Os últimos dias ficaram marcados pela passagem da tempestade Kristin, que causou danos significativos em várias regiões do país. Deixo aqui uma palavra de solidariedade para todos os afectados e, em particular, um abraço sentido aos apicultores que viram os seus apiários, colmeias e trabalho de anos postos em causa por um fenómeno extremo que relembra a crescente instabilidade com que todos temos de aprender a lidar.
É neste contexto exigente que a nutrição apícola ganha um peso cada vez maior. Não como um conjunto de receitas genéricas, mas como uma ferramenta estratégica de maneio, capaz de aumentar a resiliência das colónias, melhorar resultados e reduzir custos. Alimentar bem não é alimentar mais — é alimentar melhor, no momento certo e com objetivos claros.
Um dos temas centrais abordados na 4.ª edição do curso Nutrição Apícola Aplicada / Nutrição Suplementar de Abelhas é precisamente a distinção, muitas vezes ignorada, entre alimentação proteica de manutenção e alimentação proteica de estimulação. A ciência mostra-nos que a proteína não é usada da mesma forma ao longo do ano: ora sustenta longevidade e imunidade, ora alimenta criação e crescimento populacional. Confundir estes dois objetivos é um erro frequente, caro e com impacto direto na saúde das colónias.
Ao longo do curso analisamos também a fisiologia digestiva das abelhas, incluindo o papel da atividade proteolítica, o efeito da idade e da função social das operárias e a importância do pH intestinal para o aproveitamento real da proteína ingerida. Estes aspetos ajudam a explicar porque é que suplementos aparentemente “bons” falham no terreno e porque nem toda a proteína que entra na colmeia é, de facto, aproveitada pelas abelhas.
Outro ponto-chave é a leitura crítica dos xaropes e bifes proteicos, incluindo a sua composição, acidez, digestibilidade e custo-benefício. Mais do que marcas comerciais, interessa perceber o que funciona, porquê e em que contexto, evitando desperdícios e práticas que podem comprometer a eficiência nutricional ou aumentar o stress metabólico das colónias.
O curso cruza de forma sistemática ciência, prática de campo e ferramentas de cálculo, permitindo aos formandos compreenderem melhor fenómenos como a atrofia das glândulas hipofaríngeas em situações de défice proteico, a relação entre nutrição e criação, e o impacto real das decisões alimentares na longevidade das abelhas de verão e de inverno.

A 4.ª edição do curso Nutrição Apícola Aplicada / Nutrição Suplementar de Abelhas decorrerá via Zoom nos dias 13, 20 e 27 de março, e foi pensada para apicultores que procuram uma prática mais qualificada, económica e com melhores resultados, baseada em conhecimento atualizado e aplicável no terreno.
Num momento em que a apicultura enfrenta desafios climáticos, sanitários e económicos cada vez mais complexos, investir em conhecimento sólido não é um luxo — é uma necessidade. Este curso é um convite a pensar a nutrição de forma mais estratégica, consciente e eficaz, ao serviço de colónias mais fortes e de uma apicultura mais sustentável.
Mais informações deverão ser solicitadas para o e-mail jejgomes@gmail.com
As minha estão alimentadas com o mel e alimento que elas armazenaram no ninho e ou sobreninho. Não tiro mel destes espaços e tenho vindo a notar que é mais que suficiente para elas. Só retiro mel das melgueitzs ou meias alças.
É verdade a natureza de vêz em quando prega nos umas partidas de trinta fiquei com cinco ou seis ainda não recuperei alguns telhados e pranchetas que não sei onde foram parar mas haja saúde e trabalhar e esperar por uma próxima é triste mas a vida é feita destas coisas.