eu faço assim: criação de abelhas rainha

Por José Marques:

Peço que abra, a todos os seguidores, um portal ” EU FAÇO ASSIM” :
– Selecçiono uma colmeia do apiário. Retiro a rainha, um quadro com criação tapada e outro de provisões, completo com quadros vazios e levo este núcleo para outro ponto do apiário. Fica a parte restante da colmeia ( quatro ou cinco quadros de criação, um ou dois quadros de provisões e quadros vazios. As duas colónias são alimentadas com xarope de água e açucar.
– Passados 10 dias faço, nas restantes colmeias do apiário, tantos núcleos de dois quadros (+ um quadro com células), quantos os quadros com células da colmeia selecçionada que tiver, em geral três a cinco.
Nota: Podem cortar-se as células e formar mais núcleos com três quadros das colmeias do apiário
Os núcleos formados ficam nos locais das colmeias e estas são deslocadas para outros pontos do apiário.
Todas as colónias são alimentadas.
O processo é satisfatório e espero que gostem.

3 thoughts on “eu faço assim: criação de abelhas rainha”

  1. É muito simples, fácil e razoável o método do José Marques, mas é um pouco arriscado, quando se põe mau tempo, porque a rainha fica com poucas abelhas pois as mais velhas voltam à colmeia criadora de células. Quanto à distribuição de células por núcleos que não o das irmãs há o perigo de rejeição.
    Eu faço assim:
    Escolho uma boa colmeia. Retiro a rainha com 2 ou 3 quadros de criação de preferência operculada e abelhas e um de provisões para outro lado do colmeal, 8 a 10 metros.
    À colmeia criadora de células adiciono os quadros que faltam com quadros de criação mista de outras colmeias. Ponho alimento a todas.
    Passados 4 dias depois desta operação vou às colmeias que pretendo desdobrar e separo-as em duas com grade separadora (também serve colocar apenas a prancheta de agasalho fechada ), 5 quadros para cima e 5 ficam em baixo (não tenho a preocupação de saber onde fica a rainha) e completo tudo com cera puxada ou moldada.
    Aos dez dias da primeira operação faço os núcleos sendo um quadro com alvéolos reais da primeira e dois com células reais iniciadas das colmeias com a rainha separada que vai com todos os quadros que tem para outro lado do colmeal, ficando nesse local os núcleos respetivos em abanico. Faço alimentação, mas agora só aos núcleos. Passados uns dias as colmeias mãe são deslocadas para outros colmeais, não havendo o perigo de enxameação pois já perderam as abelhas velhas. Estas colmeias ainda podem dar algum mel.
    Feliz ano 2018
    Manuel Frias

  2. Olá Eduardo
    Hoje é o dia: BOM ANO 2018. Saúde e abundância (de mel) para Si e para todos os apicultores que seguem o Blog.
    Venho tentar preencher uma das várias lacunas do comentário apresentado.
    Onde se escreve que se desloca o núcleo formado pela rainha (e quadros) para um ponto do apiário, pode fazer-se melhor:
    – O núcleo formado pela rainha (e quadros) é colocado 1,5 a 2 metros à frente ou a trás da colmeia criadora de células.
    – 10 dias depois são formados e deslocados os núcleos com as células , como indicado e o núcleo com a rainha fica a ocupar o lugar da colmeia fornecedora das células, a colmeia inicial.
    Esta técnica tem a vantagem de , em 2 ou 3 meses, se poder reconstituir a colmeia inicial, havendo o cuidado de usar quadros puxados, mudar a tempo as abelhas do núcleo para colmeia e alimentando.
    As restantes críticas e aperfeiçoamentos deixo aos leitores.
    Desejo que sejam duros, severos e exigentes porque se não, não tem graça.
    Abraços festivos para todos.

  3. Olá Eduardo

    Cumpre-me agradecer ao Sr Manuel Frias a exposição que apresentou e as alterações que sugeriu. Não fui só eu o beneficiário. Todos os seguidores passivos ficaram com mais alternativas, além das que já conheciam.
    Vou ter em conta a recomendação de completar a colmeia orfanizada com quadros de outra/s colmeia/s selecionada/s. Com alguma perícia na intercalação e na fumigação conseguirei aumentar a quantidade e qualidade dos núcleos formados.
    Quanto ao risco de a rainha isolada num núcleo de dois quadros ficar sujeita a arrefecimento, tem razão e acrescento em minha defesa:
    – Uso núcleos de 5 quadros Langstroth e quando tenho maiores receios em vez de 2 quadros uso 3.
    – A operação de formação de núcleos é feita a partir do mês de enxameação (março). Consulto as previsões meteoreológicas de longo prazo e escolho períodos de 10 dias em que as temperaturas se aproximem de 20 ºC max e 10ºC min e que não chova nos dias D nem no dia D+10. Tem resultado e repito em abríl e maio.
    Na minha pré-história apícola, passada no interior do País, a enxameação era em Abril. Não se alimentavam as colmeias. As noites de geada eram muito frequentes até fim do inverno/princípio da primavera.
    O somatório da fome e frio fazia que nos primeiros dias de sol, mais ameno, as abelhas transportassem para a saída das colmeias as peles das larvas sugadas. Neste clima duro, o método só funciona bastante mais tarde.
    Quanto ao perigo de rejeição das células de rainha distribuídas por núcleos de abelhas não irmãs, há métodos de protecção das células (redes ou folha de alumínio). Nunca os apliquei, porque não senti necessidade.
    Mais uma vês: Sinto-me grato e peço que não deixe os seus conhecimentos morrerem consigo. De maus exemplos está o mundo apícola cheio e do contrário também.
    Bons Anos

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