abelhas produtivas e sua selecção: algumas ideias de C. L. Farrar

Se tivesse que indicar três nomes grandes da apicultura do sec. XX, o norte-americano C. L. Farrar faria parte da minha lista. Não é de estranhar, portanto, que volte a traduzir excertos do que ele escreveu, como já  fiz aqui.

No que concerne à selecção de uma raça/linhagem de abelhas produtivas Farrar escreve:

“… há maiores variações na eficiência da produção entre linhagens de abelhas dentro das três raças comuns (italiana, caucasiana e carniola) que existem entre as raças.

[…] Abelhas híbridas geneticamente controladas são desenvolvidas por endogamia seletiva e recombinação das linhas puras para obter vigor híbrido numa linhagem que se pretende mais produtiva e que expresse as características mais desejáveis do que a estirpe comum.

[…] Híbridos geneticamente controlados não devem ser confundido com abelhas resultante de uma mistura geral e desorganizada de raças que não tenham sido submetidas a seleção para características específicas.

[…] Rainhas capazes de produzir grandes ninhadas e de boa qualidade devem ser a primeira consideração nos programas de selecção. Um bom stock irá produzir e manter grandes populações na colónia no momento em que os principais fluxos começam. Uma rainha prolífica irá exigir o equivalente de 12 a 18 quadros, dependendo da quantidade de mel e pólen na colmeia, embora teoricamente toda a sua ninhada possa ser equivalente a apenas 5 – 6 quadros.

[…] A qualidade da postura é melhor avaliada quando observamos criação não selada (larvas de tamanho uniforme e sem interrupções dentro de uma área do quadro) do que quando nossa observação incide sobre a criação selada.

[…] Diferenças nas tendências para a enxameação de estirpes ou raças não estão bem estabelecidos e geralmente o  fenómeno é controlado por uma gestão adequada por parte do apicultor.

[…] Os apicultores desejando novas linhagens devem obter rainhas de vários criadores de rainhas para as comparar devidamente. Deve-se reconhecer que rainhas deficientemente criadas de linhagens produtivas em geral serão inferiores a rainhas criadas de forma correcta provenientes de linhagens menos produtivas.

fonte: http://beesource.com/resources/usda/productive-management-of-honey-bee-colonies/

Nota: no continente americano, do norte ao sul, a espécie apis mellifera é exótica e foi introduzida pelos europeus que foram habitar aquele continente.

16 comentários em “abelhas produtivas e sua selecção: algumas ideias de C. L. Farrar”

  1. Comentário de José Marques, em 10-03-2018, transferido para o post correspondente.

    “Olá Eduardo

    Agrada-me que Você apresente discordâncias a alguns dos meus comentários e que eu tenha liberdade para me opor a algumas afirmações suas. Neste equilíbrio quem ganha são os seguidores do Blog. Ficam com mais opções de escolha. Pena é que não se manifestem mais, para nós também aprendermos, com eles, alguma coisa.
    Mas, hoje, é dia para comentar as afirmações de Farrar :
    1 – Compreendo, mas não concordo que ele mencione só três raças de abelhas e esqueça a abelha negra europeia ( apis melífera melífera ) .
    É uma raça europeia que não se impôs no continente americano, depois de 500 anos pós colonização. As raças dominantes, nesse continente, são as mais prolíficas e maiores consumidoras. Adaptam-se ao espírito americano : mais e mais consumo e maior produção.
    A raça negra era, até há menos de três décadas, a mais económica, talvez menos produtiva, mas mais equilibrada no ciclo anual. O paradoxo europeu é que temos vindo, nas últimas décadas, de forma crescente, a aumentar o suplemento alimentar, adulterando o instinto sóbrio e regulado da raça, sem garantia que atinja os níveis de produção de outras raças no seu meio próprio.
    2 – Concordo que as abelhas híbridas,geneticamente controladas, podem ser mais vigorosas e produtivas do que as raças puras. Esta máxima, com base em ensaios, é conhecida na Europa há um século ( Frère Adam ).
    3 – Concordo que os cruzamentos devem ser seleccionados e não resultantes de uma mistura geral e desorganizada de raças. Haja quem o faça. É verdade, mas onde é que estão os criadores e seleccionadores fiáveis ?
    4 – Não concordo que se escolha uma raça apenas por ser prolífica. É redutor não ter em conta outras características ( resistência às doenças, adaptação ao ciclo climatérico local, etc. ).
    5 – Concordo só parcialmente e com reservas que a enxameação dependa mais da gestão do apicultor do que da raça. Mas dou de barato, à falta de
    resultados de ensaios.
    6 – Transcrevo uma afirmação de Farrar :
    ” Os apicultores desejando novas linhagens devem obter rainhas de vários criadores de rainhas para as comparar devidamente.
    Deve-se reconhecer que rainhas deficientemente criadas de linhagens produtivas, em geral serão inferiores a rainhas criadas de forma correcta provenientes de linhagens menos produtivas. ”
    a ) Subscrevo por baixo se, onde se lê ” linhagens ” se escrever ” raças e linhagens “.
    No continente norte americano as raças estão, há muito, estabilizadas e o grau de exigência já vai ao pormenor da escolha da linhagem. Há oferta para esta exigência, coisa que nós, por cá, mal sonhamos.
    b ) Sugeri, em comentário anterior, que em Portugal, fossem criadas zonas protegidas para as melhores raças. Caberia aos apicultores escolher as raças e linhagens que preferissem e decidirem, depois, continuar em função dos resultados.
    Com a alteração da alínea anterior, a afirmação de Farrar assenta que nem uma luva.
    Conclusão final: continuarei a ler com interesse as afirmações de Farrar e vou inscrevê-lo no Top 10 da minha lista .
    Cumprimentos extensivos aos leitores”

    1. Olá, José Marques!
      Agradeço esta oportunidade de conversar consigo acerca deste post e vou seguir a cómoda numeração dos seus comentários:
      1— De facto a abelha negra foi a primeira a ser introduzida nos EUA. Julgo que Farrar a não mencionou por ter “perdido terreno” para as outras três raças. É curioso no entanto que actualmente alguns apicultores do grupo “treatment free” associem características de resistência das suas abelhas ao “sangue negro” nas suas linhagens;
      2— O vigor híbrido pode ou não ser alcançado. Se tiver disposição para isso traduzirei um artigo francês que revela que apenas 25% de linhagens híbridas eram superiores às linhagens originais;
      3— Deixo exactamente a mesma pergunta, circunscrevendo-a ao território português: “onde é que estão os criadores e seleccionadores fiáveis ?”;
      4— Sim, concordo. Farrar também se mostra preocupado com esses aspectos, mas estão noutros pontos do documento original que não traduzi;
      5— Com uma raça “enxameadora” como a nossa o ano passado tive menos de 5% de colmeias enxameadas. Há dias desdobrei 6 de 10 colmeias que tenho num apiário junto a Coimbra e nenhuma estava para enxamear. Essas 6 que dividi deram mais 6 colmeias completas. Não estavam fracas como pode ver. Um companheiro numa zona próxima confidenciou-me que as colmeias dele estavam para enxamear e que teve de as desdobrar de forma urgente. Cada um que conclua o que entender. No meu caso não me causa desconforto nenhum assumir publicamente o que já assumi para mim há muito tempo: 80% das colmeias que me enxameiam a causa está num deficiente maneio da minha parte;
      6a) sim, concordo. A linhagem para quem não sabe é uma subdivisão dentro da subespécie/raça;

      Por último a 6b), a mais sumarenta de todas, tenho duas questões para os que desejarem intervir: em que zonas dos nosso país, em concreto em que concelhos/freguesias se deveriam criar as zonas protegidas que dessem garantias de suficiente isolamento para os acasalamentos?; se tudo está bem, se o hibridismo descontrolado com espécies exóticas que se pratica no nosso país não é real e/ou preocupante para quê criar zonas controladas?

  2. Olá Eduardo

    Concordo com todas as objecções, menos uma :
    – Poderiam criar-se, facilmente, meia dúzia de zonas protegidas, para as principais raças/estirpes, recorrendo aos processos mais seguros de saturação de zangãos ou de inseminação artificial e, eventualmente, complementando com selecção genética controlada.
    Pouco a pouco todos iremos compreendendo que os problemas da apicultura portuguesa não são de impossibilidade, mas de falta de vontade.
    Saudações

    1. José não as vejo como objecções, não foi esse o sentido que pretendi dar ao meu comentário, mas poderei não ter sido feliz na concretização da intenção. Sim a intenção de complementar com a minha visão e experiência um ou outro ponto e uma modesta clarificação relativamente ao que conheço do pensamento de Farrar.

      A criação de zonas protegidas esbarra na minha opinião com duas dificuldades que a vontade por si só não ultrapassará facilmente:
      — descobrir zonas suficientemente isoladas num dos países do mundo com maior densidade de colmeias por Km quadrado e com barreiras orográficas quase inexistentes;
      — impedir que apicultores com abelhas nativas se indignem legitimamente com estas experiências, porque não acreditam no suposto isolamento das áreas de congregação de zangãos dessas espécies exóticas, grupo onde me incluo até que me provem que estou enganado. Como me provam que estou enganado? Simples: coloquem 20 rainhas virgens para serem fecundadas no local escolhido. Se não forem fecundadas podemos concluir que local tem condições de isolamento. Onde foi testada esta condição em Portugal? Cumprimentos.

      Apêndice: O cepticismo não é só meu:””Apiário isolado” é um pensamento ilusório por parte dos criadores de rainhas … ou um mito definitivo …” diz Michael Bush no BeeSource; “

  3. Olá Eduardo

    Não adianta continuarmos a cavar dificuldades. Lembro-lhe que perdemos o império mas não perdemos os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
    Admira-me que os interessados, ainda, não tenham vindo em seu auxílio.
    Saudações

    1. Porque haveriam de vir em meu auxílio? Estou a apresentar de forma deficiente, incompleta, incoerente as minhas ideias?

      José posso estar enganado na opinião que tenho acerca das dificuldades em estabelecer zonas isoladas no nosso país, contudo já não tenho idade para comprar generalidades. Se desejar dar mais detalhes acerca da operacionalização do seu plano para estabelecer com facilidade apiários isolados no nosso país todos teremos a aprender. Eu estou na primeira fila a ouvi-lo. Cumprimentos.

  4. Olá Eduardo

    Conhece o ditado que diz que não há maior cego do que o que não quer ver
    Já disse que para fazer apiários isolados temos todas as ilhas dos Arquipélagos dos Açores e Madeira. Os espanhois, parece que só têm Maiorca, onde estão a fazer isso com a abelha negra.
    Acrescento: Ainda existe o Centro de Fomento Apícola, com um resto de bons especialistas em apicultura e estudantes estagiários voluntariosos,
    que, se os apicultores tivessem vontade e força, talvez pudesse fazer muito pela apicultura, neste e outros domínios.
    Eu não excluiria, neste Centro, a realização de um projecto de criação, comparação e oferta de rainhas das melhores raças e linhagens. Em que não fossemos nós dois a decidir quais as melhores , mas sim os apicultores, em função dos resultados que obtivessem.
    Estas generalidades não as vendo, ofereço-as.
    Saudações

    1. O maior cego é o que não quer ver, concordo consigo José. Difícil será consensualizar quem será o cego.

      Refere os Arquipélagos, mas tanto quanto sei há apicultores com colónias de abelhas nas ilhas. Não faço ideia se em todas as ilhas, mas nada me custa a crer que em todas as ilhas com condições razoáveis/boas para o desenvolvimento de colónias de abelhas haverá apicultores já instalados. Como se faria nestes casos: seriam eliminadas as rainhas autóctones nas colónias desses apicultores? Com que base legal se obrigaria os apicultores que não desejassem proceder a esse extermínio?

      Relativamente ao Centro de Fomento Apícola no Continente colocam-se os mesmos problemas ou estou enganado? O apicultor americano de uma família de 3 gerações de apicultores, que refiro no post posterior, não fala de facilidades na escolha de locais isolados. Onde existem esses locais isolados no Continente?

      Não sendo possível estabelecer esses locais isolados a consequência é a hibridação descontrolada. Nunca li que o irmão Adam, entre outros, tivesse patrocinado essa prática.
      Por exemplo em França o resultado de décadas de hibridação descontrolada vem sendo referido como um dos factores que contribui para a baixa produtividade do sector nesse país. Cumprimentos

  5. Todas as ilhas dos Açores têm abelhas. A última a ser povoada foi o Corvo há cerca de três anos. Porto Santo que não tinha abelhas por terem morrido há uns anos num surto de loque americana, foi povoada há uns cinco ou seis anos com abelhas fornecidas pela FRUTER da Terceira.

    Cumprimentos,

    Francisco Frazão.

      1. De facto, a actividade apícola na Ilha do Porto Santo esteve parada durante 10 anos. No link estão algumas informações disponibilizadas pela Secretaria Regional de Agricultura e Pescas.

        Neste momento existem muitas restrições quanto à entrada de material e/ou abelhas vindas do exterior de forma a evitar novos surtos de doenças, sendo toda a actividade fiscalizada pelo organismo que tutela esta actividade.

        https://dica.madeira.gov.pt/index.php/2016-02-24-11-28-27/producao-animal/947-a-introducao-da-apicultura-na-ilha-do-porto-santo

  6. Olá Eduardo
    Num ponto Você tem razão: o ditado dos cegos não é conclusivo, só com oftalmologia. Vou apresentar outro: ” Não há um teimoso sem dois ”
    Agora, para encerrar o assunto pela minha parte, vou responder às questões que levantou, contar uma pequena história do Frère Adam e acabar, porque a paciência dos seguidores do Blog também tem limites.
    Acredito , porque também já as vi, que nos Açores e Madeira há abelhas. Os apicultores destes Arquipélagos são tão livres e sensatos como os do continente para aceitarem e participarem em projectos nos quais acreditem e que lhes sejam favoráveis.
    Há dois ou três séculos, em cada país, as pessoas eram sedentárias e as espécies de animais domésticos muito limitadas e uniformizadas. Com o desenvolvimento dos transportes e incremento do comércio tudo mudou. Porque raio haveremos de continuar com os pés colados ao chão ?
    Quanto ao Centro de Fomento Apícola fica situado, entre Lisboa e Monsanto. Não sei se é um sítio isolado, mas sei que é aprazível.Num raio de 10 ou 15 Km os apicultores serão poucos e acredito que tenham espírito aberto e não seriam fontes de bloqueio. Além disso a criação de rainhas com inseminação artificial não precisa de isolamento. Quem insistir no isolamento vai ficar isolado.
    Em França as décadas de hibridação vão continuar, porque os factores que mais estão a contribuir para a baixa de produtividade são de longe a debilidade e mortalidade provocada pela varroa e depois as alterações climáticas que afectam a produção nectífera das flores.
    Finalmente o Frère Adam:
    Tomou por 1920 conta do apiário do Mosteiro de Buckfast, na Inglaterra. Reformou o equipamento e a gestão do apiário.
    Perante uma epidemia que matou 80 a 90% das colmeias inglesas, iniciou a pesquisa de raças mais resistentes.Por cruzamento criou a abelha Buckfast que substituiu a abelha inglesa e se espalhou por todo o mundo.
    Frère Adam passou um vida de mais de 90 anos a trabalhar no apiário, a viajar pelo mundo à procura de raças, a fazer cruzamentos e como Mestre, que era, a fazer conferências por vários países da Europa. Só não teve tempo ou paciência para escrever livros. Só por insistência de amigos e de quem o conhecia escreveu, no fim da vida, um resumo dos seus métodos.
    Livro que é uma pérola.
    Vamos à história, da qual ele só contou metade em linguagem suave de monge, mas eu conto o resto.
    Nas conferências que fez na Alemanha sobre raças e cruzamentos de abelhas tinha que ser muito cuidadoso. Para os alemães, quanto a raças de abelhas, havia uma melhor que todas, era a deles e nos cruzamentos perdia-se a pureza da raça .
    O que a história já não conta é que foi esta ideologia expandida, refinada e intolerante que deu origem à 2ª Guerra Mundial, que todos conhecem.
    Milhões de mortos alemães e outros europeus, americanos, asiáticos e africanos.
    Moral da História : Uma ideologia sem peso , conta e medida pode provocar uma calamidade sem limites.

    1. Viva, José Marques!
      Não conheço nenhum programa sério de criação de híbridos ou raças exóticas sem a garantia de apiários isolados. Entre outros, o Irmão Adam tinha apiários isolados. Não é teimosia insistir nesta ideia, é uma condição básica.

      Comparando a produção de mel em França com a de Espanha, país onde também há varroose e anos com clima adverso, vemos curvas estatísticas bem diferentes nos últimos 10-15 anos. Talvez desconheça mas os híbridos F2 e F3 são muito menos produtivos que a abelha negra francesa. Na geração F1 apenas 25% dos híbridos mostraram ser mais produtivos. Porventura nenhum dos apicultores franceses tem o talento do Irmão Adam para fazer um híbrido de qualidade e estável e aí se encontra uma das razões, entre outras sublinho, do declínio da apicultura francesa.

      A comparação implícita da defesa da abelha local com a ideologia nazi não me merece qualquer comentário por uma questão de educação e civilidade.

      Dando um passo em frente José Marques e para compreender melhor o seu ponto de vista vamos construir o seguinte cenário: no Centro de Fomento Apícola com recurso à inseminação instrumental e com o acordo dos apicultores locais estão criadas as condições para levar a cabo um programa sério de melhoramento de uma abelha a definir. Na sua opinião seria mais interessante para a apicultura nacional:
      1—melhorar a abelha local?
      2—criar rainhas exóticas de uma raça previamente escolhida para distribuir em massa pelos apicultores nacionais com vista à erradicação da ibérica?
      3—criar híbridos estáveis e homogéneos com características x, y e z a definir?
      Cumprimentos.

  7. Eduardo
    O assunto está esgotado.
    Com ou sem projectos, acredito na evolução e no progresso.
    Não sou é vidente.
    Cumprimentos

    1. Bom dia, José Marques!
      Também não me conheço capacidades de vidente. Também acredito na evolução e no progresso. Neste aspecto em concreto, acredito num caminho para o progresso diferente daquele em que o José Marques acredita. A minha crença é uma crença informada, não está sustentada em generalidades e comparações “descabidas”, para utilizar uma expressão mais educada. A conversa até poderá estar esgotada, não pretendo ficar a falar sozinho. O assunto não está encerrado de forma alguma. Conto voltar a ele no futuro.

      Vejo e aceito facilmente a discordância de pontos de vista. É natural. É natural também conversar e debater os fundamentos e a operacionalização dos mesmos. Neste debate em torno dos fundamentos e sua operacionalização surgirão com maior claridade as falácias, as lacunas, as ilusões, as incoerências, as impossibilidades,… este “esmiuçar” é um crivo que separa o trigo do joio. O crivo que separa as ideias que promovem avanços efectivos das outras ideias, as ideias que se esfumam como nuvens aos primeiros embates com a realidade. Nesta dialéctica discursiva está o ADN do progresso e da democracia. Sem autoritarismo. Apenas conversa mais ou menos informada e mais ou menos documentada entre adultos. Cumprimentos.

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