minimizando riscos do trabalho apícola

Assim como outros apicultores procuro o mais possível evitar os riscos habituais desta profissão ou, não sendo possível, tento minimizá-los. Entre outros cuidados, raramente sou picado e muito raramente me cai carga nos caminhos de acesso aos apiários.

Nesta publicação vou focar-me noutras medidas que visam minimizar os riscos nesta altura da época apícola. Uma destas medidas é planear o dia por forma a trabalhar no apiário com temperaturas inferiores a 25ºC. Hoje por exemplo, entre as 8h00 e as 10h30, estive ocupado a inspeccionar cerca de 80 colónias com o objectivo de identificar quais as que estavam a pedir mais uma meia-alça. Acabei por colocar mais 37. Por volta das 10h30 a temperatura estava a chegar aos 25ºC, isto a 900 m de altitude, e foi a hora em que iniciei o regresso a casa com o trabalho concluído.

Imagem parcial do apiário a 900 m.
Meia-alça praticamente cheia e…
… colocação de mais uma meia-alça.

Antes, no dia de hoje e por volta das 6h00, entrei no apiário das Lusitanas a 600 m de altitude para efectuar a cresta dos sobreninhos ali presentes. E a este respeito, aproveito para referir o segundo cuidado para minimizar riscos. Na cresta destes sobreninhos divido os quadros por várias caixas. A intenção é não ter de levantar mais de 15 kgs. Com 12 anos de apicultura a tempo inteiro, até agora não tenho problemas cervicais ou lombares. Assim espero continuar, tendo este e outros cuidados!

Na altura da cresta destes sobreninhos a máxima é dividir para vencer. Afinal é de apicultura mobilista que se trata.

Um comentário em “minimizando riscos do trabalho apícola”

  1. Muito pedagógico!
    Como em qualquer ação humana, para que não haja consequências nefastas, é importante preparar o plano. A hora, os materiais, as condições e os respetivos intervenientes têm de se orquestrar para um processo e um resultado otimizados.
    Também o apicultor tem de perceber de planeamento e organização.

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