vespa velutina: novas armas precisam-se

“Outra omissão notável da lista da União Europeia de espécies exóticas invasoras é a vespa asiática de patas amarelas, Vespa velutina nigrithorax (ver J. Pergl et al. Nature 531, 173; 2016). Desde sua chegada à Europa, há mais de uma década, esse voraz predador de abelhas já causou mortes humanas por causa de sua picada (ver K. Monceau et al., J. Pest. Sci. 87, 1–16; 2014).
O impacto do vespão é severo nos países do Mediterrâneo, onde a apicultura é uma fonte crucial de renda. Os apicultores locais têm seus próprios métodos de erradicação improvisados (como armadilhas caseiras), mas que matam também outros insectos polinizadores.
A espécie precisa ser oficialmente classificada como invasora em todos os países europeus, para que fundos possam ser aplicados no seu estudo e controle. As campanhas públicas são essenciais para aumentar a consciencialização e a compreensão das pessoas sobre essa ameaça – por exemplo, sobre as diferenças entre espécies de vespas, muitas das quais são vitais para as funções e serviços do ecossistema.
Precisamos urgentemente de um plano coordenado da UE para controlar esta invasão de vespas e mitigar seus impactos económicos e ecológicos potencialmente graves.”
Frederico Santarém, investigador do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO-InBIO).

… para deixarmos de andar a lutar com fisgas (as nossas armas de momento) contra carros de assalto (as velutinas). Até ao momento a expansão pelo território europeu tem sido imparável, o que demonstra bem que outro arsenal é necessário para a controlar e até erradicar. Para tal é necessário investir seriamente em soluções diferentes, alternativas e complementares, resultantes de inovação e desenvolvimento.

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