linha do tempo para a introdução de setressores bióticos de abelhas nos EUA

“Alguns destes setressores bióticos estão estabelecidos há muito tempo, enquanto outros só chegaram recentemente.

Os ursos, é claro, sempre estiveram presentes nos Estados Unidos. Para a traça da cera, Shimanuki et al. (1980) indicam que as patentes norte-americanas estavam sendo concedidas para armadilhas das traças já em 1840.

Antes da Primeira Guerra Mundial, as operações de apicultura dos EUA foram expostas à loqe americana e europeia, e os pesquisadores começaram a identificar a Nosema apis, um patogeno fúngico. Na década de 1960, a criação de giz/ascosferiose – outra doença fúngica – foi descoberta pela primeira vez no Utah e em 1975 foram detectados casos em 34 estados.

No início dos anos 80, o complexo de três vírus relacionados – Vírus da Paralisia Aguda da Abelha (ABPV), Vírus de Kashmir da Abelha (KBV) e
o Vírus Israelita da Paralisia Aguda (IAPV) — foi identificado nos Estados Unidos (De Miranda et al., 2010).

Em 1987, os ácaros Varroa foram detectados nos Estados Unidos e depois  espalharam-se pelo país em apenas alguns anos (Rosenkranz et al., 2010). Ellis (2016) descreve o ácaro Varroa como sendo na actualidade o maior setressor biótico das abelhas, tanto na sua capacidade de parasitar como agindo como vetor para diversos vírus, incluindo os vírus ABPV, KBV e IAPV e o vírus das asas deformadas. De fato, Ellis (2016) argumenta que o controle do ácaro Varroa deve ser a primeira abordagem para prevenir profilaticamente a propagação da maioria dos vírus.

O pequeno escaravelho da colmeia chegou em 1996  (Hood, 2000), e o patogeno fúngico Nosema ceranae (originalmente endémico da Apis cerana,
abelha asiática) foi detectado nas populações de Apis mellifera em 1996 (Chen et al., 2008).”

Seria mais interessante apresentar esta linha de tempo para o caso português, mas se existe desconheço-a.

fonte: https://www.ers.usda.gov/webdocs/publications/88117/err-246.pdf?v=0

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