tratamentos

Abro esta nova categoria intitulada tratamentos. A que tratamentos me estou a referir?

Sabemos que, no nosso país, os tratamentos que estamos autorizados a aplicar nas nossas colmeias são acaricidas, com vista a controlar os níveis do ácaro varroa. Por exemplo nos EUA, China e outros países, é permitido e até aconselhado o uso de antibióticos no tratamento da loque americana ou da loque europeia.  Como por cá não são permitidos tratamentos para as outras doenças das abelhas, esta categoria será dedicada quase inevitavelmente aos acaricidas.

Ao apicultor de hoje, como disse anteriormente, é tão importante conhecer a biologia da varroa como a biologia da abelha melífera. No seguimento deste raciocínio é igualmente fundamental estar bem fornecido de informação clara, credível e válida acerca dos vários tratamentos disponíveis. Importa que cada um de nós  esteja especialmente bem informado dos acaricidas que fazem parte da lista dos tratamentos homologados pela DGAV, onde se agrupam 4 acaricidas de natureza sintética e 5 de natureza orgânica. Uma lista muito equilibrada, que satisfaz as diversas opções dos apicultores e garante, ao mesmo tempo, a possibilidade de fazer a rotação de princípios activos sempre que o desejar ou necessitar.

Este blog pretende fazer uma abordagem actual, eclética e fundamentada dos diversos assuntos relacionados com as abelhas, assim como da relação que o homem tem com elas no exercício das suas actividades apícolas. Também nesta categoria os princípios não poderiam ser outros. Aqui não haverá, da minha parte, lugar para categorizações ideológicas, e frequentemente mal fundamentadas, dos tratamentos: os tratamentos orgânicos não serão os bons assim como os tratamentos sintéticos não serão os maus. Todos os tratamentos, sintéticos ou orgânicos, são bons desde que cumpram o objectivo da sua utilização: manter as varroas em níveis toleráveis, sem impacto económico significativo no desenrolar da actividade apícola e que, ao mesmo tempo, garantam produtos da colmeia dentro das normas estabelecidas pelos especialistas do comité europeu de produtos médico-veterinários.

Decorrendo desta perspectiva também não considero que haja mel bom e mel menos bom, mais sendo esta classificação feita com base nos tratamentos utilizados. Todo o mel puro é bom até prova em contrário. Para se fazer essa prova, existem análises credíveis feitas por laboratórios credenciados aos lotes de um determinado ano e da produção de um determinado apicultor. Todas as classificações do mel que não sejam suportadas por estas análises são especulações, ingénuas a maioria, com agendas ocultas algumas outras.

Lembro, a terminar, que os apicultores ligados a uma associação apícola podem em geral (julgo que há algumas excepções) aceder aos acarícidas homologados com preços fortemente co-financiados. Não nos devemos esquecer ainda que o tratamento da varroose é obrigatória no nosso país. Apelo a todos os que me lerem que tratem atempada e eficazmente a varroa para que não percam as suas colmeias e não contribuam para a infestação dos apiários vizinhos.

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