para que não morram na praia

Com a menor taxa de mortalidade de inverno desde que me dediquei em exclusividade à apicultura (2,7% de colónias mortas ou disfuncionais até à data), não posso esquecer que os perigos do final de inverno estão mais do que nunca presentes nos meus apiários neste final de fevereiro—entrada de março, e de um momento para o outro podem fazer subir a taxa de mortalidade para percentagens acima dos 30%. A descrição do principal perigo nestas datas é fácil de compreender e felizmente a solução está ao meu alcance, como ao alcance de todos julgo eu.

Como já referi a entrada generosa de pólen, assim como a varroose devidamente controlada, são os gatilhos indispensáveis para que o turnover de abelhas de inverno para abelhas de verão se faça a um bom ritmo nos meses de fevereiro e março, nos meus apiários.
Nesta altura uma parte importante das minhas colónias apresenta quadros com criação operculada semelhantes aos que vemos em cima. Da criação operculada às abelhas emergidas (nascidas) vai pouco mais que uma semana e meia. As abelhas emergidas de cada um destes quadros serão as suficientes para cobrirem um novo quadro (são necessárias cerca de 2 mil abelhas para cobrirem um quadro langstroth).
O consumo energético das colónias neste período de intensa expansão aumenta de forma muito significativa quando comparado com o período anterior de dormência (entre novembro e janeiro nas minha zona). Há apicultores que afirmam que por cada quadro com criação é gasto um quadro com mel.
Na semana passada esta colónia tinha 4 quadros com criação operculada (reparar na posição das tiras acaricidas).
A mesma colmeia, esta semana apresenta 5 quadros com criação operculada (ver ajustamento que fiz das tiras acaricidas).
As reservas de mel vão sendo consumidas a bom ritmo…
… assim como o alimento suplementar fornecido em forma de pasta/fondant.
Sabendo por experiência que 1 Kg de fondant pode ser consumido em menos que meia-dúzia de dias numa colónia em franca expansão, e havendo previsões de tempo muito chuvoso na próxima semana para esta zona, a minha decisão foi jogar pelo seguro, suplementando com 2,5 kgs de fondant. Não me perguntem como o aprendi, mas há uns anos atrás concluí que entre finais de fevereiro e meados de abril, e no que diz respeito a suplementação de hidratos de carbono, mais vale “pecar” por excesso que por defeito.

Fica explicitado o perigo e apresentada a solução que encontrei para evitar sentir o sabor amargo de ver uma bela colónia de abelhas a morrer na praia. Que enorme desperdício quando tal acontece! E tão evitável!

2 comentários em “para que não morram na praia”

  1. Boa noite Eduardo
    Concordo plenamente com o que escreveste.
    Tanto que este ano num apiario que a maioria das colmeias ja tinham meia alca de mel só faltava apercular.
    Numa semana de chuva
    Comeram tudo.
    Mas mesmo assim vou esperar para ver o que vai dar.
    Se a chuva vir mais que uma semana ai sim suplente para cima.
    obrigado pela ajuda.

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