mudança do princípio activo do acaricida

Depois de 3 tratamentos consecutivos com Apivar (o princípio activo é o amitraz da família das amidinas), estou a tratar as colmeias crestadas com Bayvarol (o princípio activo é a flumetrina da família dos piretroides semi-sintéticos).

A minha estratégia na escolhas dos tratamentos é clara e eficaz até agora: efectuar um ciclo de 3 a 4 tratamentos com Apivar e depois interromper este ciclo com um acaricida que tenha o princípio activo de uma família diferente (o Apistan ou o Bayvarol).

Para além dos intervalos de segurança dos acaricidas acima referidos serem zero dias (lembro que o intervalo de segurança define o período de espera que deve decorre entre a última aplicação de um produto e a colheita) também as recentes análises ao mel nacional nos devem deixar tranquilos quanto à sua utilização.

O facto de não terem sido detectados acaricidas (cumafos, flumetrina e tau-Fluvalinato) nas amostras de mel nas diferentes regiões portuguesas poderá indicar que os apicultores cumprem as boas práticas apícolas. […] Para além do referido, os acaricidas estudados são compostos lipofílicos, podendo a baixa contaminação do mel com estas substâncias dever-se a esta característica. Em estudos realizados por Bogdanov, Kilchenmann & Imdorf (1999) foi determinada a ordem de lipofilicidade destas substâncias, os níveis de acaricidas encontrados nos vários produtos após tratamento diminuíram na ordem seguinte: cera > favos de mel >> alimento (açucar) ≥ mel, e em termos de lipofilicidade: flumetrina > fluvalinato ≥ cumafos.” in https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/4036/1/Residuos%20de%20Medicamentos%20Veterinarios%20em%20Mel.pdf

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