um caso perdido para a varroa?

Começo pelas imagens, que são mais expressivas e claras do que qualquer afirmação que possa fazer.

Um quadro muito maltratado pela varroa e vírus que veícula e replica
A 18 de fevereiro deste ano, a taxa de infestação numa amostra de 300 abelhas desta colónia aproximava-se de 25%. Ontem apliquei-lhe um protocolo inovador de tratamento. É mais um teste que faço a este protocolo em condições extremas

Esta colónia é um caso perdido? Talvez, mas ainda não deitei a toalha ao chão.

Tratei-a com um protocolo inovador ontem. Tenho alguma esperança sustentada no que vi até agora acerca deste protocolo inovador. Mas não nego que o caso é muito difícil. Vamos ver como estará daqui a 15-20 dias.

Com a receita das tiras de oxálico com glicerina que aqui apresentei em tempos neste blog, para responder a pedidos de informação de vários apicultores, contribuí para salvar muitas colmeias no nosso país. Quantos milhares nunca saberei, mas disseram-me que a sul do país estas tiras estavam a ser muito utilizadas para substituir o amitraz, cuja aquisição nas botelhas verdes e outras era cada vez mais difícil e algum que se encontrava matava mais abelhas que a própria varroa.

A ver vamos quantas colónias este protocolo inovador salvará. Nos apiários dos meus clientes já começou a salvar.

Estou disponível para partilhar este protocolo. Pode entrar em contacto pelo e-mail: jejgomes@gmail.com onde lhe proporei 3 níveis de formação de alto nível e conteúdos inovadores para um Controlo efectivo da Varroose.

Por uma apicultura informada, fundamentada, eficaz e com muita, muita menos mortalidade de colónias por Varroose.

Ontem foi dia de muito trabalho em apiário e algum em laboratório.

Pickando… pequenas larvas de uma colónia incrível.

quando o amitraz começa a falhar, capítulo 2

Ontem, num apiário de Cernache de um cliente, entre a equalização de colónias e a produção de novas colónias, fui fazendo mais alguns testes de infestação em 300 abelhas adultas lavadas com álcool. Imbuído do sábio princípio de Peter Drucker que só CONTROLA quem mede.

(Não temos que inventar muita coisa na vida para sermos bem sucedidos, temos sobretudo de ser capazes de andar aos ombros de GIGANTES. E para andarmos aos ombros dos gigantes, temos de ler e ouvir o que eles nos disseram ou escreveram, temos de reflectir (pensar e tornar a pensar sobre o que lemos e ouvimos deles) e temos que fazer nosso, integrar nos nossos mapas cognitivos, o que era o sumo do pensamento e experiência desses GIGANTES. Muitas das vezes temos também de ligar pontos, até aí desligados ou com conexões pouco visíveis. E finalmente, se o desejarmos, estamos em condições de partilhar a apropriação que fizemos desse conhecimento, por nós re-elaborado, com a nossa família, com os amigos, com os clientes, enfim com quem quisermos e nos apetecer.)

E passados cerca de 8 semanas sobre o início do tratamento com tiras de um medicamento homologado com amitraz, os resultados não sendo catastróficos estão muito longe de serem os desejados. Relembro que os especialistas da FNOSAD estabeleceram que um tratamento para a varroose, seja ele do tipo que for, só é eficaz quando leva a taxa de infestação em abelhas adultas abaixo de 0,5%.

E, uma vez mais, um outro medicamento homologado e baseado no amitraz está muito longe de o conseguir, como se retira das medições que ontem realizei.

No outro lado do espectro, nas quatro colónias onde testei um tratamento inovador (que não tinham sido tratadas com o medicamento homologado), os resultados são muito diferentes, felizmente. Este tratamento foi aplicado a 5 de fevereiro.

Deixo os dados de 2 destas colónias em baixo. A taxa de infestação máxima que encontrei nestas 4 colónias foi de 0,3% após o tratamento, e replica os resultados de outros apiários onde o tenho testado.

Com as mais que prováveis mutações de genes nos ácaros varroa, que lhes conferem graus de resistência à molécula de amitraz, o tratamento com este princípio activo é cada vez mais imprevisível.

Saibamos nós andar aos ombros de GIGANTES, para encontrar as melhores soluções possíveis! Não queiramos também andar sempre e em qualquer circunstância à borla nesses ombros, saibamos dar valor ao trabalho que merece esse valor! Espero assim ter sido claro e evitar certo tipo de abordagens que me fazem, cada vez menos felizmente, do tipo “diz lá a receita”.

Fico ao Vosso dispor neste e-mail para para os que estão genuinamente interessados em valorizar o meu trabalho e ouvir o que tenho para dizer sobre este tema: jejgomes@gmail.com

quando o amitraz começa a falhar

Tenho recebido relatos de apicultores, sobretudo da zona sul do país, muito preocupados com a aparente falta de eficácia das pulverizações de abelhas com amitraz ou outras aplicações com o mesmo princípio activo.

Nesta publicação venho apresentar os dados mais recentes que possuo e que estou a recolher por via da testagem em abelhas adultas, de um medicamento homologado baseado no amitraz.

No apiário de um cliente e não em todas as colónias, em algumas apenas, a luta está a ser mais difícil e prolongada do que era usual ser. Após duas aplicações do medicamento, como recomenda o fabricante, encontramos taxas de infestação na ordem dos 5%.

Sabemos que um tratamentos eficaz, seja ele feito desta ou daquela forma, só “compra” o tempo desejável, se levar a taxa de infestação abaixo de 0,5%. Portanto estas duas aplicações deste medicamento deveriam ter tido uma eficácia 10x superior nestas colónias para “comprar” o tempo desejável até ao próximo tratamento.

O que se está a passar com este princípio activo? Muito provavelmente estamos a ser confrontados cada vez mais em Portugal, como em França e Espanha, com populações de varroas com graus diferentes de resistência e susceptibilidade ao amitraz. Aquilo que ontem era garantido, hoje é uma roleta russa — um pouco como na geopolítica actual!

Relembro esta publicação de 2023, porque esta reflexão não é nova no meu blog.

Após duas aplicações e na lavagem pós-tratamento de 300 abelhas com álcool caíram 15 varroas. Foi feita a terceira ronda e em dose reforçada.
Já convenci o meu cliente que tem de mudar para outras soluções.

Assim como terão mudar os apicultores norte-americanos que estão novamente a passar por um episódio de altíssimas taxas de mortalidade, como relatado neste webinar que tive o gosto de acompanhar no dia 28 de fevereiro.

Se deseja conhecer alternativas ao amitraz, testadas por mim e/ou em estudos controlados, pode entrar em contacto para o e-mail: jejgomes@gmail.com

Para uma apicultura mais informada, prazerosa e rentável!

sobre a minha profissão e um tratamento muito eficaz

Tenho actividade aberta nas Finanças nas áreas de consultoria, formação e apicultura. Estas são as minhas áreas profissionais. E como todos os profissionais é do exercício destas funções que obtenho os meus rendimentos. E orgulho-me de as desempenhar com elevado profissionalismo e inovação. Orgulho-me de entregar aos meus clientes um serviço do qual retiram retornos muito superiores ao investimento que fazem na aquisição dos mesmos.

Detenho informação vasta sobre a apicultura, em particular nas áreas da Varroose, Enxameação e V. velutina, e contínuo disponível para a ampliar, ora com leituras ora com a experiência, retirada de ter as botas no terreno, e da partilha com com os meus amigos e clientes.

Passei milhares de horas a informar-me e manter-me actualizado sobre o que de mais actual se estuda e investiga sobre as abelhas, num processo de auto-formação contínua. Passei tantas ou mais horas a trabalhar as minhas colónias e colónias dos meus clientes, sabendo bem o que é trabalhar longas horas no apiário, descodificando com bom nível de certeza os “mistérios da colmeia”, controlando com bom grau os seus fenómenos.

Mais recentemente tenho aproveitado as virtualidades que o Zoom permite para fazer chegar aos apicultores, no conforto de suas casas, este acumular de conhecimentos e experiências que fui adquirindo nos últimos 16 anos.

A resposta de um conjunto de apicultores à minha convocatória para ingressarem neste caminho de iluminação ultrapassou as minhas expectativas. Julgo que tal se deve a dois factores: 1) procura de informação fundamentada, válida e testada no terreno; 2) a confiabilidade de que sou, entre poucos, a pessoa certa para entregar a informação com as características enunciadas no ponto anterior.

Se os formandos das sessões Zoom que já ministrei se re-inscrevem noutras sessões numa taxa acima dos 90%, não pode haver melhor confirmação do que refiro em cima.

Por este respeito mútuo, do meu lado a exigência que coloco a mim mesmo para entregar um serviço com informação de qualidade e inovadora, pelo lado dos formandos por estarem disponíveis para valorizar o meu trabalho, disponibilizando-se a pagar este serviço profissional, comprometi-me a apresentar uma proposta de solução a este grupo de formandos, que esteve presente nas duas primeiras sessões que ministrei sobre o Controlo da Varroose, e que estão a passar por sérias dificuldades para controlar o ectoparasita Varroa destructor.

Para todos os que estejam interessados em fazer o mesmo percurso formativo, nesta lógica de respeito mútuo que apresentei no parágrafo anterior, fico ao dispor para receber os Vossos contactos por e-mail (jejgomes@gmail.com) ou através do Messenger.

Em baixo deixo algumas fotos bem reveladoras da eficácia elevada e rápida do tratamento acerca do qual disponho informação fundamentada e testada.

visita técnica a apiário: sobre a autonomia, a estética e abelhas supreendentes

A espaços tenho sido solicitado pelo Luís Martins, advogado de reconhecido mérito na sua área e com diversos livros publicados, para visitar o seu apiário.

A primeira visita ocorreu em finais de março do ano passado e teve um carácter generalista, desde o ensino e demonstração acerca de como efectuar correctamente o teste de infestação em abelhas adultas, passando pela realização de alguns desdobramentos e avaliação de enxames que tinha comprado na região de Setúbal a um apicultor conhecido, rearranjo dos ninhos com vista a uma melhor eficiência termodinâmica e um outro conjunto de pequenas tarefas.

Uma boa parte da nossa conversa incidiu sobre as técnicas de controlo da varroose e prevenção da enxameação, sabendo que tinham sido estas as áreas que tinham sido mais problemáticas nos anos anteriores, comprometendo sempre a colheita do precioso néctar.

Mais adiante, em meados de julho, solicitou novamente a minha comparência e desta vez o foco foi a cresta de mel, a primeira que fez desde o início da sua apicultura, fruto do bom trabalho que realizou nas duas vertentes essenciais: manter as colónias saudáveis e mantê-las a trabalhar nas suas colmeias seguindo as orientações que lhe deixei. Para além de ter aumentado o efectivo, crestou cerca de 100 kgs de mel.

Entre estas visitas e a minha recente visita, no passado dia 20 de fevereiro, fomos falando pontualmente para esclarecer algumas dúvidas que tinha e definir algumas linhas de acção a tomar.

E ao longo deste tempo, constatei que o Luís, com a sua enorme capacidade de assimilar informação e competências, se autonomizou num patamar mais alto enquanto apicultor. Este é aliás um dos objectivos primeiros das minhas visitas: transmitir informação fundamental e conhecimento prático, com a preocupação de dar a inteligibilidade e o pragmatismo em doses suficientes que permitam aos meus clientes tornarem-se rapidamente mais competentes e autónomos.

O Luís, nesta visita recente, surpreendeu-me com três aspectos da sua apicultura:

  • a autonomia que referi em cima;
  • a dimensão e preocupação estética que teve com a implantação do seu apiário num novo local;
  • a qualidade de uns poucos de enxames que adquiriu recentemente na zona de Tomar a um velho apicultor, que conto visitar em breve.

Entretanto fizemos uns desdobramentos (4), avaliámos a taxa de infestação em várias colónias — desde a minha primeira visita, em marco do ano passado, e até à data não lhe morreu nenhum enxame por varroose — e ainda trago na memória o quanto o Luís evoluiu como apicultor, a beleza do seu novo apiário e aquelas abelhas do velho apicultor de Tomar.

As fotos ilustrativas:

O Luís (à direita) o Quim Zé (à esquerda) e o apiário (vista parcial)
Num momento do processo de testagem da infestação por varroa
O Solar S. Jacinto, na freguesia de Cardigos

varroose: uma realidade discrepante

Ontem, em Coimbra, no apiário de um cliente recente dos meus serviços técnicos, estive a aplicar o plano B em colónias muito infestadas (o plano B não passa pela utilização desse princípio activo em que provavelmente estão a pensar!). E estou certo que irei salvar da morte, desta morte anunciada, todas as colónias deste apiário.

A razão desta situação, com as colónias com taxas actuais de infestação entre os 5% e os 12% não se deve a um atraso no início do tratamento. O tratamento está a ser efectuado com um medicamento homologado de libertação lenta, e as colónias apresentavam taxas de infestação entre os 2-3% a 9 de janeiro, quando ele foi iniciado.

Caíram 35 varroas de 300 abelhas numa das colónias mais infestadas, cerca de 30 dias depois de iniciado o tratamento.
Nesta colónia, a fervilhar de abelhas

Num outro apiário do mesmo cliente, tratadas com o mesmo medicamento e com início também a 9 de janeiro, as taxas que medi no passado dia 5 de fevereiro não podiam ser mais contrastantes.

Fase do processo de lavagem em álcool de 300 abelhas no segundo apiário
Neste segundo apiário as taxas de infestação situam-se entre os 0% e 0,6%, em 5 de fevereiro, apenas 8 dias antes do teste realizado no apiário muito mais infestado

O mesmo medicamento, as mesmas doses, iniciado na mesma data nos dois apiários e com eficácia tão diferente entre apiários do mesmo concelho, Coimbra. Quais as razões? quais os factores determinantes do sucesso e insucesso?

Nas sessões Zoom que estou a ministrar sobre o controlo efectivo da Varroose, os inscritos irão ouvir a explicação que tenho para esta realidade discrepante.

Próxima sessão com inscrições abertas: dia 25 de fevereiro, às 21h30. Os interessados em inscrever-se contactem para o e-mail: jejgomes@gmail.com

Para uma apicultura mais informada!

como manter a varroose controlada ao longo do ano: visita técnica a apiários na Pampilhosa da Serra

Pouco mais de uma hora depois de ter saído de Coimbra, chego a Machio, no concelho de Pampilhosa da Serra, onde me encontrei com o Eng. Luís Estevão e seu pai, o Sr. António Estevão.

O Luís solicitou a minha visita técnica aos seus apiários com o objectivo de lhe propor melhorias nas práticas apícolas que ele e seu pai habitualmente levam a cabo, para reduzir a mortalidade e fragilização das colónias por efeito da varroose e viroses concomitantes.

Numa manhã com névoas, o dia foi clareando com o aproximar do meio-dia. E pude então observar com maior nitidez os vales cavados e encostas coberta de vegetação daquele magnífico território. Dos medronheiros, das moitas de urgueiras, da pequena queiró e das calunas, da esteva e alguns apontamentos de rosmaninho, entre outras plantas e arbustos, o campo é diverso, rico e intenso.

O território que enquadra a Pampilhosa da Serra
O Sr. António e o Luís, num momento do processo de avaliação da infestação em abelhas adultas.
Um momento do processo de avaliação da taxa de infestação em criação operculada.
Um momento da avaliação expedita da infestação em criação de zãngãos. É uma técnica muito fácil e rápida de excutar, mas os dados obtidos são mais grosseiros e enviezados.

Durante a visita tive a atenção do Luís e do Sr. António para com as minhas orientações, a concretizar a curto e médio prazo, com objectivo de melhorarem o seu modelo de intervenção nas centenas de colónias do seu efectivo. Reciprocamente também tiveram a minha atenção enquanto me elucidavam das particularidades do território que conhecem tão bem. A apicultura é local como muito bem sublinhou o Sr. António de forma sábia, um apicultor com 35 anos de abelhas no seu currículo, e que tão bem representa a paixão e o saber desta geração de apicultores.

Chegado a casa coloquei os dados obtidos nos testes efectuados no simulador do Randy e fiz chegar estas simulações ao Luís. O passo seguinte é conversarmos sobre estas simulações e planear com atencedência as intervenções a realizar a curto e médio prazo.

Trouxe para casa a garrafa ilustrada em baixo, que o Luís me ofereceu à chegada.

Licor de medronho, um produto da Pampimel, a valorizar os produtos endógenos

Nota: como a sessão de Zoom de dia 18 está esgotada, abri uma nova sessão a 21 de fevereiro, também às 21h30, para vos orientar com vista a manterem a varroa muito bem controlada ao longo do ano.

Podem contactar-me por e-mail: jejgomes@gmail.com

Para conversarmos sobre os meus serviços técnicos de apoio no apiário podem contactar-me pelo mesmo endereço de e-mail ou para o número 935251670.

Fico ao Vosso dispor.

visita técnica em Coimbra: polinização e varroa

Hoje, numa manhã agradável, acompanhei o meu cliente num conjunto diversificado de tarefas das quais destaco duas em baixo.

O início de uma experiência piloto na polinização de um campo de aboboreiras, no Baixo Mondego.

Néctar recente. Origem desconhecida… de flor de aboboreira?

A continuação dos testes de infestação por varroa, desta vez feitos na criação de zângão.

foto filme de duas visitas técnicas em dois territórios distanciados 150 km

Território no fluxo de castanheiro e se espera a melada de carvalho:

Território onde o mel de rosmaninho está armazenado e se espera a melada de azinheira:

Eduardo Gomes: serviços de formação presencial e on-line, consultoria presencial e on-line e apoio técnico em apiário (contactos: 935 251 670; jejgomes@gmail.com)

a tarde da quarta edição do workshop avançado Controlo da Varroose em Coimbra: 15 de junho

De manhã foi tempo de apresentar os fundamentos e a proposta de intervenção. Foi também oportunidade de partilharmos questões, experiências, dilemas e pontos de vista sobre um conjunto de medicamentos e opções de tratamentos. Estes workshops são feitos para tod@s e por tod@s os presentes.

E foi das práticas críticas e incontornáveis, integradas num processo mais vasto de controlo efectivo da população de varroas, dos detalhes de sua aplicação, das potencialidades e limitações de cada uma delas, da interpretação correcta dos resultados recolhidos, da tomada de decisão à luz desses dados, das propostas para ultrapassar dilemas, da distinção entre o que é relevante e o que não o é, do fazer com rigor e precisão, das conversas partilhadas sobre experiências diversas, que se preencheram as cerca de 3 horas de campo nesta tarde de 15 de junho.

A minha gratidão à atenção, questionamentos, empenhamento e simpatia de tod@s presentes.

Em baixo fotos dos companheir@s desta tarde de 15 de junho… que também lembrarei com um carinho especial.