tratamento com formivar: os dados de um apicultor amigo

Apresento em baixo um documento de trabalho de um apicultor amigo, de grande competência na minha opinião, acerca dos resultados que obteve este ano com a aplicação do formivar, um medicamento com ácido fórmico. Podem ver aqui o protocolo de utilização. Nunca experimentei, mas segundo o que li e agora re-confirmado por estes dados, tenho a convicção que este tratamento pode ter uma boa eficácia em casos de uma infestação elevada, em casos de re-infestação ou em casos de baixa eficácia com o tratamento principal.

Foram estabelecidos dois grupos de colónias de acordo com o veículo utilizado para veicular o Formivar como se vê na tabela em baixo.

Tabela com os testes de contagem de varroas com açúcar em pó

Legenda: gr – peso das abelhas
nº – número de varroas caídas
% – percentagem de infestação, calculada/fórmula nºx10/gr

Algumas notas de detalhe:

  • Apiário composto por 18 colmeias reversíveis e 3 lusitanas que foram as usadas na aplicação com vaporizador;
  • As colmeias tinham sido tratadas com timol em junho/julho e sofreram, provavelmente, uma reinfestação nos inícios de setembro;
  • Nas colmeias reversíveis, dada a sua menor capacidade, foram utilizados 2,5ml por quadro de abelhas, sendo que nunca foram ultrapassados os 15ml;
  • Foram feitas 3 contagens, a inicial para avaliar o nível de infestação, a segunda ao 8º dia coincidindo com a terceira aplicação nos panos/esponja e a última 30 dias depois do início do tratamento;
  • Nas colmeias lusitanas foi introduzido o máximo da capacidade do vaporizador (entre 100 e 120ml) e com as aberturas a meio. No dia 7/10, as aberturas foram totalmente abertas, quando foi feita 2a contagem;
  • A partir do 8º dia notou-se uma melhoria significativa na qualidade da criação com posturas homogéneas e que se consolida no estado geral quando nasce a 1a geração de abelhas pós-tratamento.

Tiro daqui o chapéu a todos os apicultores que em modo de produção biológica têm perdas por varroose relativamente baixas (entre os 5 e 15%). Creio ser o caso deste amigo, que tenho ouvido com ganhos pessoais, com o objectivo de montar uma estratégia mista, convencional e biológica, para gerir eventuais resistências aos princípios activos dos acaricidas que tenho utilizado regularmente.

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