uma solução para conservar o xarope e dimuir a carga de nosema e uma calculadora inovadora e exclusiva

Quem já tentou conservar grandes volumes de xarope sabe que as perdas por fermentação, os erros de dose e os custos acumulados acabam por pesar — especialmente quando se procura algo mais do que “apenas alimentar”. Foi precisamente para responder a esse problema prático que desenvolvi esta calculadora simples, direta e extremamente intuitiva, pensada para uso real por qualquer apicultor.

A lógica não podia ser mais clara, como se vê na imagem: o apicultor só tem de preencher a célula amarela com o volume de xarope (em litros) que pretende preparar. Nada mais. A partir daí, a calculadora trata automaticamente de todos os cálculos necessários, sem margem para erros ou confusões.

Em função desse volume, a ferramenta indica de forma imediata a quantidade de solução-mãe a utilizar, distinguindo claramente dois objetivos diferentes: um efeito conservante/preservante, pensado para manter o xarope estável e seguro, e um efeito terapêutico, associado a uma redução significativa da carga de microesporídios responsáveis pela Nosemose, tal como demonstrado por investigação independente.

Outro aspeto que considero fundamental é o custo. Esta abordagem mostra que não é preciso recorrer a soluções caras para obter resultados eficazes. Para se ter uma ideia concreta apresento em baixo tabela comparativa dos custos da solução mãe, lado a lado com dois aditivos comerciais muito utilizados para aditivar 100 L e 500 L de xarope contra a proliferação da Nosema no intestino das abelhas adultas.

Solução100 L (€)500 L (€)
Solução A (preservante)0,76 €3,82 €
Solução A (terapêutica)1,14 €5,70 €
Comercial 141,25 €206,25 €
Comercial 270,60 €352,98 €

Além da poupança direta, esta solução mãe e esta calculadora devolve algo muito importante ao apicultor: controlo. Controlo sobre quantidades, sobre objetivos e sobre aquilo que está efetivamente a ser feito no xarope que vai para as colmeias. Tudo é dimensionado automaticamente ao volume real preparado, evitando improvisos e “doses por intuição”.

Não se trata de substituir o conhecimento ou a observação do apiário, mas de traduzir esse conhecimento numa ferramenta prática, que qualquer apicultor pode usar sem formação técnica específica. A imagem fala por si: uma célula amarela, um número… e o resto está feito.

Mais simples, mais intuitivo e mais económico do que isto, sinceramente, é difícil.

Em breve esta calculadora será disponibilizada exclusivamente aos formandos que estão inscritos na sessão de nível 2, dia 23 de janeiro, do curso Nutrição Apícola Aplicada.

Por uma apicultura atenta, precisa e económica!

nutrição apícola aplicada — sessão 1

A sessão Nutrição Apícola Aplicada — sessão 1 propõe uma abordagem clara, crítica e aplicada à alimentação das abelhas, pensada para apicultores que querem compreender verdadeiramente o que estão a fazer quando suplementam as suas colónias — e porquê. Mais do que repetir recomendações descontextualizadas e opacas, esta sessão convida o formando a olhar para a nutrição apícola com base em fisiologia, ecologia alimentar e evidência científica.

Ao longo da sessão, o formando irá perceber os limites reais da suplementação e os erros mais comuns que comprometem a sua eficácia.

Será introduzida a lógica da geometria nutricional, aplicada à apicultura, ajudando o formando a pensar a alimentação não como receitas fixas, mas como equilíbrios dinâmicos adaptáveis ao estado da colónia, à época do ano e aos objetivos pretendidos.

Será também aprofundada a escolha de ingredientes, em particular dos lípidos. O formando aprenderá a distinguir óleos potencialmente úteis de outros que podem interferir negativamente com a palatabilidade, digestibilidade ou metabolismo das abelhas, desmontando ideias feitas que circulam frequentemente na apicultura.

A questão da água é abordada de forma crítica, desmontando ideias feitas, muito difundidas.

Nesta sessão serão apresentadas e disponibilizadas as primeiras calculadoras nutricionais, desenvolvidas para apoiar decisões práticas no terreno e reduzir a dependência de receitas genéricas. Estas ferramentas permitem ajustar quantidades, proporções e objetivos de suplementação de forma objetiva, sendo acompanhadas por documentação de apoio que contextualiza os pressupostos utilizados, os limites de aplicação e a correta interpretação dos resultados. O objetivo é autonomizar decisões e qualificar o raciocínio do formando, fornecendo instrumentos que aumentam a autonomia e a consistência das opções nutricionais ao longo do ano apícola.

No final da sessão, o apicultor sai com mais do que listas de ingredientes ou percentagens. Sai com critérios de decisão, compreensão dos mecanismos biológicos envolvidos e a capacidade de adaptar estratégias nutricionais ao seu contexto específico e com recurso a ferramentas que são exclusivas do curso.

Esta sessão é, assim, o primeiro passo para uma nutrição apícola mais consciente, económica e eficaz — baseada em conhecimento sólido e não em modas, receitas universais ou soluções mal avaliadas.

Para mais informações enviar e-mail para jejgomes@gmail.com

dietas comerciais vs. dietas caseiras

Sobre os impactos de dietas comerciais (formuladas a partir de farinhas fabricadas industrialmente e comercializadas com marcas específicas) e os impactos de algumas dietas caseiras devidamente equilibradas [que podem ser formuladas em casa pelos apicultores e de forma mais económicas ) deixo os resultados de um artigo científico, revisto por pares, recentemente publicado em revista da especialidade.

As conclusões:

A comparação entre dietas comerciais e dietas caseiras revela diferenças profundas na eficácia, consistência e impacto nos parâmetros de saúde das abelhas. Abaixo apresento uma síntese analítica dos pontos-chave.

Impacto global na saúde das colónias

Dietas comerciais

  • Resultados maioritariamente neutros ou mistos, com vários efeitos negativos.
    Exemplos:
  • Farinha A: 6 resultados negativos, 11 neutros e apenas 1 positivo (Tabela Comercial – p. 23)
  • Farinha B (comercializada em Portugal): 3 positivos, 3 negativos, 6 neutros (p. 25)
    • Farinha C: mais negativos que positivos (p. 24)
  • Em muitos casos, não há impacto na produção de criação, população adulta ou armazenamento de pólen.
  • Algumas dietas aumentam patógenos:
    • Nosema aumenta em Farinha A, Farinha B e Farinha C (p. 13)
  • Podem até reduzir a longevidade das abelhas (várias farinhas comerciais; p. 11 e p. 24)

Síntese:

As dietas comerciais mostram eficácia limitada, e em vários casos produzem efeitos adversos.

Dietas caseiras

  • Resultados consistentemente positivos, especialmente quando baseadas em: farinhas… (a revelar aos inscritos no curso)
  • Exemplos de dietas com resultados positivos (a revelar aos inscritos no curso)
  • Sem efeitos negativos detectados nas dietas caseiras mais eficazes.

Síntese:

As dietas caseiras são muito mais eficazes, apresentando aumentos claros e consistentes em vários parâmetros: população, criação, produção de mel, longevidade e fisiologia interna.

As dietas caseiras permitem afinar a composição

Com base no conjunto dos dados do artigo a conclusão é cristalina:

  • As dietas caseiras são nutricionalmente superiores
  • As dietas comerciais têm desempenho inconsistente e frequentemente inferior
  • Alguns substitutos comerciais podem prejudicar a saúde das abelhas
  • Dietas caseiras cuidadosamente formuladas promovem melhor saúde, produtividade e longevidade

Identificarei as dietas comerciais/farinhas comerciais (algumas comercializadas em Portugal) e as dietas caseiras e sua formulação, assim como o artigo científico, nas edições do Curso Nutrição suplementar de abelhas.

Actualmente tenho abertas as inscrições para a edição que irá decorrer nos dias 15, 22 e 29 de dezembro. Se desejar solicitar mais detalhes e informação envie e-mail para jejgomes@gmail.com

  • As dietas caseiras são nutricionalmente superiores
  • As dietas comerciais têm desempenho inconsistente e frequentemente inferior
  • Alguns substitutos comerciais podem prejudicar a saúde das abelhas
  • Dietas caseiras cuidadosamente formuladas promovem melhor saúde, produtividade e longevidade

“as tuas sessões e explicações ajudaram-me imenso a dar o passo em frente na aplicação do PI”: o testemunho de um apicultor acerca da sua experiência com o Protocolo Inovador

Bem haja ao apicultor que me enviou este testemuho muito detalhado e analítico sobre a sua experiência recente com a aplicação do Protocolo Inovador (PI).

A este propósito e porque continuo a receber inúmeros pedidos de informação acerca deste PI, vou abrir novas datas para o percurso formativo “Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano” onde ensinarei a utilizar este protocolo, assim como a utilizar devidamente o ácido fórmico, o ácido oxálico e o timol, numa luta integrada e com a necessária rotação dos princípios activos. As datas do novo curso Zoom são: 14, 21 e 28 de novembro, com as sessões a iniciarem às 21h00. Enviem pedido de mais informação através da caixa de comentários deste blog ou para o e-mail: jejgomes@gmail.com

Boa tarde Eduardo,

Com muita pena minha, não pude estar presente na sessão online de sábado. Vais realizar mais alguma?

Uma vez que procuro manter-me informado sobre o mundo da apicultura, recorrendo a fontes o mais científicas possível , já tinha conhecimento do Protocolo Inovador (PI).
No entanto, as tuas sessões e explicações ajudaram-me imenso a dar o passo em frente na aplicação do PI.

Quero dar-te algum feedback sobre o meu percurso e também sobre o tratamento. Vou tentar ser o mais breve possível.

Desde que tenho abelhas (há cerca de cinco anos), tenho tido sempre problemas com a varroa, sobretudo no verão(achava eu) — altura em que via as colmeias a enfraquecer.
Nos últimos dois anos comecei a estar mais atento ao longo do ano, testando regularmente os níveis com o copo de álcool(Seguidor do Randy Oliver), e verificava que os índices de varroa se mantinham sempre elevados: acima dos 4% em média, com algumas colmeias a atingirem 20% ou mesmo 30%.

Apesar de aplicar tratamentos sucessivos com amitraz (Ação rápida) e ácido oxálico, foi muito difícil baixar esses valores, além do custo associado. Graças a tua formação em Coimbra com o Marcelo e o Nuno , cheguei a enviar amostras de varroa para o IPB, onde foi detetada a presença de varroas com resistência ao amitraz.

Este ano, após a floração do eucalipto(pouca pelos incêndios), levei as colmeias para a serra. Quando as voltei a descer, encontrei taxas de infestação entre 0% e 20%. As colmeias fixas apresentavam geralmente 0% devido ao tratamento nas alturas correctas, enquanto as transumadas mostravam valores mais elevados.

Tratei todas da mesma forma, embora, por questões de disponibilidade, não tenha conseguido respeitar totalmente os intervalos, como poderás verificar abaixo:
Dia 09/Ago: Contagem + Protocolo Inovador (PI) + Tiras de Amicel
Dia 23/Ago: Contagem 
Dia 28/Ago:  Protocolo Inovador (PI) + Oxálico Sublimado
Dia 13/Set: Contagem

No entanto, posso concluir que o tratamento foi eficaz. No caso de uma colmeia com 65 varroas, o número desceu para 6 e depois para zero nas contagens seguintes. As restantes estão  a zero ou muito perto.

Quanto à eficiência, reconheço que não foi a ideal devido à carga de trabalho, mas, se fizermos as contas ao custo real, pode não ser assim tão diferente de um tratamento convencional. Deixo abaixo os custos de “mercearia” :

Total de colmeias: 60
Média de quadros com criação: 2 (devido aos incêndios,  ao clima e a realização 2 desdobramentos com a ideia de aumentar efetivo, as colmeias apresentavam menos criação)
Tempo total de tratamento: cerca de 3,5 horas
Mão de obra (2 pessoas): 7,5 €/h × 2
Tratamento aplicado: 3 € (pode ser mais barato comprando em maiores quantidades)
Custo total: 55,5 €
Custo aproximado por colmeia: 0,93 €

Vou tentar ser mais eficiente nos tempos 😊

Em resumo, trata-se de um método eficaz e económico, que pode ajudar a reduzir a varroa a níveis controláveis, permitindo depois recorrer a outros tratamentos mais práticos ao longo do ano. O importante é testar.

Tenho procurado levar a apicultura de forma mais séria e controlada, e acredito que este tipo de abordagem é o caminho certo.

Deixo aqui um pequeno resumo do meu ponto de vista e aproveito para te agradecer pelo contributo que tens dado à apicultura, mesmo enfrentando alguma resistência de certos “experts” que temem a mudança.

Apesar de algumas resistências na comunidade apícola, pontuais e pouco consistentes no argumentário, vou continuar a trilhar o meu caminho! Cada vez acho mais necessária introduzir mudanças e adaptações nos velhos modos de fazer e pensar, para atingir uma apicultura sustentável, motivante e vencedora face aos desafios de hoje e àqueles que se avizinham vindos de leste europeu!

“sem dúvida que os investimento que fiz nas suas formações foi o melhor investimento que fiz na apicultura nos últimos anos…”: um testemunho

Recebi hoje outro testemunho acerca das virtualidades da utilização do protocolo inovador de controlo da Varroose e expressão da satisfação por ter frequentado os meus cursos por Zoom.

Fui autorizado fazer aqui a sua publicação pelo autor, que me solicitou anonimato. Fico muito grato pelo testemunho, que muito me motiva para continuar, assim como a autorização para o publicar.

O autor frequentou em março e abril o percurso formativo “Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano” que ministrei via Zoom. As fotos foram enviadas por este apicultor muito satisfeito pelo que está a ver nas suas colónias, situadas na zona centro do país.

O testemunho de seguida.

Boa tarde Sr. Eduardo só para partilhar consigo a minha experiência com o protocolo inovador. Fiz a cresta no final de julho e deparei-me com a perda de 5 colmeias. Após a cresta apliquei um tratamento de amitraz. No dia 9 de agosto testei e tinha uma taxa de infestação de cerca de 6% (19varroas/300abelhas). Nesta altura e perante esta alta infestação apliquei pela primeria vez o protocolo inovador conforme a sua recomendação e passados 2/3 dias coloquei tiras de apitraz. Na segunda semana de setembro voltei a testar e na primeira colmeia que testei ainda tinha 3% de varroa voltei a aplicar o protocolo inovador! Hoje fui ver as colmeias e estavam assim:

Não testei porque não levei comigo as coisas necessárias apenas fui com intenção de alimentar.

Mas tenho em cada colmeia 3 a 4 quadros de criação, abelhas gordas bem nutridas, as larvas bem alimentadas com geleia real.

Claramente o protocolo inovador entrou para numero 1 no tratamento/ prevenção contra a varroa a um custo muito baixo.

Sem dúvida que os investimento que fiz nas suas formações foi o melhor investimento que fiz na apicultura nos últimos anos…

Obrigado pela ajuda e partilha de informação.

Continuo a receber manifestações de interesse neste percurso formativo com a primeira data agendada para o dia 17 de outubro, e para a qual ainda há umas poucas vagas disponíveis.

Venha aprender a melhorar as suas competências de controlo da Varroose mesmo em circunstâncias de infestação elevada.

Solicite mais informação sobre este percurso formativo enviando e-mail para o endereço: jejgomes@gmail.com

Por cursos apícolas com propostas práticas, eficazes e económicas, respeitando de forma orgânica o ambiente interno e externo das colónias de abelhas.

a eficácia e consistência de um protocolo inovador de controlo da varroose (revisitado)

Dada a solicitação de informação de um número apreciável de apicultores sobre este e outros aspectos de uma estratégia bem fundamentada, testada e com os resultados acima descritos em apiários do território português, vou abrir uma nova data para iniciar este percurso formativo “Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano”, no próximo dia 12 de setembro, com a sessão on-line, via Zoom, a ser iniciada às 21h30.

Os interessados em inscrever-se neste percurso formativo podem enviar e-mail para: jejgomes@gmail.com

MUITO IMPORTANTE: no dia 11 de outubro, abrirei uma sessão via Zoom gratuita , com início às 21h30, para todos os formandos que até essa data tenham frequentado este percurso formativo na sua totalidade, com o objectivo de partilharmos experiências e reflexões. Poderão participar todos aqueles que concluíram este percurso formativo em abril, maio, os formandos que estiveram na sessão presencial de Coimbra e os formandos que irão concluir este percurso fomativo nas próximas semanas. No última semana deste mês endereçarei este convite a cada um que cumpra estes requisitos para reservarem esta data.

Por uma apicultura sustentada e com dados recolhidos no terreno e alicerçada em resultados de elevada eficácia e consistentes revisito esta publicação.

No âmbito do meu trabalho de consultoria e apoio técnico aos apiários experimentais do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, propus ao Nuno Capela, o investigador responsável, fazer o controlo da varroa com um protocolo inovador em dois dos apiários experimentais deste Centro.

Na altura, a proposta deste controlo decorreu da observação que fiz da situação de risco elevado a que um dos apiários (conhecido por nós pelo apiário da APA) chegou no início de fevereiro, um mês depois de iniciada a aplicação de um medicamento homologado baseado no amitraz. A taxa de infestação em cerca de 70% das colónias deste apiário ultrapassava os 8% um mês após o início do tratamento, quando um mês antes, no início do mesmo, estava em 2-3%. O Nuno concordou, e avancei com este protocolo que trazia na minha “caixa de ferramentas/conhecimentos”, aprendido nas muitas leituras que faço da melhor literatura apícola — ando ao ombro de gigantes e continuo o meu percurso cada vez mais motivado e convicto do meu papel e lugar na apicultura nacional.

Assim, iniciei a aplicação deste protocolo na primeira e segunda semana de fevereiro no apiário da APA, e estendi a aplicação a outro apiário experimental, o apiário da Milvoz, onde a infestação estava muito mais controlada com a aplicação do mesmo medicamento homologado baseado no amitraz (expliquei a razão desta diferença nos resultados obtidos com um mesmo medicamento, iniciado na mesma data e com taxas de infestação relativamente baixas no início do tratamento nos dois apiários, aos muitos companheiros apicultores que acompanharam as minhas sessões Zoom “Controlo efectivo da Varroose”, que ministrei de janeiro a abril).

De colmeias fortemente infestadas, com os sintomas das viroses já visíveis no início de fevereiro em várias das 18 colmeias instaladas no apiário da APA, passámos, em cerca de 20-30 dias, a ver as colónias com o aspecto que as fotos em baixo ilustram.

Vista geral do apiário da APA.
Foto de 1 de abril de uma colónia representativa de 95% das colónias no apiário, depois de em março ter doado vários quadros com criação e abelhas para desdobramentos.
Foto de 1 de abril do padrão de postura de uma colónia representativa de 90% das colónias no apiário.
Foto de 1 de abril do padrão de postura de uma colónia a ser equalizada.
Foto de 1 de abril de mais um desdobramento realizado nas colónias deste apiário.
Algumas das ferramentas que andam sempre na minha caixa: copo de testagem, álcool, copo para marcar rainhas, caneta e fita adesiva. Como diz um dos gigantes, só controlamos o que medimos e mais vale um lápis pequeno do que uma grande memória. Medir e anotar, são dois dos hábitos a que me obriguei.
A recolha de amostras: abelhas adultas e criação de zângãos.
Vista geral do apiário da Milvoz, onde também foram recolhidas amostras de abelhas adultas e criação de zângãos.

Há cerca de um mês o Nuno enviou-me os dados em baixo, colhidos das amostras de 1 de abril dos dois apiários experimentais. Estes dados são muito elucidativos e permitem-me confirmar a elevada eficácia e consistência deste protocolo inovador que utilizei em todas as colónias destes dois apiários para fazer o controlo da varroose.

Dados da infestação em abelhas adultas recolhidas nestes dois apiários em 1 de abril.

como controlar a varroa ao longo do ano: novas sessões zoom em setembro

Dada a solicitação de informação e formação de um número apreciável de apicultores sobre uma estratégia bem fundamentada, testada e com resultados muito positivos em apiários no território português, abri nova data para iniciar o percurso formativo “Controlo efectivo da Varroose ao longo do ano”, no próximo dia 12 de setembro, com a sessão on-line, via Zoom, a ser iniciada às 21h30.

Os interessados em receber informação detalhada sobre este perucurso formativo devem entrar em contacto através do e-mail: jejgomes@gmail.com

A pedido dos apicultores já inscritos neste percurso formativo, irei ensinar a aplicar o protocolo inovador de controlo da Varroose, que ajudará a reverter casos de infestação elevada, como descrevo no caso em baixo.

Para memória futura, fiz duas aplicações deste protocolo, a primeira a 5 de março e a segunda a 13 de março. Em apenas 8 dias esta colónia desceu de 23,7% (71 varroas em 300 abelhas) para 7,7% (23 varroas em 300 abelhas) após a primeira aplicação do protocolo. Depois da segunda aplicação, a 13 de março, achei por bem não testar para não “sacrificar” mais abelhas adultas numa colónia já pouco povoada.

Ontem, voltei ao apiário e achei que tinha chegado o momento certo para fazer um novo teste de infestação: estavam passados exactamente 2 meses e a colónia estava relativamente bem povoada com 7 quadros de abelhas e 5 quadros com criação.

7 quadros cobertos com abelhas, quando 3 meses antes a infestação estava a atingir os 24% e à beira do colapso, vi uma colónia saudável, a crescer de forma notável

Caso a segunda aplicação, a 13 de março, não tivesse tido efeito algum, ontem, a 13 de maio, a colónia estaria muito provavelmente com uma infestação superior a 30% (7,7×2=15,4×2=30,8%).

Felizmente os dados da medição de ontem apontam num sentido oposto. Com uma infestação de de 7,7% há dois meses atrás, a segunda aplicação do protocolo teve uma eficácia de 97%, segundo a simulação que efectuei no simulador do Randy, considerando os dados recolhidos ontem: 4 varroas em 300 abelhas (1,3% de infestação).

No coador, 4 varroas e um cisco. Um protocolo de controlo da varroose com 97% de eficácia não se encontra facilmente, mas está ao seu alcance conhecê-lo inscrevendo-se no percurso formativo que vou iniciar no próximo dia 12.

formação em apiário pedagógico, coimbra, 28 de junho

A pedido de diversos apicultores e imbuído da missão de fornecer informação sobre estratégias e ferramentas alternativas e efectivas de controlo da Varroose à comunidade de apicultores portugueses decidi, em colaboração com o Nuno Capela, levar a cabo uma sessão de formação presencial, em sala e apiário, em Coimbra no próximo dia 28 de junho. O foco desta sessão estará na demonstração de um protocolo inovador de elevada e rápida eficácia no controlo da Varroose.

A sala da formação, um espaço magnificamente sombreado por pessegueiros
Uma das colónias da sala de formação
Um dos quadros de uma colónia da sala de formação

Se está interessado(a) em ter esta ferramenta de elevada e rápida eficácia na sua “tool box” entre em contacto para o e-mail jejgomes@gmail.com. As vagas para esta sessão estão quase esgotadas e as inscrições são feitas por ordem de chegada.

Eduardo Gomes, formador e consultor apícola

as causas principais do enorme colapso de colónias no último inverno/primavera nos EUA e uma alternativa

A USDA-ARS enviou ontem para o meu e-mail as conclusões a que chegou acerca das causas das enormes perdas de colónias reportadas no último inverno/primavera pelos apicultores norte-americanos.

O USDA-ARS divulgou descobertas cruciais da análise de agentes patogénicos em amostras recolhidas durante as perdas de colónias nesta primavera — e os resultados estão a fazer soar os alarmes.

Os vírus viculados pelos ácaros Varroa foram um fator importante, e todos os ácaros testados continham genes associados à resistência ao Amitraz, um dos tratamentos mais utilizados contra Varroa. Isto sublinha uma preocupação crescente nas comunidades de apicultura e investigação: a diminuição da eficácia de um dos tratamentos mais utilizados contra a Varroa. Graças ao trabalho árduo e à urgência dos investigadores envolvidos, estes resultados foram recolhidos, analisados ​​e redigidos para publicação rápida, fornecendo informações cruciais que ajudarão a moldar a nossa resposta a este desafio contínuo. […]

Em Portugal, foram recentemente descobertas mutações genéticas em algumas populações de Varroa destructor associadas à resistência ao Amitraz. Por esta razão receio que nos próximos meses venhamos a assistir ao colapso de colónias de abelhas como nunca se verificou por cá, na Península Ibérica e restante Europa.

A pedido de diversos apicultores e imbuído da missão de fornecer informação sobre estratégias e ferramentas alternativas e efectivas de controlo da Varroose à comunidade de apicultores portugueses decidi, em colaboração com o Nuno Capela, levar a cabo uma sessão de formação presencial, em sala e apiário, em Coimbra no próximo dia 28 de junho. O foco desta sessão estará na demonstração de um protocolo inovador de elevada e rápida eficácia (acima de 95%) no controlo da Varroose.

Imagem de um corte de criação de zângão com varroas mortas duas horas após a aplicação do protocolo inovador.

Se está interessado(a) em ter esta ferramenta de elevada e rápida eficácia na sua “tool box” entre em contacto para o e-mail jejgomes@gmail.com. As vagas para esta sessão são limitadas e as inscrições são feitas por ordem de chegada.

dia 5 de julho em Oliveira de Frades: mudar o paradigma de controlo da varroose

A convite da Associação VerdeLafões, vou orientar uma sessão em sala e outra em apiário, no próximo dia 5 de julho, acerca da necessidade de mudar o paradigma (mudar conceitos e mudar práticas) para se alcançar um controlo efectivo da varroose ao longo do ano.

Por uma apicultura eficiente, informada e inovadora.