dietas comerciais vs. dietas caseiras

Sobre os impactos de dietas comerciais (formuladas a partir de farinhas fabricadas industrialmente e comercializadas com marcas específicas) e os impactos de algumas dietas caseiras devidamente equilibradas [que podem ser formuladas em casa pelos apicultores e de forma mais económicas ) deixo os resultados de um artigo científico, revisto por pares, recentemente publicado em revista da especialidade.

As conclusões:

A comparação entre dietas comerciais e dietas caseiras revela diferenças profundas na eficácia, consistência e impacto nos parâmetros de saúde das abelhas. Abaixo apresento uma síntese analítica dos pontos-chave.

Impacto global na saúde das colónias

Dietas comerciais

  • Resultados maioritariamente neutros ou mistos, com vários efeitos negativos.
    Exemplos:
  • Farinha A: 6 resultados negativos, 11 neutros e apenas 1 positivo (Tabela Comercial – p. 23)
  • Farinha B (comercializada em Portugal): 3 positivos, 3 negativos, 6 neutros (p. 25)
    • Farinha C: mais negativos que positivos (p. 24)
  • Em muitos casos, não há impacto na produção de criação, população adulta ou armazenamento de pólen.
  • Algumas dietas aumentam patógenos:
    • Nosema aumenta em Farinha A, Farinha B e Farinha C (p. 13)
  • Podem até reduzir a longevidade das abelhas (várias farinhas comerciais; p. 11 e p. 24)

Síntese:

As dietas comerciais mostram eficácia limitada, e em vários casos produzem efeitos adversos.

Dietas caseiras

  • Resultados consistentemente positivos, especialmente quando baseadas em: farinhas… (a revelar aos inscritos no curso)
  • Exemplos de dietas com resultados positivos (a revelar aos inscritos no curso)
  • Sem efeitos negativos detectados nas dietas caseiras mais eficazes.

Síntese:

As dietas caseiras são muito mais eficazes, apresentando aumentos claros e consistentes em vários parâmetros: população, criação, produção de mel, longevidade e fisiologia interna.

As dietas caseiras permitem afinar a composição

Com base no conjunto dos dados do artigo a conclusão é cristalina:

  • As dietas caseiras são nutricionalmente superiores
  • As dietas comerciais têm desempenho inconsistente e frequentemente inferior
  • Alguns substitutos comerciais podem prejudicar a saúde das abelhas
  • Dietas caseiras cuidadosamente formuladas promovem melhor saúde, produtividade e longevidade

Identificarei as dietas comerciais/farinhas comerciais (algumas comercializadas em Portugal) e as dietas caseiras e sua formulação, assim como o artigo científico, nas edições do Curso Nutrição suplementar de abelhas.

Actualmente tenho abertas as inscrições para a edição que irá decorrer nos dias 15, 22 e 29 de dezembro. Se desejar solicitar mais detalhes e informação envie e-mail para jejgomes@gmail.com

  • As dietas caseiras são nutricionalmente superiores
  • As dietas comerciais têm desempenho inconsistente e frequentemente inferior
  • Alguns substitutos comerciais podem prejudicar a saúde das abelhas
  • Dietas caseiras cuidadosamente formuladas promovem melhor saúde, produtividade e longevidade

“as tuas sessões e explicações ajudaram-me imenso a dar o passo em frente na aplicação do PI”: o testemunho de um apicultor acerca da sua experiência com o Protocolo Inovador

Bem haja ao apicultor que me enviou este testemuho muito detalhado e analítico sobre a sua experiência recente com a aplicação do Protocolo Inovador (PI).

A este propósito e porque continuo a receber inúmeros pedidos de informação acerca deste PI, vou abrir novas datas para o percurso formativo “Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano” onde ensinarei a utilizar este protocolo, assim como a utilizar devidamente o ácido fórmico, o ácido oxálico e o timol, numa luta integrada e com a necessária rotação dos princípios activos. As datas do novo curso Zoom são: 14, 21 e 28 de novembro, com as sessões a iniciarem às 21h00. Enviem pedido de mais informação através da caixa de comentários deste blog ou para o e-mail: jejgomes@gmail.com

Boa tarde Eduardo,

Com muita pena minha, não pude estar presente na sessão online de sábado. Vais realizar mais alguma?

Uma vez que procuro manter-me informado sobre o mundo da apicultura, recorrendo a fontes o mais científicas possível , já tinha conhecimento do Protocolo Inovador (PI).
No entanto, as tuas sessões e explicações ajudaram-me imenso a dar o passo em frente na aplicação do PI.

Quero dar-te algum feedback sobre o meu percurso e também sobre o tratamento. Vou tentar ser o mais breve possível.

Desde que tenho abelhas (há cerca de cinco anos), tenho tido sempre problemas com a varroa, sobretudo no verão(achava eu) — altura em que via as colmeias a enfraquecer.
Nos últimos dois anos comecei a estar mais atento ao longo do ano, testando regularmente os níveis com o copo de álcool(Seguidor do Randy Oliver), e verificava que os índices de varroa se mantinham sempre elevados: acima dos 4% em média, com algumas colmeias a atingirem 20% ou mesmo 30%.

Apesar de aplicar tratamentos sucessivos com amitraz (Ação rápida) e ácido oxálico, foi muito difícil baixar esses valores, além do custo associado. Graças a tua formação em Coimbra com o Marcelo e o Nuno , cheguei a enviar amostras de varroa para o IPB, onde foi detetada a presença de varroas com resistência ao amitraz.

Este ano, após a floração do eucalipto(pouca pelos incêndios), levei as colmeias para a serra. Quando as voltei a descer, encontrei taxas de infestação entre 0% e 20%. As colmeias fixas apresentavam geralmente 0% devido ao tratamento nas alturas correctas, enquanto as transumadas mostravam valores mais elevados.

Tratei todas da mesma forma, embora, por questões de disponibilidade, não tenha conseguido respeitar totalmente os intervalos, como poderás verificar abaixo:
Dia 09/Ago: Contagem + Protocolo Inovador (PI) + Tiras de Amicel
Dia 23/Ago: Contagem 
Dia 28/Ago:  Protocolo Inovador (PI) + Oxálico Sublimado
Dia 13/Set: Contagem

No entanto, posso concluir que o tratamento foi eficaz. No caso de uma colmeia com 65 varroas, o número desceu para 6 e depois para zero nas contagens seguintes. As restantes estão  a zero ou muito perto.

Quanto à eficiência, reconheço que não foi a ideal devido à carga de trabalho, mas, se fizermos as contas ao custo real, pode não ser assim tão diferente de um tratamento convencional. Deixo abaixo os custos de “mercearia” :

Total de colmeias: 60
Média de quadros com criação: 2 (devido aos incêndios,  ao clima e a realização 2 desdobramentos com a ideia de aumentar efetivo, as colmeias apresentavam menos criação)
Tempo total de tratamento: cerca de 3,5 horas
Mão de obra (2 pessoas): 7,5 €/h × 2
Tratamento aplicado: 3 € (pode ser mais barato comprando em maiores quantidades)
Custo total: 55,5 €
Custo aproximado por colmeia: 0,93 €

Vou tentar ser mais eficiente nos tempos 😊

Em resumo, trata-se de um método eficaz e económico, que pode ajudar a reduzir a varroa a níveis controláveis, permitindo depois recorrer a outros tratamentos mais práticos ao longo do ano. O importante é testar.

Tenho procurado levar a apicultura de forma mais séria e controlada, e acredito que este tipo de abordagem é o caminho certo.

Deixo aqui um pequeno resumo do meu ponto de vista e aproveito para te agradecer pelo contributo que tens dado à apicultura, mesmo enfrentando alguma resistência de certos “experts” que temem a mudança.

Apesar de algumas resistências na comunidade apícola, pontuais e pouco consistentes no argumentário, vou continuar a trilhar o meu caminho! Cada vez acho mais necessária introduzir mudanças e adaptações nos velhos modos de fazer e pensar, para atingir uma apicultura sustentável, motivante e vencedora face aos desafios de hoje e àqueles que se avizinham vindos de leste europeu!

“sem dúvida que os investimento que fiz nas suas formações foi o melhor investimento que fiz na apicultura nos últimos anos…”: um testemunho

Recebi hoje outro testemunho acerca das virtualidades da utilização do protocolo inovador de controlo da Varroose e expressão da satisfação por ter frequentado os meus cursos por Zoom.

Fui autorizado fazer aqui a sua publicação pelo autor, que me solicitou anonimato. Fico muito grato pelo testemunho, que muito me motiva para continuar, assim como a autorização para o publicar.

O autor frequentou em março e abril o percurso formativo “Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano” que ministrei via Zoom. As fotos foram enviadas por este apicultor muito satisfeito pelo que está a ver nas suas colónias, situadas na zona centro do país.

O testemunho de seguida.

Boa tarde Sr. Eduardo só para partilhar consigo a minha experiência com o protocolo inovador. Fiz a cresta no final de julho e deparei-me com a perda de 5 colmeias. Após a cresta apliquei um tratamento de amitraz. No dia 9 de agosto testei e tinha uma taxa de infestação de cerca de 6% (19varroas/300abelhas). Nesta altura e perante esta alta infestação apliquei pela primeria vez o protocolo inovador conforme a sua recomendação e passados 2/3 dias coloquei tiras de apitraz. Na segunda semana de setembro voltei a testar e na primeira colmeia que testei ainda tinha 3% de varroa voltei a aplicar o protocolo inovador! Hoje fui ver as colmeias e estavam assim:

Não testei porque não levei comigo as coisas necessárias apenas fui com intenção de alimentar.

Mas tenho em cada colmeia 3 a 4 quadros de criação, abelhas gordas bem nutridas, as larvas bem alimentadas com geleia real.

Claramente o protocolo inovador entrou para numero 1 no tratamento/ prevenção contra a varroa a um custo muito baixo.

Sem dúvida que os investimento que fiz nas suas formações foi o melhor investimento que fiz na apicultura nos últimos anos…

Obrigado pela ajuda e partilha de informação.

Continuo a receber manifestações de interesse neste percurso formativo com a primeira data agendada para o dia 17 de outubro, e para a qual ainda há umas poucas vagas disponíveis.

Venha aprender a melhorar as suas competências de controlo da Varroose mesmo em circunstâncias de infestação elevada.

Solicite mais informação sobre este percurso formativo enviando e-mail para o endereço: jejgomes@gmail.com

Por cursos apícolas com propostas práticas, eficazes e económicas, respeitando de forma orgânica o ambiente interno e externo das colónias de abelhas.

a eficácia e consistência de um protocolo inovador de controlo da varroose (revisitado)

Dada a solicitação de informação de um número apreciável de apicultores sobre este e outros aspectos de uma estratégia bem fundamentada, testada e com os resultados acima descritos em apiários do território português, vou abrir uma nova data para iniciar este percurso formativo “Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano”, no próximo dia 12 de setembro, com a sessão on-line, via Zoom, a ser iniciada às 21h30.

Os interessados em inscrever-se neste percurso formativo podem enviar e-mail para: jejgomes@gmail.com

MUITO IMPORTANTE: no dia 11 de outubro, abrirei uma sessão via Zoom gratuita , com início às 21h30, para todos os formandos que até essa data tenham frequentado este percurso formativo na sua totalidade, com o objectivo de partilharmos experiências e reflexões. Poderão participar todos aqueles que concluíram este percurso formativo em abril, maio, os formandos que estiveram na sessão presencial de Coimbra e os formandos que irão concluir este percurso fomativo nas próximas semanas. No última semana deste mês endereçarei este convite a cada um que cumpra estes requisitos para reservarem esta data.

Por uma apicultura sustentada e com dados recolhidos no terreno e alicerçada em resultados de elevada eficácia e consistentes revisito esta publicação.

No âmbito do meu trabalho de consultoria e apoio técnico aos apiários experimentais do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, propus ao Nuno Capela, o investigador responsável, fazer o controlo da varroa com um protocolo inovador em dois dos apiários experimentais deste Centro.

Na altura, a proposta deste controlo decorreu da observação que fiz da situação de risco elevado a que um dos apiários (conhecido por nós pelo apiário da APA) chegou no início de fevereiro, um mês depois de iniciada a aplicação de um medicamento homologado baseado no amitraz. A taxa de infestação em cerca de 70% das colónias deste apiário ultrapassava os 8% um mês após o início do tratamento, quando um mês antes, no início do mesmo, estava em 2-3%. O Nuno concordou, e avancei com este protocolo que trazia na minha “caixa de ferramentas/conhecimentos”, aprendido nas muitas leituras que faço da melhor literatura apícola — ando ao ombro de gigantes e continuo o meu percurso cada vez mais motivado e convicto do meu papel e lugar na apicultura nacional.

Assim, iniciei a aplicação deste protocolo na primeira e segunda semana de fevereiro no apiário da APA, e estendi a aplicação a outro apiário experimental, o apiário da Milvoz, onde a infestação estava muito mais controlada com a aplicação do mesmo medicamento homologado baseado no amitraz (expliquei a razão desta diferença nos resultados obtidos com um mesmo medicamento, iniciado na mesma data e com taxas de infestação relativamente baixas no início do tratamento nos dois apiários, aos muitos companheiros apicultores que acompanharam as minhas sessões Zoom “Controlo efectivo da Varroose”, que ministrei de janeiro a abril).

De colmeias fortemente infestadas, com os sintomas das viroses já visíveis no início de fevereiro em várias das 18 colmeias instaladas no apiário da APA, passámos, em cerca de 20-30 dias, a ver as colónias com o aspecto que as fotos em baixo ilustram.

Vista geral do apiário da APA.
Foto de 1 de abril de uma colónia representativa de 95% das colónias no apiário, depois de em março ter doado vários quadros com criação e abelhas para desdobramentos.
Foto de 1 de abril do padrão de postura de uma colónia representativa de 90% das colónias no apiário.
Foto de 1 de abril do padrão de postura de uma colónia a ser equalizada.
Foto de 1 de abril de mais um desdobramento realizado nas colónias deste apiário.
Algumas das ferramentas que andam sempre na minha caixa: copo de testagem, álcool, copo para marcar rainhas, caneta e fita adesiva. Como diz um dos gigantes, só controlamos o que medimos e mais vale um lápis pequeno do que uma grande memória. Medir e anotar, são dois dos hábitos a que me obriguei.
A recolha de amostras: abelhas adultas e criação de zângãos.
Vista geral do apiário da Milvoz, onde também foram recolhidas amostras de abelhas adultas e criação de zângãos.

Há cerca de um mês o Nuno enviou-me os dados em baixo, colhidos das amostras de 1 de abril dos dois apiários experimentais. Estes dados são muito elucidativos e permitem-me confirmar a elevada eficácia e consistência deste protocolo inovador que utilizei em todas as colónias destes dois apiários para fazer o controlo da varroose.

Dados da infestação em abelhas adultas recolhidas nestes dois apiários em 1 de abril.

como controlar a varroa ao longo do ano: novas sessões zoom em setembro

Dada a solicitação de informação e formação de um número apreciável de apicultores sobre uma estratégia bem fundamentada, testada e com resultados muito positivos em apiários no território português, abri nova data para iniciar o percurso formativo “Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano”, no próximo dia 12 de setembro, com a sessão on-line, via Zoom, a ser iniciada às 21h30.

Os interessados em receber informação detalhada sobre este perucurso formativo devem entrar em contacto através do e-mail: jejgomes@gmail.com

A pedido dos apicultores já inscritos neste percurso formativo, irei ensinar a aplicar o protocolo inovador de controlo da Varroose, que ajudará a reverter casos de infestação elevada, como descrevo no caso em baixo.

Para memória futura, fiz duas aplicações deste protocolo, a primeira a 5 de março e a segunda a 13 de março. Em apenas 8 dias esta colónia desceu de 23,7% (71 varroas em 300 abelhas) para 7,7% (23 varroas em 300 abelhas) após a primeira aplicação do protocolo. Depois da segunda aplicação, a 13 de março, achei por bem não testar para não “sacrificar” mais abelhas adultas numa colónia já pouco povoada.

Ontem, voltei ao apiário e achei que tinha chegado o momento certo para fazer um novo teste de infestação: estavam passados exactamente 2 meses e a colónia estava relativamente bem povoada com 7 quadros de abelhas e 5 quadros com criação.

7 quadros cobertos com abelhas, quando 3 meses antes a infestação estava a atingir os 24% e à beira do colapso, vi uma colónia saudável, a crescer de forma notável

Caso a segunda aplicação, a 13 de março, não tivesse tido efeito algum, ontem, a 13 de maio, a colónia estaria muito provavelmente com uma infestação superior a 30% (7,7×2=15,4×2=30,8%).

Felizmente os dados da medição de ontem apontam num sentido oposto. Com uma infestação de de 7,7% há dois meses atrás, a segunda aplicação do protocolo teve uma eficácia de 97%, segundo a simulação que efectuei no simulador do Randy, considerando os dados recolhidos ontem: 4 varroas em 300 abelhas (1,3% de infestação).

No coador, 4 varroas e um cisco. Um protocolo de controlo da varroose com 97% de eficácia não se encontra facilmente, mas está ao seu alcance conhecê-lo inscrevendo-se no percurso formativo que vou iniciar no próximo dia 12.

formação em apiário pedagógico, coimbra, 28 de junho

A pedido de diversos apicultores e imbuído da missão de fornecer informação sobre estratégias e ferramentas alternativas e efectivas de controlo da Varroose à comunidade de apicultores portugueses decidi, em colaboração com o Nuno Capela, levar a cabo uma sessão de formação presencial, em sala e apiário, em Coimbra no próximo dia 28 de junho. O foco desta sessão estará na demonstração de um protocolo inovador de elevada e rápida eficácia no controlo da Varroose.

A sala da formação, um espaço magnificamente sombreado por pessegueiros
Uma das colónias da sala de formação
Um dos quadros de uma colónia da sala de formação

Se está interessado(a) em ter esta ferramenta de elevada e rápida eficácia na sua “tool box” entre em contacto para o e-mail jejgomes@gmail.com. As vagas para esta sessão estão quase esgotadas e as inscrições são feitas por ordem de chegada.

Eduardo Gomes, formador e consultor apícola

as causas principais do enorme colapso de colónias no último inverno/primavera nos EUA e uma alternativa

A USDA-ARS enviou ontem para o meu e-mail as conclusões a que chegou acerca das causas das enormes perdas de colónias reportadas no último inverno/primavera pelos apicultores norte-americanos.

O USDA-ARS divulgou descobertas cruciais da análise de agentes patogénicos em amostras recolhidas durante as perdas de colónias nesta primavera — e os resultados estão a fazer soar os alarmes.

Os vírus viculados pelos ácaros Varroa foram um fator importante, e todos os ácaros testados continham genes associados à resistência ao Amitraz, um dos tratamentos mais utilizados contra Varroa. Isto sublinha uma preocupação crescente nas comunidades de apicultura e investigação: a diminuição da eficácia de um dos tratamentos mais utilizados contra a Varroa. Graças ao trabalho árduo e à urgência dos investigadores envolvidos, estes resultados foram recolhidos, analisados ​​e redigidos para publicação rápida, fornecendo informações cruciais que ajudarão a moldar a nossa resposta a este desafio contínuo. […]

Em Portugal, foram recentemente descobertas mutações genéticas em algumas populações de Varroa destructor associadas à resistência ao Amitraz. Por esta razão receio que nos próximos meses venhamos a assistir ao colapso de colónias de abelhas como nunca se verificou por cá, na Península Ibérica e restante Europa.

A pedido de diversos apicultores e imbuído da missão de fornecer informação sobre estratégias e ferramentas alternativas e efectivas de controlo da Varroose à comunidade de apicultores portugueses decidi, em colaboração com o Nuno Capela, levar a cabo uma sessão de formação presencial, em sala e apiário, em Coimbra no próximo dia 28 de junho. O foco desta sessão estará na demonstração de um protocolo inovador de elevada e rápida eficácia (acima de 95%) no controlo da Varroose.

Imagem de um corte de criação de zângão com varroas mortas duas horas após a aplicação do protocolo inovador.

Se está interessado(a) em ter esta ferramenta de elevada e rápida eficácia na sua “tool box” entre em contacto para o e-mail jejgomes@gmail.com. As vagas para esta sessão são limitadas e as inscrições são feitas por ordem de chegada.

dia 5 de julho em Oliveira de Frades: mudar o paradigma de controlo da varroose

A convite da Associação VerdeLafões, vou orientar uma sessão em sala e outra em apiário, no próximo dia 5 de julho, acerca da necessidade de mudar o paradigma (mudar conceitos e mudar práticas) para se alcançar um controlo efectivo da varroose ao longo do ano.

Por uma apicultura eficiente, informada e inovadora.

como reduzir a pressão das vespas velutinas no apiário nos meses de verão e outono

Depois de no passado dia 24 de abril ter ministrado uma sessão via Zoom sobre a armadilhagem e eliminação das Vespas velutinas fundadoras, tenho previsto uma outra sessão para o próximo dia 9 de junho sobre a etapa seguinte na protecção das nossas colmeias: a redução da pressão das velutinas (vespa asiática) sobre as colmeias nos meses de verão e outono.

Nesta sessão o foco estará na apresentação de informação fundamentada, testada e de grande utilidade na mitigação da pressão das velutinas à frente das colónias, entre outra:

  • utilização inovadora da combinação de harpas e rede;
  • cavalos de troia e requisitos para melhorar a sua produção e minimizar efeitos colaterais;
  • o enredamento das colmeias: propostas menos conhecidas;
  • o maneio das colmeias num apiário pressionado pela V. velutina.

Os interessados em frequentar esta sessão via Zoom entrem em contacto para o e-mail: jejgomes@gmail.com

quinta da machada: a reforçar a parceria de serviços de polinização

No passado dia 22 de março, a empresa apícola Quinta da Machada, para quem presto serviço de consultoria e apoio técnico em apiário de forma regular e sistemática, iniciou um serviço de polinização num campo de mirtilos na região centro.

Instalámos colmeias na proximidade do campo, com enxames fortes e saudáveis, a ocuparem 9-10 quadros de ninho do modelo Lusitana.

Instalação de colmeias nas proximidades do campo de mirtilos.
Vista parcial de um dos campos de mirtilos no início da polinização pelas operárias da Quinta da Machada.

Lembro-me que na altura em que publiquei este empreendimento num grupo apícola do facebook, surgiram comentários dos “expertos em tudo” afirmando perentoriamente que as abelhas ou não polinizavam os mirtilos ou eram maus polinizadores deste arbusto. Felizmente o meu cliente estava solidamente sustentado em investigação recente que lhe forneci sobre a grande capacidade de as abelhas melíferas polinizarem as flores destas plantas e negociou um bom contrato para ele e para o produtor. E a satisfação com os resultados, o teste do algodão, avaliados ontem pelo administrador da empresa agrícola, seu engenheiro técnico responsável e pelo meu cliente, é inquestionável. Tão agradados estavam com os frutos (literalmente e metaforicamente) deste serviços de polinização que fortalecerma a parceria com um contrato mais alargado de serviço de polinização dirigido a outras culturas.

O administrador e o engenheiro técnico da empresa agrícola satisfeitíssimos por verem este “quadro” replicado em milhares de plantas dos seus campos, não deixaram de referir a enorme capacidade de trabalhar e polinizar os mirtilos das abelhinhas que ali colocámos.

Entretanto outros lotes de colmeias foram levados para outras culturas, como as dos abacates e morangos.

Orientações estratégicas e dicas sobre esta e outras formas de diversificar e rentabilizar os serviços e produtos que as abelhas oferecem ao apicultor, com vista a aumentar a sustentabilidade de operações apícolas de pequena-média dimensão, estarão ao seu dispor na sessão Zoom que irei ministrar no próximo dia 27 de junho.

Os interessados entrem em contacto para o e-mail jejgomes@gmail.com