Alguns patógenos das abelhas conhecidos estão distribuídos por todo o mundo. Eles incluem: Varroa destructor no caso de Apis mellifera e Apis cerana; bactérias que causam a Loque Americana e Loque Europeia; os microsporídios Nosema apis e Nosema ceranae; e numerosos vírus que afetam a Apis mellifera. Esses patógenos tendem a ter diferentes haplótipos de virulência variável. A mudança climática pode encorajar a transferência desses haplótipos entre as populações de abelhas. Outros patógenos ou haplótipos têm faixas de distribuição mais limitadas, como Tropilaelaps, que até agora só foi encontrada na Ásia.

As mudanças climáticas conduzirão a deslocações de abelhas de diferentes espécies e raças, colocando-as em contato com patógenos com os quais nunca co-evoluíram, como ocorreu com o Varroa destructor e a Apis mellifera. No espaço de algumas décadas no século passado, dois haplótipos extremamente homogéneos desse parasita foram suficientes para invadir virtualmente todas as áreas de distribuição da Apis mellifera. A história mostra, portanto, que tais encontros podem ser catastróficos e que as abelhas necessitarão de assistência humana para sobreviver.
Os movimentos das abelhas melíferas podem ser espontâneos e ligados às mudanças climáticas nas zonas geográficas de origem e de acolhimento (por ex. o conhecido caso de colonização das abelhas africanizadas no continente americano). Pode acontecer ainda que a maior ou menor expressão de doenças, dependa de fatores climáticos. Um estudo recente descobriu que temperaturas mais baixas estão associadas a uma menor prevalência do parasita Nosema ceranae, indicando que temperaturas mais altas, resultado de mudanças climáticas, podem ocasionar mais abelhas infectadas com este microsporídio.
fonte principal: https://www.researchgate.net/publication/23285587_Climate_change_Impact_on_honey_bee_populations_and_diseases