vespa velutina: se eu fosse investigador…

É verdade, sou apicultor a tempo inteiro. Contudo, se fosse investigador, e só soubesse o que sei hoje, esta seria a minha linha de investigação: criar um atraente/isco específico para a vespa velutina. Como?

Sabemos que a vespa velutina adulta, que vai aos apiários caçar as abelhas, o faz para conseguir o tórax das nossas amigas. Com este pedaço de proteína vai para o ninho onde o entrega às larvas famintas. Estas, por sua vez, fornecem-lhe um líquido claro, rico em aminoácidos, que contribui substancialmente para a sua nutrição e que, paralelamente, estabelece um vínculo indestrutível de interdependência, que condiciona pelo reforço positivo o comportamento de caça assanhado na vespa adulta.

Fig. 1: Vespa velutina trucidando uma abelha melífera para lhe retalhar o seu tórax. A natureza também é isto… não é feita apenas de animaizinhos fofinhos e peludinhos!

Este comportamento é característico de todas as vespas pertencentes à superfamília Vespinae, isto é, estas vespas ao invés de consumirem as presas que caçam, trucidam-nas e alimentam com elas as suas larvas.

O mais importante e relevante para este post, e para a minha hipotética linha de investigação, é este dado: a composição exacta dos aminoácidos presentes no tal líquido claro fornecido pelas larvas varia substancialmente entre as espécies de vespas. Confirmado que no caso das vespas velutinas este líquido as atrai exclusivamente ou muito próximo disso, o passo seguinte seria fazer a sua análise e posterior síntese.

Correndo tudo pelo melhor teríamos o tão desejado atraente selectivo. Fica a ideia…

ciclo de vida da vespa velutina (em França)

Uma das chaves para a luta contra o invasor vespa velutina nigrithorax é aprofundar o conhecimento sobre o seu ciclo de vida, dieta, tamanho da colónia, reprodução, comportamento predatório, …

Fig. 1 : Zonas colonizadas pela Vespa Velutina até 2017

O ciclo de vida

O ciclo de vida do vespão de patas amarelas é anual. Uma nova rainha funda a colónia na primavera. Dos primeiros ovos nascem as fêmeas que serão as primeiras obreiras dessa colónia. Do ovo à emergência vão 4 a 5 semanas. Estas obreiras permitirão que a rainha gradualmente se dedique exclusivamente à postura. No final do verão, começa a geração dos primeiros machos e futuras rainhas. O ninho pode então abrigar milhares de indivíduos. Estima-se que ao longo de um ano cada ninho produza entre 5.000 a 15.000 indivíduos, nas maiores colónias. A título de comparação, um ninho de vespas crabro produz cerca de 1.000 a 1500 indivíduos. A fecundação da nova geração de rainhas acontece antes do inverno. Nos primeiros dias de geadas, a nova geração de jovens fundadoras deixa o ninho e procura um esconderijo para passar o inverno, onde hibernam solitariamente. O resto da colónia é abandonado ao seu destino, a velha rainha morre, a falta de comida e o frio fazem colapsar a colónia e a estrutura do ninho deteriora-se com o mau tempo.

Fig. 2: Principais diferenças entre a V. Crabro (à esquerda) e a V. Velutina (à direita).
Fig. 3: Esquema geral do ciclo de vida da Vespa Velutina

 O período solitário: o fim da hibernação e desenvolvimento da colónia no ninho primário

Com os primeiros dias mais quentes (> 13 ° C), em geral em meados de fevereiro, as fêmeas fundadores saem da hibernação, pelo menos aquelas cujo esconderijo permite um rápido aquecimento. Em poucos dias recuperam a sua vitalidade, desenvolvem os seus ovários se encontrarem os açúcares energéticos de que precisam. As rainhas sobreviventes iniciam um novo ciclo infernal. Cada uma com vontade de fundar uma nova colónia, construirá o seu ninho e alimentará as larvas até que se tornem adultas obreiras, 5 semanas após a postura dos ovos. Em três semanas, a larva atinge o seu tamanho máximo. Então, tece ao seu redor um casulo sob o qual se vai isolar por mais 2 semanas, período das metamorfoses. A vespa adulta emergirá depois de ter rasgado seu casulo com suas mandíbulas e se libertar de seu alvéolo. Durante este período a rainha fundadora é a única a assumir a sobrevivência de sua colónia. Durante este período as suas necessidades e tarefas são diversas: procura de açúcares para ela, proteínas para alimentar as larvas, fibras de madeira e água para construir e aumentar o ninho primário. Ao contrário das rainhas das abelhas melíferas europeias, a rainha velutina passa a maior parte do seu tempo fora do ninho, até ao nascimento das primeiras obreiras. Gradualmente a rainha fundadora ficará cada vez mais no ninho dedicada à postura de mais e mais ovos, e chegará a pôr 100 ovos por dia, até à sua exaustão no outono.

Fig. 4: Imagens da construção do ninho primário

O período cooperativo ou de transição: a construção do ninho secundário

Este período coincide com o surgimento das primeiras obreiras até à cessação completa da atividades fora do ninho por parte da rainha. Este período dura cerca de 3 meses. Na verdade, o papel da rainha vai evoluir com o crescimento da colónia. O grau de divisão do trabalho entre rainha e operárias, após a emergência destas varia com o tamanho das colónias. A rainha “liberta-se” dos trabalhos realizados no exterior para dedicar-se principalmente à postura 20 a 40 dias após a emergência das primeiras obreiras. Às vezes, no caso de falta de espaço, comida ou água, a colónia vai mudar de local e iniciar a construção de um ninho secundário localizado em local mais propício ao seu desenvolvimento.

Fig. 5: Ninho secundário de V. Velutina no topo de uma árvore
Fig. 6: Vista aproximada de um ninho secundário

Período polietico de desenvolvimento: o aumento acentuado de obreiras, quando a rainha só desova

Este período de desenvolvimento é caracterizado por um aumento acentuado no número de obreiras assim como o tamanho da colónia, bem como uma separação total de atividades entre a rainha (desova) e as obreiras (coleta de recursos, manutenção da colónia) . Após a forte expansão do ninho, a rainha não faz nada além de desovar e não participa mais nas atividades extra-ninho. A postura concentra-se nos novos andares do ninho, que as obreiras vão construindo. Neste último terço do ciclo da colónia, alvéolos maiores são construídas para criar machos e novas rainhas. Nas V. velutina, rainhas, machos e obreiras são de tamanhos muito semelhantes no final do outono e o tamanho dos alvéolos ainda não foi relacionado com a casta.

Fonte principal: https://tel.archives-ouvertes.fr/tel-01758929/document

decálogo para lutar contra a vespa velutina

Nota prévia: não pretendo neste post fazer publicidade aos equipamentos e marcas. Pretendo apenas partilhar informação que me parece pertinente.

1.– No começo da primavera as velutinas só buscam o néctar e começam a desenvolver seu ninho, nesta fase elas são praticamente inofensivas para as abelhas, muitas se matam entre elas lutando pelos ninhos.

2 .- Se encontrarmos um ninho primário, não devemos eliminá-lo até que saibamos que as primeiras obreiras já nasceram, será o sinal de que é um ninho definitivo e que vai dar origem em algumas semanas a um ninho secundário.

Um ninho primário é um tesouro, se o eliminarmos antes do tempo outra velutina iniciará seu ninho num lugar desconhecido, se o eliminarmos quando tiver obreiras recém-nascidas ou prestes a nascer, será um ninho secundário a menos.

3.- Há lugares onde as velutinas têm predileção especial para fazer os ninhos primários a cada ano, por exemplo, nos cemitérios, nos nichos, entre a cobertura de vidro que protege a cobertura de granito, esses locais são ideais para eliminar ninhos usando a regra n º 2.

4.- Devemos usar armadilhas tão seletivas quanto possível, para não danificar os insetos nativos, para isso, se usarmos armadilhas do tipo garrafa, elas devem ser feitas corretamente, com um orifício de entrada não superior a 8 mm de diâmetro e com saídas de 4 mm para permitir que os insectos menores saiam.

5.- As armadilhas combinadas SANVE-elétricas não só não matam os insetos nativos, mas estes são usadas como atrativos, uma vez que também fazem parte da alimentação das velutinas. Esta armadilha pode ser usada na primavera para substituir as garrafas, e também no resto da temporada em frente aos alvados.

6.- Durante o verão no apiário existem vespas com dois papéis, algumas procuram proteína e, portanto, caçam abelhas, outras procuram carboidratos (açúcares, néctares, mel). Esse tipo de armadilha atrai ambas.

7.- Devemos reorganizar os apiários para serem mais eficazes contra a vespa.

Uma boa estratégia é colocar as colmeias em agrupamentos, deixando um espaço livre a cada 5 colmeias para inserir harpas elétricas, muito efetivas nos meses de julho, agosto e setembro, quando as velutinas são mais agressivas com as abelhas.

8.- Durante esses meses devemos diminuir o alvado para cerca de 5 mm de altura para evitar que a velutina entre na colmeia.

9.- Devemos também separar cerca de 5 mm a base da colmeia do ninho, o que permite que as abelhas entrem e saiam de todo o perímetro da colmeia e assim possam fugir das velutinas que estão em vôo estático em frente à entrada.

10.- Devemos manter as armadilhas até ao outono até que deixemos de ver a última velutina no apiário.”

fonte: www.sanve.weebly.com

vespa velutina: um adaptador para a entrada das colmeias salva as abelhas da predação

Um apicultor francês, Norbert Mathieu, inventou um adaptador que, fixado às pranchas de vôo das colmeias, permite às abelhas atingirem uma velocidade de vôo mais alta à saída e entrada na colmeia, dificultando o ataque dos vespões asiáticos. Este sistema também tem o efeito de inibir o comportamento de predação da vespa, e abre a possibilidade de as abelhas se defenderem através do comportamento de “pelotagem”.

Nota: não tenho dados pessoais que me permitam confirmar ou infirmar a eficácia do dispositivo.

vespa asiática: nova técnica para produzir cavalos de tróia

Procurando soluções eficazes, baratas e de rápida execução no terreno encontrei aqui [https://www.ledauphine.com/france-monde/2018/08/02/un-apiculteur-affirme-savoir-comment-vaincre-le-frelon-asiatique] uma proposta que mereceu a minha atenção. Se se confirmar a sua eficácia, é a forma mais simples e rápida de preparar cavalos de tróia que eu conheço.

Isso é o que afirma um apicultor francês (Augustin Sottile), persuadido de ter encontrado o segredo para se livrar das vespas asiáticas.

Sua receita vencedora: leite de maquilhagem a que se mistura produto de pulgas para cães e gatos. O produto sozinho mataria a vespa imediatamente. A mistura com água não funciona porque se evapora. O leite de maquilhagem permite que o produto permaneça agarrado ao inseto até que ele retorne ao ninho. A técnica: apanhe com uma rede mosquiteira a vespa e pulverize-a com a mistura. O vespão retorna ao seu ninho e o envenena.

O que me anima nesta técnica é que o suporte do biocida, o leite de maquilhagem, pode ser pulverizado o que me parece que aumenta significativamente a rapidez da operação.

Fig.1 : Augustin Sottile está convencido de que seu método, por mais rudimentar que seja, é eficaz na erradicação do vespão asiático.

linha do tempo para a introdução de setressores bióticos de abelhas nos EUA

“Alguns destes setressores bióticos estão estabelecidos há muito tempo, enquanto outros só chegaram recentemente.

Os ursos, é claro, sempre estiveram presentes nos Estados Unidos. Para a traça da cera, Shimanuki et al. (1980) indicam que as patentes norte-americanas estavam sendo concedidas para armadilhas das traças já em 1840.

Antes da Primeira Guerra Mundial, as operações de apicultura dos EUA foram expostas à loqe americana e europeia, e os pesquisadores começaram a identificar a Nosema apis, um patogeno fúngico. Na década de 1960, a criação de giz/ascosferiose – outra doença fúngica – foi descoberta pela primeira vez no Utah e em 1975 foram detectados casos em 34 estados.

No início dos anos 80, o complexo de três vírus relacionados – Vírus da Paralisia Aguda da Abelha (ABPV), Vírus de Kashmir da Abelha (KBV) e
o Vírus Israelita da Paralisia Aguda (IAPV) — foi identificado nos Estados Unidos (De Miranda et al., 2010).

Em 1987, os ácaros Varroa foram detectados nos Estados Unidos e depois  espalharam-se pelo país em apenas alguns anos (Rosenkranz et al., 2010). Ellis (2016) descreve o ácaro Varroa como sendo na actualidade o maior setressor biótico das abelhas, tanto na sua capacidade de parasitar como agindo como vetor para diversos vírus, incluindo os vírus ABPV, KBV e IAPV e o vírus das asas deformadas. De fato, Ellis (2016) argumenta que o controle do ácaro Varroa deve ser a primeira abordagem para prevenir profilaticamente a propagação da maioria dos vírus.

O pequeno escaravelho da colmeia chegou em 1996  (Hood, 2000), e o patogeno fúngico Nosema ceranae (originalmente endémico da Apis cerana,
abelha asiática) foi detectado nas populações de Apis mellifera em 1996 (Chen et al., 2008).”

Seria mais interessante apresentar esta linha de tempo para o caso português, mas se existe desconheço-a.

fonte: https://www.ers.usda.gov/webdocs/publications/88117/err-246.pdf?v=0

Vespa velutina: distância e tempo de vôo quando caça

Um aspecto por responder e revelador do pouco conhecimento que ainda rodeia a V. velutina e seus comportamentos específicos, relaciona-se com a distância e duração do vôo ao ninho quando caça outros insectos (abelhas e outros). Uma investigação de um francês (https://tel.archives-ouvertes.fr/tel-01758929/document), no âmbito da sua tese de doutoramento, traz alguma luz e ciência a este assunto.

Fig. 1: V. velutina caçando uma abelha melífera

Homing (regresso ao ninho) é um comportamento crítico e central para os insectos forrageadores e representa o limite superior da distância que um indivíduo é capaz de viajar. No caso de espécies invasoras e pragas, esse parâmetro deve ser levado em consideração nos modelos de impacto. A habilidade de orientação e a atividade do ninho foram aqui avaliadas pela primeira vez na  V. velutina usando a tecnologia RFID num ninho em experiência de semi-campo [com o ninho colocado num local determinado pelo investigador].
A habilidade de homing de V. velutina diminui gradualmente com a distância de libertação: a maioria dos indivíduos voltou ao ninho quando libertados até 500 m, metade deles retornaram ao ninho quando libertados até 2000 m e menos de um quarto foram recuperados quando libertados a mais de 3000 m. Esses dados mostram que as obreiras da V. velutina podem encontrar o caminho de volta a vários quilómetros de distância. No entanto, seu alcance forrageiro é provavelmente menor que 2000 m, provavelmente num raio ao redor do ninho de 500 m. Estes resultados são congruentes com os dados disponíveis para outras Vespa sp. […]

Assim, a duração de cada viagem pode ser quantificada com precisão com a tecnologia RFID: 95% dos vôos duraram menos de 1 hora. As velocidades de vôo das obreiras de V. velutina são até agora desconhecidas, mas com a V. crabro, foi estimado em 1.86m/s (isto é, 6.7 km/h) (Spiewok & Schmolz 2005). Se ambas as espécies voam a uma velocidade similar e considerando que a duração média da viagem é de 15 min., as obreiras de V. velutina provavelmente alimentam-se a menos de 1000 m do seu ninho. Além disso, a predação inclui capturar e processar a presa e depois voltar para o ninho com uma carga adicional que afeta a velocidade de vôo, portanto elas provavelmente alimentam-se num perímetro de 500-800m de diâmetro. Isto significa que se a predação é detectada nas colmeias, o ninho de V. velutina deve ser procurado dentro de um raio de pelo menos 1000 m.”

No que me diz respeito estes dados são muito úteis para uma preparação consequente de cavalos de tróia, nomeadamente quanto tempo deve a mensageira sobreviver após receber a mensagem, para que chegue à morada desejada e a entregue em boas condições.

Actualização: neste artigo, https://www.nature.com/articles/s42003-018-0092-9, os dados disponíveis com recurso à tecnologia de radio-telemetria, indicam uma distância mínima do local de caça ao ninho de 195 m, uma distância máxima de 1331 m (distância média de 529 m) e uma velocidade de vôo de 2 a 4 m/s.

vespa velutina: a escolha do habitat

“Segundo Kemper (1960), a temperatura, a humidade, a intensidade luminosa, o abrigo da chuva e a proteção do vento são importantes para a seleção dos locais de nidificação, pois esses fatores determinam a preservação do ninho, essencial para a sobrevivência da colónia. Muitas vezes, os ninhos estão localizados em árvores próximas a rios, porque a água é um elemento fundamental para a construção do ninho.

Além da temperatura e do binómio humidade-água, outro elemento muito importante para a Vespa velutina se instalar tão facilmente e  rapidamente se expandir é a presença de colmeias (Bessa et al., 2015). Na prática, a maioria dos ninhos foi encontrada perto de um ou mais apiários. Depois de analisar mais de 6.000 localizações de ninhos na França, os seguintes dados foram obtidos:

LOCALIZAÇÃO % ALTURA % NIDIFICAÇÃO %
Área urbana 48,5 + de 10 m 70 Vegetação 87
Área agrícola 42,25 2-10 m 26,3 Construções 12,8
Área natural 8,1 0-2 m 3,7 Solo 0,2
Pantanal 1,1  –  –  –  –

Tabela: Frequência de nidificação da vespa asiática de acordo com o tipo de localização, altura e localização (Rome et al., 2015).

No País Basco, muitos dos ninhos estão localizados em áreas agrícolas e rurais, mas também em áreas urbanas e peri-urbanas. A presença destes insetos em áreas habitadas é muito importante, podendo ser encontrada em locais como telhados, beirais, armazéns, colmeias vazias, buracos no solo, esgotos, etc. De qualquer forma, parece que estão ocorrendo mudanças na localização habitual dos ninhos de Vespa Velutina. No início da invasão, em França, todos os ninhos estavam nas copas das árvores, a  grande altura. No entanto, nos últimos anos, mais e mais ninhos estão aparecendo ao nível do solo.”

REFERÊNCIAS

  • Kemper H (1960) U¨ ber die nistplatz auswahl bei den sozialen faltenwespen Deutschlands. Z Angew Zool 47:457–483
  • Bessa, A. S., Carvalho, J., Gomes, A., Santarém, F. (2015), Climate and land-use drivers of invasion: predicting the expansion of Vespa velutina nigrithorax into the Iberian Peninsula. Insect Conservation and Diversity, 9: 27–37. doi: 10.1111/icad.12140
  • Rome, Q., Muller, F. J., Touret-Alby, A., Darrouzet, E., Perrard, A. and Villemant, C. (2015), Caste differentiation and seasonal changes in Vespa velutina (Hym.: Vespidae) colonies in its introduced range. Journal of Applied Entomology, 139: 771–782. doi: 10.1111/jen.12210
  • http://www.neiker.eus/vespa-velutina/ES/habitat/

recomendações e apoios para a captura de rainhas de vespa velutina na Galiza

Neste link podemos ler um conjunto de recomendações para a captura de fundadoras/rainhas de vespa velutina:

Estas recomendações acompanharam a distribuição pelas autoridades locais da Galiza de 5 659 armadilhas e respectivas doses de atraentes no ano de 2017. Pergunto se os apicultores com colmeias nos distritos de Portugal já colonizados por esta besta de patas amarelas tiveram este tipo apoio no combate que travam?

Os apicultores mais experientes no combate à velutina podem e devem utilizar o espaço dos comentários para partilharem as boas-práticas com aqueles que, como eu, procuram avidamente por esta informação. A velutina gera de ano para ano novas zonas de fronteira e os apicultores nestas zonas muito ganharão com os conhecimentos e práticas dos mais veteranos.

Fig.1: As vespas velutinas também são uma espécie prejudicial para os produtores de fruta.