as filhas temporãs ou as rainhas de enxameação

Nesta publicação descrevi a enxertia de mestreiros em duas colónias-núcleo no passado dia 17 de abril. Anteontem verifiquei que andava uma rainha em postura em cada uma delas.

A sequência de acontecimentos: no dia 02-04 eliminei a rainha deste núcleo; a 5 introduzi uma rainha virgem; como não deu resultado a 15 re-introduzo outra virgem; a 17 introduzo mestreiro enxertado porque verifiquei que a rainha estava morta dentro da gaiola. Basicamente procurei dar resposta aos déficites existentes com os recursos disponíveis no momento.

Ontem, um desses núcleos foi passado para uma caixa-colmeia.

O núcleo…
A rainha…
A postura e a criação aberta…
Da caixa-núcleo para a caixa-colmeia.

Em conclusão e remetendo para o conteúdo da publicação da hiper-ligação em cima, as abelhas guardaram e defenderam mestreiros com rainhas viáveis das intenções destrutivas das diversas rainhas virgens nascidas horas ou até dias antes.

Estas rainhas enxertadas provêm de mestreiros de enxameação! Óptimo, são as rainhas melhor alimentadas e melhor criadas de todas as que podemos deitar a mão — muito provavelmente têm um número de ovaríalos acima da média. Óptimo, porque este ano vão fazer crescer a sua família a um ritmo tal que provavelmente me vão dar uma ou duas meias-alça no castanheiro. Óptimo, porque no próximo ano antevejo que estas rainhas arranquem precocemente e me ajudem a equalizar outras colónias que se foram mais abaixo durante o inverno e/ou apresentem um arranque mais lento e tardio. Óptimo, serão colónias ideais para trabalhar com ninho e sobreninho logo em março, e colónias que dedicarei aos desdobramentos pela técnica Doolittle relativamente cedo, em meados de março — estes desdobramentos não multiplicarão a sua herança genética, apenas aproveitará a sua produção, abelhas e quadros com criação. Aproveito sem rebuço, e com este sentido estratégico, algumas rainhas provenientes de mestreiros de enxameação. Há quem lhe chame linhas enxameadoras, eu prefiro chamar-lhe linhas precoces.

Nota: nesta publicação não estou a falar de colónias que apresentam mestreiros de enxameação com meia-dúzia de quadros mal preenchidos de abelhas e /ou que enxameiam duas vezes no mesmo ano. Aos anos que não vejo colónias dessas nos meus apiários. Nesta publicação falo de colónias que sobreviveram saudavelmente ao inverno, saem dele mais desenvolvidas que a média, e são uma fonte temporã do recurso mais precisoso da apicultura à saída do inverno no meu território: abelhas.

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