inquérito sobre a realidade das colónias queimadas em 2017 em Portugal

Recebi ontem no meu e-mail esta solicitação do Francisco Rogão para responder a este inquérito. Já o fiz porque me arderam algumas colmeias num dos meus apiários. Tomo a liberdade de colocar aqui o pedido do Francisco assim como o link para o inquérito.

“Bom dia

Caros colegas afectados pelos incêndios (ou quem tenha conhecimento efectivo dos que foram afectados), com o intuito de se ter uma ideia da quantidade de colónias ardidas este ano e fazer chegar esta informação às entidades responsáveis pelo sector, tomo a iniciativa de solicitar que preencham o inquérito que se segue. PF partilhem

Preencha aqui

 Cumprimentos

Francisco Rogão”

 

Apelo ao seu preenchimento por parte dos companheiros a quem arderam colmeias. Assim daremos a conhecer a quem de direito a real dimensão do quanto o sector apícola foi afectado pelos incêndios neste ano. Os resultados recolhidos por este inquérito serão certamente uma ajuda para os nossos representantes (FNAP, Associações e Cooperativas Apícolas) poderem apelar, junto dos organismos oficiais responsáveis, às ajudas ao sector, assim como fazerem parte dos grupos de trabalho que irão surgir no âmbito das prometidas reformas da nossa floresta. Acerca deste ponto remeto ainda para o conteúdo do post do João Tomé, no seu blog Vale do Rosmaninho (aqui), sublinhando esta afirmação: “Para isso, será importante no futuro, os apicultores fazerem parte dos grupos de trabalho com intervenção directa no território, apresentando propostas de gestão em complemento das que são apresentadas por outros sectores (ex. exploração florestal, conservação da natureza, etc.), favorecendo desta maneira o equilíbrio e manutenção das colónias de abelhas.

2 thoughts on “inquérito sobre a realidade das colónias queimadas em 2017 em Portugal”

  1. Boa tarde Eduardo
    Sou pouco diplomata nas minhas intervenções e por isso sofro as consequências. Acho que o Francisco Rogão se deveria abster de fazer este inquérito, pois embora crendo que o fez com boa intenção não ficará livre de, por ter uma empresa apícola, o ligarem a aproveitamento comercial de uma catástrofe.
    Seria mais conveniente que este inquérito fosse feito por entidades do setor apícola (Associações, FNAP) ou Ministério da Agricultura, Camaras Municipais, Juntas de Freguesia etc.

    1. Manuel Frias
      Julgo que serão compatíveis os inquéritos que possam vir a surgir feitos pelas entidades do sector apícola que refere com esta iniciativa do Francisco Rogão. O que esta iniciativa mostra é que as entidades aparentemente estão a “arrastar o pés”. Ainda não surgiu nenhum inquérito ao sector, tanto quanto sei, por parte destas entidades.

      Relativamente ao primeiro parágrafo, e deixando claro que não tenho nenhuma procuração do Francisco para o defender, a leitura que se pode fazer dos motivos da sua iniciativa depende da cabeça de cada um. No meu caso acho-a pertinente, adequada e no timing certo, mais ainda por não ter a certeza se as entidades oficiais alguma vez descerão ao terreno para fazer este inquérito.

      Uma sugestão a terminar: estes inquéritos são ferramentas indispensáveis para a recolha de dados, seu tratamento e desenho de medidas ajustadas a nível colectivo mas também individual. Para cumprir este papel os resultados dos inquéritos deverão ser devolvidos a todos os agentes do sector, começando nos apicultores e terminando no Sr. Ministro da Agricultura. Lanço este alerta porque caso este cuidado não seja tido a motivação para responder a futuros inquéritos será muito menor.

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