vespa velutina: impacto das armadilhas de primavera num concelho da Galiza

Apresento em baixo extractos de uma notícia acerca dos resultados muito positivos alcançados em 2018 num concelho da vizinha Galiza na luta contra a velutina. A estratégia passou pela colocação de inúmeras armadilhas para capturar o maior número possível de fundadoras, com a participação alargada dos munícipes/fregueses, e com a intervenção/assessoria técnica de uma empresa especializada. Neste ano de 2019 a estratégia vai ser melhorada com a colocação de armadilhas mais selectivas (com entradas de 8 mm) para evitar o mais possível os impactos negativos desta prática na restante entomofauna.

Estes dados aparentemente divergem dos dados apresentados pelos especialistas e autoridades francesas acerca do impacto das medidas de colocação massiva de armadilhas para capturar fundadoras à saída da invernagem. Este tipo de divergência aparente é muito frequente quando as realidades observadas não são exactamente iguais (por ex. se as populações avaliadas já atingiram o seu ponto de equilíbrio), os períodos de recolha de dados não são os mesmos, a extensão geográfica das áreas avaliadas não é equivalente, quando os protocolos de acção e de observação/quantificação são diferentes e/ou por um conjunto de outras variáveis ainda desconhecidas. Nesta área falta conhecimento sólido porque em grande medida falta também investimento na criação de equipas de especialistas com as ferramentas e pré-requisitos necessários à produção desse conhecimento.

No imediato, quem desejar contribuir para a captura das vespas fundadoras deve, na minha opinião, ter em consideração um dado que é consensual: as armadilhas devem ser o mais selectivas possível por forma a minimizar os impactos negativos sobre os insectos não-alvo que uma utilização massiva implica.

“No ano 2017 retiramos máis de 400 niños e houbo unha afectación moi importante sobre a produción de mel no municipio. Por iso o ano pasado decidimos actuar desde o Concello. Puxemos case 300 trampas. Fixémolo directamente, con persoal de Protección Civil, pero asesorados tecnicamente pola empresa Serpa. Era o primeiro ano que trampeabamos, foi como unha experiencia piloto, e os resultados foron moi positivos. Pasamos de retirar máis de 400 niños en 2017 a só 73 no 2018. É certo que foi un peor ano para elas polas condicións climatolóxicas que se deron, pero aquí ao lado, no concello de Viveiro non trampearon e, coa mesma superficie que O Valadouro, uns 110 quilómetros cadrados, retiraron 529 niños[…].

Un dos efectos negativos do trampeo masivo é a captura doutras especies de insectos que, a diferenza da vespa asiática, son positivos. Para tratar de minimizar estas consecuencias sobre a biodiversidade reduciron ao máximo o tamaño dos orificios de entrada. “O importante no trampeo é facelo o máis selectivo posible. Cun oco de 8 milímetros de diámetro evitas que entren mariposas ou outros insectos beneficiosos[…].

Para activar de novo este ano o programa de captura de raíñas, o Concello celebra este sábado unha xuntanza formativa á que está convidada toda a veciñanza. Da parte técnica encargarase José María Vázquez, xerente da empresa Serpa, especializada na loita contra a velutina.”

fonte: http://www.campogalego.com/apicultura/o-valadouro-un-concello-que-logrou-reducir-un-83-a-presenza-da-vespa-velutina/?fbclid=IwAR0tWiQKCPh-QToWTSvjAvueV6CDDQEWkeNCJzQwdLRo1KDONcG5rlD5eJU

4 thoughts on “vespa velutina: impacto das armadilhas de primavera num concelho da Galiza”

  1. No ano passado só apanhei meia dúzia em Arazede.
    Este ano com a mudança do isco já apanhei 84.
    Sem dúvida que o material e o isco são insenciais no sucesso.

      1. Bom dia
        No ano passado utilizava vinho branco-cerveja preta e grozelha.

        Este ano 7 litros de água 2 kilos de açúcar e 20g de fermento de padeiro.

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