sobre a minha profissão e um tratamento muito eficaz

Tenho actividade aberta nas Finanças nas áreas de consultoria, formação e apicultura. Estas são as minhas áreas profissionais. E como todos os profissionais é do exercício destas funções que obtenho os meus rendimentos. E orgulho-me de as desempenhar com elevado profissionalismo e inovação. Orgulho-me de entregar aos meus clientes um serviço do qual retiram retornos muito superiores ao investimento que fazem na aquisição dos mesmos.

Detenho informação vasta sobre a apicultura, em particular nas áreas da Varroose, Enxameação e V. velutina, e contínuo disponível para a ampliar, ora com leituras ora com a experiência, retirada de ter as botas no terreno, e da partilha com com os meus amigos e clientes.

Passei milhares de horas a informar-me e manter-me actualizado sobre o que de mais actual se estuda e investiga sobre as abelhas, num processo de auto-formação contínua. Passei tantas ou mais horas a trabalhar as minhas colónias e colónias dos meus clientes, sabendo bem o que é trabalhar longas horas no apiário, descodificando com bom nível de certeza os “mistérios da colmeia”, controlando com bom grau os seus fenómenos.

Mais recentemente tenho aproveitado as virtualidades que o Zoom permite para fazer chegar aos apicultores, no conforto de suas casas, este acumular de conhecimentos e experiências que fui adquirindo nos últimos 16 anos.

A resposta de um conjunto de apicultores à minha convocatória para ingressarem neste caminho de iluminação ultrapassou as minhas expectativas. Julgo que tal se deve a dois factores: 1) procura de informação fundamentada, válida e testada no terreno; 2) a confiabilidade de que sou, entre poucos, a pessoa certa para entregar a informação com as características enunciadas no ponto anterior.

Se os formandos das sessões Zoom que já ministrei se re-inscrevem noutras sessões numa taxa acima dos 90%, não pode haver melhor confirmação do que refiro em cima.

Por este respeito mútuo, do meu lado a exigência que coloco a mim mesmo para entregar um serviço com informação de qualidade e inovadora, pelo lado dos formandos por estarem disponíveis para valorizar o meu trabalho, disponibilizando-se a pagar este serviço profissional, comprometi-me a apresentar uma proposta de solução a este grupo de formandos, que esteve presente nas duas primeiras sessões que ministrei sobre o Controlo da Varroose, e que estão a passar por sérias dificuldades para controlar o ectoparasita Varroa destructor.

Para todos os que estejam interessados em fazer o mesmo percurso formativo, nesta lógica de respeito mútuo que apresentei no parágrafo anterior, fico ao dispor para receber os Vossos contactos por e-mail (jejgomes@gmail.com) ou através do Messenger.

Em baixo deixo algumas fotos bem reveladoras da eficácia elevada e rápida do tratamento acerca do qual disponho informação fundamentada e testada.

visita técnica a apiário: sobre a autonomia, a estética e abelhas supreendentes

A espaços tenho sido solicitado pelo Luís Martins, advogado de reconhecido mérito na sua área e com diversos livros publicados, para visitar o seu apiário.

A primeira visita ocorreu em finais de março do ano passado e teve um carácter generalista, desde o ensino e demonstração acerca de como efectuar correctamente o teste de infestação em abelhas adultas, passando pela realização de alguns desdobramentos e avaliação de enxames que tinha comprado na região de Setúbal a um apicultor conhecido, rearranjo dos ninhos com vista a uma melhor eficiência termodinâmica e um outro conjunto de pequenas tarefas.

Uma boa parte da nossa conversa incidiu sobre as técnicas de controlo da varroose e prevenção da enxameação, sabendo que tinham sido estas as áreas que tinham sido mais problemáticas nos anos anteriores, comprometendo sempre a colheita do precioso néctar.

Mais adiante, em meados de julho, solicitou novamente a minha comparência e desta vez o foco foi a cresta de mel, a primeira que fez desde o início da sua apicultura, fruto do bom trabalho que realizou nas duas vertentes essenciais: manter as colónias saudáveis e mantê-las a trabalhar nas suas colmeias seguindo as orientações que lhe deixei. Para além de ter aumentado o efectivo, crestou cerca de 100 kgs de mel.

Entre estas visitas e a minha recente visita, no passado dia 20 de fevereiro, fomos falando pontualmente para esclarecer algumas dúvidas que tinha e definir algumas linhas de acção a tomar.

E ao longo deste tempo, constatei que o Luís, com a sua enorme capacidade de assimilar informação e competências, se autonomizou num patamar mais alto enquanto apicultor. Este é aliás um dos objectivos primeiros das minhas visitas: transmitir informação fundamental e conhecimento prático, com a preocupação de dar a inteligibilidade e o pragmatismo em doses suficientes que permitam aos meus clientes tornarem-se rapidamente mais competentes e autónomos.

O Luís, nesta visita recente, surpreendeu-me com três aspectos da sua apicultura:

  • a autonomia que referi em cima;
  • a dimensão e preocupação estética que teve com a implantação do seu apiário num novo local;
  • a qualidade de uns poucos de enxames que adquiriu recentemente na zona de Tomar a um velho apicultor, que conto visitar em breve.

Entretanto fizemos uns desdobramentos (4), avaliámos a taxa de infestação em várias colónias — desde a minha primeira visita, em marco do ano passado, e até à data não lhe morreu nenhum enxame por varroose — e ainda trago na memória o quanto o Luís evoluiu como apicultor, a beleza do seu novo apiário e aquelas abelhas do velho apicultor de Tomar.

As fotos ilustrativas:

O Luís (à direita) o Quim Zé (à esquerda) e o apiário (vista parcial)
Num momento do processo de testagem da infestação por varroa
O Solar S. Jacinto, na freguesia de Cardigos

varroose: uma realidade discrepante

Ontem, em Coimbra, no apiário de um cliente recente dos meus serviços técnicos, estive a aplicar o plano B em colónias muito infestadas (o plano B não passa pela utilização desse princípio activo em que provavelmente estão a pensar!). E estou certo que irei salvar da morte, desta morte anunciada, todas as colónias deste apiário.

A razão desta situação, com as colónias com taxas actuais de infestação entre os 5% e os 12% não se deve a um atraso no início do tratamento. O tratamento está a ser efectuado com um medicamento homologado de libertação lenta, e as colónias apresentavam taxas de infestação entre os 2-3% a 9 de janeiro, quando ele foi iniciado.

Caíram 35 varroas de 300 abelhas numa das colónias mais infestadas, cerca de 30 dias depois de iniciado o tratamento.
Nesta colónia, a fervilhar de abelhas

Num outro apiário do mesmo cliente, tratadas com o mesmo medicamento e com início também a 9 de janeiro, as taxas que medi no passado dia 5 de fevereiro não podiam ser mais contrastantes.

Fase do processo de lavagem em álcool de 300 abelhas no segundo apiário
Neste segundo apiário as taxas de infestação situam-se entre os 0% e 0,6%, em 5 de fevereiro, apenas 8 dias antes do teste realizado no apiário muito mais infestado

O mesmo medicamento, as mesmas doses, iniciado na mesma data nos dois apiários e com eficácia tão diferente entre apiários do mesmo concelho, Coimbra. Quais as razões? quais os factores determinantes do sucesso e insucesso?

Nas sessões Zoom que estou a ministrar sobre o controlo efectivo da Varroose, os inscritos irão ouvir a explicação que tenho para esta realidade discrepante.

Próxima sessão com inscrições abertas: dia 25 de fevereiro, às 21h30. Os interessados em inscrever-se contactem para o e-mail: jejgomes@gmail.com

Para uma apicultura mais informada!

como manter a varroose controlada ao longo do ano: visita técnica a apiários na Pampilhosa da Serra

Pouco mais de uma hora depois de ter saído de Coimbra, chego a Machio, no concelho de Pampilhosa da Serra, onde me encontrei com o Eng. Luís Estevão e seu pai, o Sr. António Estevão.

O Luís solicitou a minha visita técnica aos seus apiários com o objectivo de lhe propor melhorias nas práticas apícolas que ele e seu pai habitualmente levam a cabo, para reduzir a mortalidade e fragilização das colónias por efeito da varroose e viroses concomitantes.

Numa manhã com névoas, o dia foi clareando com o aproximar do meio-dia. E pude então observar com maior nitidez os vales cavados e encostas coberta de vegetação daquele magnífico território. Dos medronheiros, das moitas de urgueiras, da pequena queiró e das calunas, da esteva e alguns apontamentos de rosmaninho, entre outras plantas e arbustos, o campo é diverso, rico e intenso.

O território que enquadra a Pampilhosa da Serra
O Sr. António e o Luís, num momento do processo de avaliação da infestação em abelhas adultas.
Um momento do processo de avaliação da taxa de infestação em criação operculada.
Um momento da avaliação expedita da infestação em criação de zãngãos. É uma técnica muito fácil e rápida de excutar, mas os dados obtidos são mais grosseiros e enviezados.

Durante a visita tive a atenção do Luís e do Sr. António para com as minhas orientações, a concretizar a curto e médio prazo, com objectivo de melhorarem o seu modelo de intervenção nas centenas de colónias do seu efectivo. Reciprocamente também tiveram a minha atenção enquanto me elucidavam das particularidades do território que conhecem tão bem. A apicultura é local como muito bem sublinhou o Sr. António de forma sábia, um apicultor com 35 anos de abelhas no seu currículo, e que tão bem representa a paixão e o saber desta geração de apicultores.

Chegado a casa coloquei os dados obtidos nos testes efectuados no simulador do Randy e fiz chegar estas simulações ao Luís. O passo seguinte é conversarmos sobre estas simulações e planear com atencedência as intervenções a realizar a curto e médio prazo.

Trouxe para casa a garrafa ilustrada em baixo, que o Luís me ofereceu à chegada.

Licor de medronho, um produto da Pampimel, a valorizar os produtos endógenos

Nota: como a sessão de Zoom de dia 18 está esgotada, abri uma nova sessão a 21 de fevereiro, também às 21h30, para vos orientar com vista a manterem a varroa muito bem controlada ao longo do ano.

Podem contactar-me por e-mail: jejgomes@gmail.com

Para conversarmos sobre os meus serviços técnicos de apoio no apiário podem contactar-me pelo mesmo endereço de e-mail ou para o número 935251670.

Fico ao Vosso dispor.

visita técnica em Coimbra: polinização e varroa

Hoje, numa manhã agradável, acompanhei o meu cliente num conjunto diversificado de tarefas das quais destaco duas em baixo.

O início de uma experiência piloto na polinização de um campo de aboboreiras, no Baixo Mondego.

Néctar recente. Origem desconhecida… de flor de aboboreira?

A continuação dos testes de infestação por varroa, desta vez feitos na criação de zângão.

foto filme de duas visitas técnicas em dois territórios distanciados 150 km

Território no fluxo de castanheiro e se espera a melada de carvalho:

Território onde o mel de rosmaninho está armazenado e se espera a melada de azinheira:

Eduardo Gomes: serviços de formação presencial e on-line, consultoria presencial e on-line e apoio técnico em apiário (contactos: 935 251 670; jejgomes@gmail.com)

a tarde da quarta edição do workshop avançado Controlo da Varroose em Coimbra: 15 de junho

De manhã foi tempo de apresentar os fundamentos e a proposta de intervenção. Foi também oportunidade de partilharmos questões, experiências, dilemas e pontos de vista sobre um conjunto de medicamentos e opções de tratamentos. Estes workshops são feitos para tod@s e por tod@s os presentes.

E foi das práticas críticas e incontornáveis, integradas num processo mais vasto de controlo efectivo da população de varroas, dos detalhes de sua aplicação, das potencialidades e limitações de cada uma delas, da interpretação correcta dos resultados recolhidos, da tomada de decisão à luz desses dados, das propostas para ultrapassar dilemas, da distinção entre o que é relevante e o que não o é, do fazer com rigor e precisão, das conversas partilhadas sobre experiências diversas, que se preencheram as cerca de 3 horas de campo nesta tarde de 15 de junho.

A minha gratidão à atenção, questionamentos, empenhamento e simpatia de tod@s presentes.

Em baixo fotos dos companheir@s desta tarde de 15 de junho… que também lembrarei com um carinho especial.

primeira visita técnica a apiários no concelho de Pombal: a multiplicação invisível dos bichos

Ontem fiz a primeira visita técnica a 3 apiários do Miguel, situados no concelho de Pombal.

Acompanhado por ele e seu pai, o Sr. António, inspeccionámos as colmeias do apiário em baixo, parcialmente protegidos do sol pela sombra dos pinheiros.

Apiário 1, com cerca de 50 colónias.

Verificámos a postura de rainhas nos novos desdobramentos, organizámos os ninhos e verificámos a taxa de infestação por varroa.

O Miguel no ano passado teve uma mortalidade elevada, acima de 50% do efectivo, devido à varroose. Frequentou a segunda edição do workshop avançado Controlo da Varroose para evitar cair nos erros do passado e ficou consciente da rapidez com que a população de varroas cresce nesta época do ano, de forma invisível à observação simples, e da importância crítica de avaliar com técnicas confiáveis e interpretar devidamente os dados obtidos para tomar as melhores decisões.

Apiário 1: varroas caídas ontem em cerca de 300 abelhas.

No seguimento do workshop solicitou a minha colaboração para avaliar as taxas de infestação nos seus apiários e orientá-lo nas medidas a tomar. Ontem concretizámos a visita técnica.

Apiário 2: as varroas que caíram estão no coador e mais 3 que ficaram agarradas ao copo de testes.

Com cerca de 5% de infestação o Miguel tem nas suas colmeias uma população de cerca de 5 mil varroas nesta altura. No início de julho terá cerca de 10 mil. Esta população de varroas elevará a taxa de infestação em abelhas adultas a cerca de 15% (45 varroas em 300 abelhas), atendendo à dinâmica populacional das abelhas entre junho e julho.

Nota: “acima de 30 varroas por 300 abelhas, pode levar muito tempo a uma colónia recuperar da epidemia de vírus, mesmo com um tratamento eficaz contra a varroa.” (Randy’s Varroa Model v2023a)

a tarde da terceira edição do workshop avançado Controlo da Varroose em Coimbra: 25 de maio

De manhã foi tempo de apresentar os fundamentos e a proposta de intervenção. Foi também oportunidade de partilharmos questões, experiências, dilemas e pontos de vista sobre um conjunto de medicamentos e opções de tratamentos. Estes workshops são feitos para tod@s e por tod@s os presentes.

E foi das práticas críticas e incontornáveis, integradas num processo mais vasto de controlo efectivo da população de varroas, dos detalhes de sua aplicação, das potencialidades e limitações de cada uma delas, da interpretação correcta dos resultados recolhidos, da tomada de decisão à luz desses dados, das propostas para ultrapassar dilemas, da distinção entre o que é relevante e o que não o é, do fazer com rigor e precisão, das conversas partilhadas sobre experiências diversas, que se preencheram as cerca de 3 horas de campo nesta tarde de 25 de maio.

A minha gratidão à atenção, questionamentos, empenhamento e simpatia de tod@s presentes.

Em baixo fotos dos companheir@s desta tarde de 25 de maio… que também lembrarei com um carinho especial.

Exemplificando e comparando técnicas, numa tarde quente, abrigados do sol pela sombra dos pessegueiros.

Para a quarta edição, em Coimbra e a 15 de junho, há uma vaga disponível.

Eduardo Gomes: serviços de formação presencial e on-line, consultoria presencial e on-line e apoio técnico em apiário (contactos: 935 251 670; jejgomes@gmail.com)

em território multifloral: acompanhamento técnico

Ontem, desloquei-me até próximo de Marco de Canaveses, mais especificamente Vila Boa do Bispo, para fazer acompanhamento técnico nos apiários do Adriano.

Um apicultor que assume que nos fins de semana a sua profissão é a apicultura.

Paisagem magníficamente verde, de carvalhos, castanheiros e eucaliptos, um território tipicamente multifloral, ali entre os rios Tâmega e Douro.

Apiários muito bem organizados, limpos e quase todos atrás de portões são a marca geral que observei .

O Adriano tem mais de duas centenas de colmeias distribuídas por mais de uma dezena de apiários, mas não tem na apicultura a sua actividade principal. Contudo como me disse, nos fins de semana a sua profissão é a apicultura.

Um dos apiários onde estive.

O Adriano esteve na segunda edição do workshop avançado “Controlo da Varroose”, realizado no passado dia 11 de maio em Coimbra, e no fim do mesmo solicitou a minha visita aos seus apiários para o ajudar/aconselhar.

Passados uns dias marcámos o dia da visita. Disse-me que tinha ficado muito preocupado com o que tinha ouvido no workshop sobre a dinâmica da população de varroas. Baseado nesta “boa” preocupação pretendia fazer testes em diversos apiários e receber orientações com base nos dados concretos que fossem recolhidos. E foi isso mesmo que fizemos.

Nos diversos apiários visitados, encontradas as rainhas num conjunto de colmeias, testámos.

Com o olhar do Adriano também muito treinado nesta tarefa de encontrar rainhas a tarefa ficou ainda mais fácil.

E voltámos a testar e a testar. O último tratamento, supostamente potente e eficaz, foi concluído no início de março. Ainda assim… os resultados das contagens de ontem foram relativamente surpreendentes. Como uma imagem vale muitas palavras…

É…!!! Há workshops que são um “abre olhos” e preocupações que acabam por se revelar muito úteis e pertinentes.

Eduardo Gomes: serviços de formação presencial e on-line, consultoria presencial e on-line e apoio técnico em apiário (contactos: 935 251 670; jejgomes@gmail.com)