei três enxames que as hipóteses de proveniência são:
    Colmeias próprias
    Colmeias de apicultores vizinhos
    Enxames selvagens sem maneio humano.
    Conclusao;
    Sem poder acompanhar o interior dos enxames por estarem em cortiços apenas os ajudei no inicio do desenvolvimento do enxame, nunca foram tratados por qualquer medicamento ou medicamento alternativo. Por falta de tempo e distância nunca bati nenhum dos cortiços para poder ver na colmeia o comportamento destas abelhas. Da analise visual aos cortiços so conclui que as abelhas eram ligeiramente menores que algumas que tinha em colmeias. Pelos residuos no chão davam indicio de terem um alto comportamento higiénico. A cadência de recolha de nectar e pólen era constante e regular e não chegavam a provocar engarrafamento no tráfego apesar da pequena entrada. Quanto ao seu instinto defensivo o normal dos enxames. Enquanto vigiava junto do cortiço surgia uma ou duas a tentar cravar o ferrao na rede da máscara, mas quando se levantava o cortiço para se ver o interior era o cabo das tormentas. Parecia o leite a subir pela cafeteira quando ferve. Viveram cerca de 3 talvez 4 anos seguidos. Sobreviveram por um temporal que fez um dos cortiços tombar e mesmo esse depois de colocado no local recuperou. O que os levou a extincao so posso associar as várias hipoteses reais, mas a principal não a sei, mas associo mais a falta de uma rainha nova com um ano atipico com pouca alimentação e incendios a complicar a vespa fez o restante para assassinar o que restava de abelhas. E conclusões sobre varroa?!

    1. Nuno, obrigado pelo testemunho detalhado. Aproveito para lhe solicitar que nos dê mais duas informações: refere “Pelos residuos no chão davam indicio de terem um alto comportamento higiénico.”; pode dar-nos alguns detalhes qual a natureza dos resíduos? eram corpos de pupas, resíduos de cera, varroas, ou…? Outra questão: tem ideia se estes enxames nos cortiços enxameavam frequentemente?

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